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RICARDO RIBAS

Jornalismo feito por jornalista

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Category: Opinião
Bottas experimentou o gosto da vitória pela primeira vez. Merecidamente - Sutton Images

Bottas experimentou o gosto da vitória pela primeira vez. Merecidamente – Sutton Images

 

Quatro corridas, três vencedores, e desta vez, na Rússia, no Circuito de Sochi, quem experimentou pela primeira vez o gosto da glória foi o finlandês da Mercedes Valtteri Bottas seguido dos ferraristas Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen. Debutante no degrau mais alto do pódio fez por merecer. Bottas fez uma excelente largada, dominou a corrida e a venceu de ponta a ponta, enquanto seu companheiro de time, o tricampeão mundial Lewis Hamilton, com problemas técnicos, terminou na quarta posição e viu a gordura que o separa do alemão, líder na tabela de pontos, crescer. Já entre os Construtores, a Ferrari tem apenas um ponto de vantagem sobre a Mercedes e que tudo indica, a disputa dos títulos da temporada – Pilotos e Construtores – ficará restrita entre as estratégias de boxes delas.

 

Bottas pela primeira vez no degrau mais alto do pódio - Sutton Images

Bottas pela primeira vez no degrau mais alto do pódio – Sutton Images

 

Mas cá entre nós, numa breve comparação entre a Fórmula 1 com a MotoGP, as corridas sobre duas rodas está dando uma lavada naquela que um dia foi considerada a principal categoria do esporte a motor. Por mais torcedor emotivo que seja assistir os grandes prêmios dos bólidos mais refinados está cada vez mais um porre. O motivo é bem evidente. Enquanto no Mundial de Motovelocidade as disputas acontecem na pista, ombro a ombro, saboneteiras riscando o chão, na Fórmula 1 fica todo mundo voltado para as estratégias de boxes. Fica a pergunta com gosto amargo de fel: Isso é corrida ou disputa de quem escolhe o pneu certo e faz a troca na hora correta? Pegas na pista estão cada vez mais raros, e isso provoca desinteresse no torcedor, isto é, se ele ainda levanta cedo para ver o corso.

 

Com bem lembrou meu colega-parceiro Eduardo Abbas em sua coluna no site BorrachaTV On Line, É rir para não chorar, o regulamento técnico fez com que os carros ficassem mais rápidos de curva do que de reta, sem ronco ensurdecer, e fora toda parafernália aerodinâmica – que pouco ou nada contribuem para a indústria automobilística – tornam as corridas da outrora categoria-mãe do esporte a motor, a mais almejada de todas, um exercício de falsidade, de enganação mesmo. Se o que interessa é o espetáculo, lamento, os grandes prêmios estão cada vez mais sórdidos. Do tipo que você assiste por assistir e é digno de crítica nada positiva.

 

Para piorar, a Toda Poderosa” Mercedes nas últimas temporadas ressuscitou as ordens de garagem, e foi encarada pelo tricampeão mundial Lewis Hamilton como normal. Então, espera aí, quem decide quem deve vencer são engenheiros, jogando por terra o esforço do piloto? Caso a prática algo So, Felipe, Fernando is so fast than you. Do you understand the message? (Então, Felipe, Fernando é mais rápido que você. Você entendeu a mensagem?, em português), ordem de Rob Smedley, via rádio, da Ferrari a Massa para ceder posição para Alonso (reveja no vídeo abaixo – Crédito: Diego Ribeiro) ou a de Jean Todt a Barrichello no vergonhoso GP da Hungria, em 2002. Menos, por favor.

 

[video]https://www.youtube.com/watch?v=503bTA5fGvY[/video]

 

 

Incidente entre Jolyon Palmer, da Renault, e Romain Grosjean, da Haas, determinou fim de corrida para ambos - Sutton Images

Incidente entre Jolyon Palmer, da Renault, e Romain Grosjean, da Haas – Sutton Images

 

Dos novatos, nem mesmo o menino-prodígio “inconsequente e boca aberta” Max Verstappen, da Red Bull, consegue repetir boas apresentações com ultrapassagens arrojadas quase improváveis, enquanto os demais imberbes paitrocinados e inexperientes fazem, digamos, a parte comédia do show com pancadas pastelões e imperícia no volante.

 

A sorte parece ter abandonado o bicampeão mundial Fernando Alonso, que em Sochi sequer conseguiu largar - Sutton Images

A sorte parece ter abandonado Fernando Alonso, que em Sochi sequer conseguiu largar – Sutton Images

 

Ver um bicampeão mundial, como Fernando Alonso, considerado o mais completo piloto em atividade, com o que concordo, abandonar etapas por não ter nas mãos um carro, mas sim uma carroça. Para alguns pode parecer engraçado. Não, não é, e demonstra sim, que já passou da hora de se resgatar o sentido original das corridas de carros e deixar de lado o espetáculo. Esse quem protagoniza são os pilotos não engenheiros. Genioso, o espanhol foi convidado a participar da Indy 500, onde a Honda, parceira e fornecedora da McLaren anda bem e, talvez, servir de cala boca. Alonso, dono de um ego do tamanho do mundo, óbvio, aceitou o desafio e também quer correr nas 24 Horas de Le Mans e, assim, tentar a tríplice coroa.

 

Ainda sobre Alonso, especula-se que ele pode retornar à Renault e tentar encerrar a carreira no time que lhe conferiu dois títulos na Fórmula 1. O mesmo se fala sobre o ex-aposentado Felipe Massa, que, caso consiga uma vaga numa equipe de montadora pode estender sua permanência na categoria por mais algum tempo.

 

A Fórmula se reúne novamente dia 14, em Barcelona, para a disputa do GP da Espanha.

 

Confira abaixo como está o Mundial de Pilotos:

 

Crédito: formula1.com

Crédito: formula1.com

 

Confira abaixo como está o Mundial de Construtores:

 

Crédito: formula1.com

Crédito: formula1.com

Vettel e Hamilton empatados em pontos - Sutton Images

Vettel e Hamilton empatados em pontos – Sutton Images

 

Lewis Hamilton venceu de ponta a ponta o GP da China, disputado domingo (9) no mais instável que mulher com TPM Circuito de Xangai. Entre sorrisos e gracejos, subiram no pódio Sebastian Vettel, da Ferrari, e Max Verstappen, da Red Bull. Diferentemente da modorrenta etapa de abertura, o GP da Austrália, o chinês foi mais interessante, com apresentações de gala de Hamilton, Verstappen, que ganhou nada menos que 14 posições logo no primeiro giro.

 

Destaques da prova, Alonso, que andou mais que a McCarroça podia, e Verstappen, que ganhou 14 posições na largada e subiu no pódio - Sutton Images

Destaques da prova, Alonso andou mais que a McCarroça, e Verstappen – Sutton Images

 

Fernando Alonso, que conseguiu andar com sua McCarroça na zona de pontuação até ter a suspensão quebrada e seu companheiro de equipe Stoffel Vandoorne com falha no claudicante motor Honda. Mas teve o lado segura peão em Xangai. Pareceu-me claro a divisão de forças na categoria, liderada pela Mercedes e Ferrari seguida da Red Bull. Williams, que fez boa pré-temporada, é incógnita, assim com Haas, Force India e STR.

 

Panca de Giovinazzi, a segunda do fim de semana, destruiu a Sauber - Reprodução/ Twitter

Panca de Giovinazzi, a segunda do fim de semana, destruiu a Sauber – Reprodução/ Twitter

 

As interpretações dignas de bufões da corte de Antonio Giovinazzi ao rodar, dar uma panca demolidora com a molestosa Sauber em plena reta, provocando, assim, a entrada do carro de segurança. A equipe suíça, que não anda financeiramente bem das pernas, acumulou prejuízo já que durante o TL3 ele demoliu o carro. O italiano, substituto de Pascal Wehrlein, no estaleiro por conta de uma brincadeira inconsequente após o encerramento da Corrida dos Campeões, quando atropelou o carro de Felipe Massa, capotou e teve algumas costelas rachadas. A chefe da Sauber, Monisha Kaltenborn, deve estar com saudade do brasileiro Felipe Nasr.

 

Massa creditou rendimento pífio aos pneus - Sutton Images

Massa creditou rendimento pífio aos pneus – Sutton Images

 

Felipe Massa alinhou, mas não correu. Fez figuração. O brasileiro disse que sofreu com aderência dos pneus, que correu sobre gelo – os outros não? Aquelas respostas evasivas de quem termina uma volta atrás do vencedor. Seu companheiro de Williams, o canadense Lance Stroll, então, só pagando mesmo para acelerar na Fórmula 1. Talvez em busca de autoafirmação como homem, o aprendiz de piloto de recém-completados 18 anos, filho de milionário, coleciona cagadas na principal categoria do esporte a motor. As caixas de brita têm sido seu principal destino.

 

Pode parecer prognóstico precoce, mas minha aposta é que o título será disputado entre Hamilton e Vettel, por enquanto, empatados em número de pontos - Sutton Images

Pode prognóstico precoce, mas título será disputado entre Hamilton e Vettell – Sutton Images

 

Errou quem acreditou que o novo regulamento técnico melhoraria o espetáculo. Carros mais largos deixaram as baratas mais rápidas nas curvas com perda de velocidade em reta. Só isso. O figurino transita entre o clássico e o cômico. Neste quesito, a STR e a Sauber se destacam com guarda-roupa em tons de azul, mas quem as veste são meros extras infiltrados num chorus line, por vezes, desafinado não por incompetência de seus atores, mas sim por ser elenco de apoio, enquanto a McCarroça é extra e entra em cena com cacos (a saber, na linguagem teatral, caco é improviso do ator, intervenção cênica que não está no texto original) algo agora vai e não vai, uma sátira de quem um dia foi protagonista, a McLaren, para desespero de Alonso e Vandoorne.

 

 

Carlos Sainz com o belo STR deve bom resultado - Sutton Images

Carlos Sainz com o belo STR deve bom resultado – Sutton Images

 

O touro da STR muge menos que o vermelho da Red Bull. Enquanto o dono do pasto tem direito a grama mais verde e suculenta, o bezerro parece teimar em não aprender a andar e, por isso, só chama atenção pela beleza. Sabe aquela máxima popular que diz por fora bela viola por dentro pão bolorento? Pois. A Force India, vestida de rosa enxoval de bebê  por conta do patrocinador, uma empresa de tratamento de água – juro que aprendi que a água é representada pela cor azul, mas pode ser, digamos, uma licença poética –, virou o ano sem novo texto e nem o antigo revisado. Ou seja, ela continuará fazendo parte do elenco, mas como coadjuvante, contracenando com a Williams, que recebeu um bom aporte financeiro, manteve o figurino de 2016, preparador de atores, mas não consegue decolar na carreira.

 

Verstappen cometeu erros, mas subestimou Ricciardo e fez outra corrida de encher os olhos - Reprodução

Verstappen cometeu erros, mas subestimou Ricciardo e fez outra corrida de encher os olhos – Reprodução

 

No espetáculo quem arrancou aplausos da plateia chinesa foi Fernando Alonso. O bicampeão mundial asturiano mantém a fibra de vencedor mesmo com um carro longe de sua incontestável competência. O público sabe, e por que não dizer, reconhece que ele está no lugar errado, na equipe errada, na hora errada. Daí ser ovacionado ao passar sorridente diante das arquibancadas. Com efeito, motivo para reclamar Alonso tem de sobra. Mas verdade seja dita, vencer com carro de ponta é fácil, duro é carregar nas costas um ruim, malvestido e impressionar.

 

Hegemonia da Mercedes já não é a mesma, mas Hamilton fez corrida mais lisa que lambari ensaboado - Sutton Images

Hegemonia da Mercedes já não é a mesma, mas Hamilton fez corrida mais lisa que lambari ensaboado – Sutton Images

 

A trupe da Fórmula 1 se reúne novamente na próxima semana para disputa do GP do Bahrein.

 

Confira abaixo o placar após o GP da China:

Crédito: formula1.com

Crédito: formula1.com

Erro da Mercedes e ajuda de Max Verstappen contribuíram para a vitória de Vettel - Sutton Images

Erro de estratégia da Mercedes e ajuda de Max Verstappen contribuíram para a vitória de Vettel – Foto: Sutton Images

 

A Fórmula 1 deu a largada para a temporada 2017. No GP da Austrália, disputado na madrugada de domingo (26) no Circuito de Albert Park, o vencedor foi Sebastian Vettel, que ganhou de presente a primeira posição com um erro na parada para troca de pneus do tricampeão mundial Lewis Hamilton, segundo colocado seguido de seu companheiro de equipe, o finlandês Vatteri Bottas. Com a vitória da Ferrari, que não vencia desde 2015, é possível que haja uma queda de braço entre a equipe de Maranello com a Mercedes. Por enquanto, não é errado dizer que na terra do canguru a estrela levou um coice do cavalo italiano.

 

Hamilton manteve primeira posição da largada até a parada para troca de pneus - Sutton Images

Hamilton manteve primeira posição da largada até a parada para troca de pneus – Foto: Sutton Images

 

Completaram na zona de pontuação Kimi Räikkönen, da Ferrari, Max Verstappen, da Red Bull, Felipe Massa, Sergio Pérez, da Force India, Carlos Sainz e Daniil Kvyat, ambos da Toro Rosso, e Estaban Ocon, da Force India, respectivamente, este último, por sinal, merece destaque ao deixar para trás o bicampeão mundial Fernando Alonso, que levou a McLaren nas costas, mas com um carro manco deverá fazer mais uma temporada fadada ao fracasso ou na melhor das hipóteses se destacar por seu talento pessoal.

 

Sexto colocado, o desaposentado Felipe Massa, fez uma corrida honesta e comemorou o resultado - Sutton Images

Sexto colocado, o desaposentado Felipe Massa, fez uma corrida honesta e comemorou o resultado – Foto: Sutton Images

 

Outro fato que me pareceu evidente, é que a diferença de anos-luz da equipe da estrela solitária para os demais times foi reduzida, mas pouco. Na dela, sem o típico alarde italiano, a Ferrari pode ser a pedra no sapato cromo alemão do pessoal da Mercedes, isto é, se não cometer erros durante paradas na garagem. O desempenho do SFH70 H parece bem nascido, a começar pelo desempenho dos treinos de pré-temporada, quando Kimi Räikkönen andou rápido sem que o carro apresentasse grandes problemas, e se tiver poderão ser corrigidos antes da segunda metade da temporada.

 

 

Prata da casa, Daniel Ricciardo, da Red Bull, teve problemas no caro e só conseguiu largar com uma volta de atraso para não decepcionar sua torcida. E só. Algumas voltas mais tarde parou, tomou banho e assistiu a corrida da mureta e viu seu companheiro de time, o holandês Max Verstappen concluir a etapa não sem segurar Hamilton e assegurar a vitória de Vettel.

 

Hamilton evitou críticar a equipe, mas sofreu com falta de aderência no fim da prova - Sutton Images

Hamilton evitou críticar a equipe, mas sofreu com falta de aderência no fim da prova – Foto: Sutton Images

 

Saindo de segundo, o ferrarista viu Lewis Hamilton manter a liderança, mas o seguiu de perto, até ele parar nos boxes para seu único pit stop da prova na volta de número 17 e ao deixar a garagem ficar atrás do holandês Max Verstappen da Red Bull. Esperava-se uma disputa pela ponta que não aconteceu. O inglês sequer conseguiu descontar a diferença de aproximadamente três segundos para Vettel, quando este entrou nos boxes seis voltas depois. A corrida foi sem graça, sem disputas por posições. Pelo contrário.

 

Em meio a troca de farpas entre McLaren e Honda, Fernando Alonso tira leite de pedra e anda bem - Foto Sutton Images

Em meio a troca de farpas entre McLaren e Honda, Fernando Alonso tira leite de pedra e anda bem – Foto: Sutton Images

 

Hamilton teve problemas com os pneus e tudo que conseguiu fazer foi se se defender do avanço de seu companheiro Valtteri Bottas, que terminou o GP em terceiro. Kimi Räikkönen, sensação nos treinos de pré-temporada, terminou o quarto e Max Verstappen ficou em quinto. O desaposentado Felipe Massa fez corrida honesta, dentro do limite da Williams, e fez apenas uma ultrapassagem na largada em cima de Romain Grosjean, da Haas, pulando de sétimo para sexto lugar, posição que manteve até o final da prova.

 

A volta a se reunir dia 9 de abril para a disputa da segunda etapa na China.

RR devastado após o coma

RR devastado após o coma

Meus amigos devem ter notado minha ausência nos últimos dias. Eu sumi sim, mas por causa de complicações bastante sérias de saúde. Meu pâncreas, que está paralisado tem três anos, entrou em colapso e combinado com uma expressiva alta da taxa diabetes – atingiu índice de 485 entrei, tecnicamente, num quadro de coma de glicemia, que poderia ter me levado a óbito. Cena: língua enrolada – e consequente falta de oxigenação do cérebro –, olhos revirados, roxidão na face, perda de sentidos e desmaio. Minha sorte foi estar em casa e ter sido socorrido a tempo. Escapei de novo, mas foi por pouco. Vale lembrar que essa foi minha quarta e detestável experiência de quase morte. Por isso valorizo a vida. Fiquei alguns dias internado para passar novamente por uma batelada de exames para averiguar se não ficaram sequelas da pane hidráulica e, aparentemente, está tudo bem, mas devo ficar fora de combate por mais algum tempo.

 

Otimista como sempre, eu prefiro considerar que foi um acidente de corrida, mas meu powertrain deu sinais claros de fadiga bem como a lataria, visivelmente deteriorada pela ação do tempo e do uso intensivo. As suspensões arriaram, o sistema de freio não é mais tão eficiente e o arrefecimento do motor exige atenção redobrada. As fotografias não escondem nada por mais que tentamos, amigos. Uma simples comparação de RR em 2016 com o mesmo RR antes do baque são suficientes para determinar o tamanho do estrago. Mas não foi por falta de manutenção preventiva ou corretiva. Sigo a risca as orientações do manual do proprietário.

 

RR antes. Sutil diferença.

RR antes. Sutil diferença.

Segundo a equipe médica que me acompanha de longa data, apesar de eu administrar corretamente a insulina e outros medicamentos os quais me mantêm vivo, controlar a alimentação – sempre balanceada e na hora certa –, o que pode ter levado agora a este quadro nebuloso pode ter sido uma combinação de forte descarga emocional e por ter saído da cama sem aval médico para ir até o São Paulo Expo, onde aconteceu o 29º Salão Internacional do Automóvel. Momento de felicidade: ver o paizão Luiz Carlos Secco de volta as atividades e receber homenagem da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

 

A recomendação era para eu permanecer em repouso absoluto. Eu acreditei que tinha condições. Não tinha. Desrespeitei, paguei o preço. Diante disso, eu não consegui nem participar das entrevistas coletivas e nem visitar como cidadão comum o principal evento da indústria automotiva. Mas tenho a obrigação moral de agradecer ao pessoal da Assessoria de Imprensa da Reed, particularmente à Teresa Silva, profissional eficiente e muito respeitosa como todos os veículos de comunicação.

 

Não foi a primeira vez que escutei a frase “se você não parar agora vai parar para sempre”. Sabendo disso nunca abaixo a guarda. Qualquer sinal diferente eu procuro ajuda médica. Como paciente sou um cara honesto comigo mesmo. Se a doença se instalou, bora tratar para evitar que ela avance. Diabetes é uma doença surda e muda e age sem que o paciente perceba. Ela não é novidade. Tenho histórico familiar, a começar por minha tetravó, e, por isso, não me descuido. Desta vez aconteceu um imprevisto, e ele é assustador.

 

Meu blog voltará a ser atualizado assim que eu receba sinal verde dos médicos. Até lá, meu corpo permanecerá na oficina de reparação para retornar à pista melhor preparado.

 

Obrigado pela compreensão de todos,

 

Ricardo Ribas.’.

Hamilton vence e não foi só por sorte, mas por competência dele e do time - Crédito formula1.com

Hamilton vence e não foi só por sorte, mas por competência dele e do time – (Crédito formula1.com)

 

O tricampeão mundial Lewis Hamilton venceu o Grande Prêmio do Canadá domingo (12) e reduziu a liderança do companheiro de Mercedes Nico Rosberg para nove pontos. Rosberg, vencedor das quatro corridas de abertura da temporada de Fórmula 1, terminou em quinto. Sebastian Vettel, da Ferrari, ficou em segundo, com finlandês da Williams Valtteri Bottas, em terceiro. Max Verstappen, Nico Rosberg, Kimi Räikkönen, Daniel Ricciardo, Nico Hülkenberg, Carlos Sainz Jr e Sergio Pérez completaram o Top-10.

 

Vettel fez uma largada perfeita, ganhou a ponta na disputa entre Hamilton e Rosberg, que rodou e caiu para nono - Getty Images

Vettel fez uma largada perfeita, ganhou a ponta na disputa entre os mercedianos quem rodou foi Rosberg – Getty Images

 

O sucesso do inglês no Canadá teve a ajuda, de novo de ouro time, desta vez por erro da Ferrari ao chamar Sebastian Vettel para uma troca a mais de pneus, enquanto a maioria das equipes optou por apenas uma. A ajudinha anterior aconteceu há duas semanas, em Mônaco, quando a Red Bull cometeu um erro durante a troca de pneus de Daniel Ricciardo e deu de bandeja a vitória ao inglês. Dizer neste momento que Hamilton é favorito ao título pode parecer prognóstico precipitado, mas que ele reúne condições para tal é inegável.

 

Rosberg negocia a renovação de seu contrato com a Mercedes, através de Gerhard Berger, e esse pode ser um dos motivos de suas fracas atuações nos últimos dois grandes prêmios, enquanto Hamilton vem sobrando na pista, ora, segundo ele, pelas mãos do Criador, ora pela sua competência e equilíbrio para reverter a falta de sorte que o acompanhou até as ruas do Principado e reduzir, gradativamente, a desvantagem de pontos para seu único rival, seu companheiro de time.

 

 

No Circuito Gilles Villeneuve, a estrela de Hamilton começou brilhar no sábado, quando ele conquistou a pole-position e colocou pressão em cima de Rosberg que sentiu que precisaria reagir, só que errou não uma mais duas vezes, e se comportou na pista como um estreante. A dupla da Mercedes não fez boa largada e foi ultrapassada por Sebastian Vettel e se enroscou na primeira curva. Rosberg rodou e caiu para a nona posição. Nas duas voltas finais outro erro, desta vez na disputa pela quarta posição com o rapidíssimo holandês Max Vertappen, da Red Bull. Rosberg não bateu. Fez uso da abertura da asa móvel para concluir a manobra de ultrapassagem, mas errou o ponto de freada e rodou de novo. O resultado só não foi pior por ele estar ter sobra sobre Räikkönen. Mas no campeonato, a diferença que o separa de Hamilton pode ser perturbadora.

 

Rosberg ultrapassa Versttapen, perde ponto de freada e roda Pela segunda vez - (Crédito: formula1.com)

Rosberg ultrapassa Versttapen, perde ponto de freada e roda. Pela segunda vez – (Crédito: formula1.com)

 

A história de amor do inglês com o Circuito Gilles Villeneuve, onde conquistou sua primeira pole na Fórmula 1, em 2007, ainda não terminou. Mais vitorioso do que o inglês só o heptacampeão mundial Michael Schumacher com sete triunfos. Os números mostram fato é que agora Hamilton entrou de vez na busca de seu quarto título. Contribuiu para o sucesso do inglês no Canadá o erro de estratégia de parada nos boxes da Ferrari ao apostar em duas paradas, uma na 11ª e outra na 37ª volta, enquanto a Mercedes optou apenas por uma.

 

Uma parada a mais arrancou de Vettel uma possível vitória - Sutton Images

Uma parada a mais arrancou de Vettel uma possível vitória – Sutton Images

 

O erro foi creditado na conta do chefão da equipe de Maranello, Maurizio Arrivabene, que no começo da temporada afirmou que estaria na luta pelo título contra a Mercedes. “Nós superestimamos o desgaste dos pneus. Este foi o motivo pelo qual chamamos Vettel para os boxes. Foi uma decisão errada. Hoje cometemos um erro”, reconheceu Arrivabene. Entretanto, no pódio, Vettel não demostrou decepção, mas também não estampou seu peculiar sorriso e nem rifou a equipe, apenas se conteve nas palavras.

 

Na prática, o erro tirou a vitória do tetracampeão pela Red Bull Sebastian Vettel, que se aproveitou do vacilo da dupla da Mercedes, que se enroscou logo na primeira curva e tomou a ponta logo na largada. Seba só não ampliou sua vantagem sobre Hamilton porque cometeu um erro de cálculo, freou mais tarde e teve de cortar uma curva. Fora isso, a Ferrari tinha condições sim, de estabelecer uma disputa interessante na parte final da prova com a Mercedes do inglês.

 

A Fórmula 1 se reúne novamente no próximo domingo (19) para a disputa do GP da Europa, pela primeira vez nas ruas de Baku, capital do Azerbaijão.

 

Veja abaixo o resultado da etapa do Canadá:

 

(Crédito: formula1.com)

(Crédito: formula1.com)

 

 

 

 

 

 

 

 

Veja como está o Mundial de Pilotos:

 

(Crédito: formula1.com)

(Crédito: formula1.com)

 

Massa desconvers sobre acordo com a Renault - Reprodução

Massa desconvers sobre acordo com a Renault – Reprodução

Situação dos Felipes – Uma possível saída de Felipe Massa da Williams para defender as cores da Renault no próximo ano começa a circular nos bastidores da Fórmula 1. Porém, como era de se esperar, tanto o piloto quanto a equipe não confirmam nada. Respostas evasivas suscitam considerações. O veterano de 35 anos e com 13 temporadas na categoria tem contrato com a Williams até o final deste ano, e pelo menos por enquanto não há sinais nem de sim e nem que não que ele continuará a defender o time de Grove. O piloto afirma ainda ter disposição de permanecer na categoria desde que esteja numa equipe competitiva. Isso não é nenhuma novidade. Mas correr por quem?

 

No momento, Jenson  Button e Daniil Kvyat são os fiéis da balança no mercado de piltotos - (Crédito: formula1.com)

No momento, Jenson Button e Daniil Kvyat são os fiéis da balança no mercado de piltotos – (Crédito: formula1.com)

 

Durante o final de semana do GP de Mônaco surgiu o boato de que Massa estaria negociando com a Renault, time de fábrica, que em seu retorno ainda disse a que veio, ocupa a desconfortável nona posição entre os Construtores com seis pontos contra 66 de sua principal cliente, a Red Bull, terceira colocada com 66 pontos. Não duvide que a marca francesa vá reagir, talvez não nesta temporada. Sim, ela vai. E tem em seu currículo vários títulos, dois com Fernando Alonso, ainda como equipe oficial com Flávio Briatore no comando, e quatro consecutivos com Sebastian Vettel na parceria com a Red Bull.

 

Se observarmos pelos resultados, o brasileiro pontuou em todas as etapas, ocupa a sétima posição na tabela geral com 37 pontos, um a mais que seu companheiro de equipe Valtteri Bottas e um a menos que o jovem holandês Max Versttapen, que após estrear no time principal, a Red Bull, venceu na Espanha. A favor de Massa, em uma possível contratação pela Renault, conta sua experiência em times grandes. Para a montadora, cuja operação no Brasil é forte (uma das cinco praças mais fortes do mundo, apesar da crise) e está ampliando sua participação no mercado nacional, ter um piloto local defendendo suas cores poderia, por que não, ser uma ferramenta de marketing a mais para alavancar as vendas da marca no mercado interno, atualmente de retração.

 

Segundo relatório da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgado dia 1º, até maio do ano corrente foram emplacados 811,8 mil unidades, uma retração de 26,6% se comparada com o mesmo período do ano passado, e mesmo com uma possível, porém lenta e gradual recuperação da economia brasileira o mercado dificilmente ultrapassará a marca de dois milhões de unidades negociadas.

 

A Renault do Brasil nega qualquer entendimento com Massa, mas... - Reprodução

A Renault do Brasil nega qualquer entendimento com Massa, mas… – Reprodução

No ranking de marcas, a Renault ocupa a oitava posição com 7,24% de participação no mercado. Por que estou usando esses dados? A resposta é simples. Quem tem bala na agulha vai investir pesado para atrair consumidores cada vez mais seletivos em relação a investimentos, como um automóvel. Ter Massa como garoto-propaganda, portanto, não é uma hipótese a ser descartada. Apesar de o piloto não ter conquistado títulos na Fórmula 1 ele é uma figura simpática ao torcedor/consumidor, e esse fator pode alavancar as vendas.

 

Caso Massa deixe a Williams, que possivelmente contrate Kvyat que traria uma tonelada de dinheiro russo, a Renault pode ser sua próxima parada - (Crédito: formula1.com)

Vaga na Williams poderá ser ocupada por Button  ou  Kvyat , por injetar dinheiro – (Crédito: formula1.com)

 

Para não ficar apenas no campo arenoso da especulação, liguei para a assessoria de Imprensa da Renault do Brasil para saber mais sobre as tratativas com Felipe Massa, que afirmou não saber nada a respeito do assunto, pelo menos por enquanto, o que é absolutamente natural. As negociações, porém, elas podem estar ocorrendo diretamente na sede da marca, na França. Tentei contato, também, com Felipinho, filho de Massa, craque em antecipar resultados das provas, mas não obtive resposta até o fechamento desta edição. Brincadeira a parte, por enquanto, na Williams,  Jenson Button está bem cotado e é o fiel da balança para formação do grid em 2017. Daniil Kvyat, rebaixado na Red Bull, também está no páreo. Isto porque levaria para equipe de Sir Frank Williams um bom aporte de dinheiro russo, tudo isso segundo a rádio Paddock. 

 

Hoje, sem desmerecer seu passado, Massa pode ser considerado um investimento de baixo para a Renault. Se contratado e voltar a vencer, será uma aposta acertada. Teoricamente, Massa deixará de ser piloto pagante e poderá se incorporado a da folha de pagamento da marca francesa por uma, talvez duas temporadas, já que numa Fórmula 1 cada vez mais negócio do que esporte, o que interessa é a relação custo x benefício.

 

Felipe Nasr está negociando com duas equipes, mas não diz nomes, e quem sabe a Renault não se interesse em ter dois brasileiros - (Crédito: formula1.com)

Descontente na Sauber, Nasr  negocia com duas equipes,. Não seria uma delas a Renault? – (Crédito: formula1.com)

 

Também não se pode afastar a hipótese da marca estar interessada em contratar outro Felipe, o Nasr, piloto mais jovem com bom potencial de desenvolvimento e acumula conhecimento como piloto reserva na Williams e desde o ano passado titular da anêmica Sauber. Após uma estreia consistente, no ano passado o brasiliense está comendo pão que o diabo amassou com o rabo na Sauber e, quem sabe, pode pleitear um brioche. É esperar para ver.

ONG Reviva, com apoio da revista Fullpower e Volvo Car, sai em expedição de ajuda humanitária aos moradores de Mariana - Reprodução Facebook

ONG Reviva, com apoio da revista Fullpower e Volvo Car, sai em expedição de ajuda humanitária aos moradores de Mariana –  Foto: Reprodução/Facebook

 

Dizem, e é uma verdade, que o povo brasileiro é solidário quando solicitado. Para comprovar, a ONG Reviva , com apoio da Volvo Car Brasil e da Revista Fullpower, sairá em expedição nesta terça-feira (16) de São Paulo com destino à cidade de Mariana (MG) assolada pelo rompimento da barragem da Siderúrgica Samarco, responsável por um dos maiores desastres ecológicos da história mundial recente, e levará 10 mil litros de água potável à população.

 

Sem sabor de denúncia, a expedição produzirá um documentário especial no qual os protagonistas são os moradores - Foto: Reprodução/Facebook

Sem sabor de denúncia, a expedição produzirá um documentário especial no qual os protagonistas são os moradores – Foto: Reprodução/Facebook

 

Na esteira da expedição será produzido um documentário especial com histórias de quem foi atingido pelo desastre, que até agora não recebeu qualquer tipo de punição pelo total imobilismo governamental. Iniciativas como essa renovam a esperança de um mundo melhor. Cada envolvido poderia dizer amém, mas preferiram tirar o traseiro da cadeira e ajudar quem de fato precisa. A Revista Fullpower, especializada em veículos especiais, tunados e fuçados, do inovador jornalista e empresário Eduardo Bernasconi com quem tive o privilégio de trabalhar na Revista Carro e a Volvo Cars Brasil, que dispensa comentários, abraçou a causa.

 

Você pode acompanhar o documentário através do Facebook. 

Rosberg manteve a liderança desde a largada até a bandeirada final - Sutton Images

Rosberg manteve a liderança desde a largada até a bandeirada final – Sutton Images

 

O alemão Nico Rosberg venceu de ponta a ponta o sem graça GP do Brasil, disputado domingo (15) no Autódromo de Interlagos, e  garantiu o vice-campeonato da temporada 2015 da Fórmula 1. O tricampeão mundial Lewis Hamilton, que sonhava com uma vitória no autódromo paulistano terminou em segundo seguido de Sebastian Vettel, da Ferrari, que fez uma corrida isolada, e nem se vencer em Abu Dhabi terá condições matemáticas de passar seu compatriota na tabela de pontos. O campeonato e vice estão definidos. Ponto!

 

Tricampeão Hamilton não conseguiu a esperada vitória em Interlagos, só  acompanhou Rosberg sem atacar - Sutton Images

Tricampeão Hamilton não conseguiu a esperada vitória em Interlagos, só acompanhou Rosberg sem atacar – Sutton Images

 

Depois do sacode que tomou do inglês, Rosberg parece que tomou tento e sabe que precisa se firmar dentro da equipe, possivelmente para entrar na temporada de 2016 com a moral, no mínimo, mais equilibrada do que nesta, quando conquistou cinco vitórias, a 13ª em sua carreira na principal categoria do esporte a motor mundial. O alemão da Mercedes tem velocidade, mas peca em consistência e equilíbrio emocional. Não fossem esses detalhes, ele não teria cometido um erro primário de pilotagem e dado de bandeja o título de campeão mundial por antecipação ao seu companheiro de equipe em no GP dos EUA, disputado no belíssimo Circuito das Américas, em Austin.

 

Massa mais uma vez não foi bem - Sutton Images

Massa, desclassificado, e Nasr mais uma vez não foram bem. Decepcionaram! – Sutton Images

 

Em baixa – Ainda não consigo entender o motivo pelo qual Felipe Massa, da Williams, é constantemente 0,3s, em média, mais lento que seu companheiro de equipe, o finlandês Vatteri Bottas. Em Interlagos não foi diferente. Bottas fez uma ótima largada e ocupou a quarta posição durante boa parte da prova, enquanto Massa até ameaçou uma reação, que não se consolidou, e terminou em um decepcionante oitavo lugar, que perdeu, horas mais tarde, por um deslize da equipe ao calibrar errado os pneus de seu carro. Já Nasr sofre com a fraca e pouco desenvolvida Sauber fez a corrida que pode até perder rendimento nas últimas voltas e terminar em uma melancólica 14ª colocação.

 

Diferentemente dos anos anteriores, haviam lugares nas arquibancasas, e nem mesmo os torcedores da Ferrari ocuparam os espaços - Sutton Images

Diferentemente dos anos anteriores, haviam lugares nas arquibancadas, e nem os ferraristas ocuparam os espaços – Sutton Images

 

Para os torcedores, que não lotaram completamente as arquibancadas do autódromo, restou torcer por uma possível disputa entre os pilotos da Mercedes, que não aconteceu. Hamilton correu em Interlagos com a parte traseira do capacete com as cores do seu ídolo declarado, Ayrton Senna. Não houve emoção. Foi como ver um jogo de equipe velado, para favorecer Rosberg. De sua parte, Hamilton reclamou dos pneus e, por isso, não teve condições de ultrapassar o alemão na pista. Pode ser, mas que abre espaço para considerações, isso abre, levando em consideração a lavada que Lewis deu em Rosberg durante o ano.

 

Nem Senna ajudou Hamilton a vencer em Interlagos - Reprodução

Nem Senna ajudou Hamilton a vencer em Interlagos – Reprodução

 

O porre de chatice se refletiu também em audiência televisiva. Enquanto a Globo, emissora responsável pela transmissão, registrou média de 10,5 pontos, a Record contabilizava média de 11,8 pontos com a exibição dos igualmente enfadonhos Domingo Show e Hora do Faro, e o SBT, com 6,7 pontos, com Domingo Legal, comandado por Celso Portioli, seguido pelo dominical de Eliana. Os números não são os finais do Ibope, mas a margem de erro, neste caso é o que menos importa, e demonstra que o telespectador não tem mais saco para aguentar corridas com resultados previsíveis e padece de ídolos nacionais que justifiquem dormir pouco, retardar horário de almoço. Resumindo, o “produto Fórmula 1” perdeu charme, e a audiência não perdoa.

 

A Globo, que de boba não tem nada e é dona de mais de 80% das verbas publicitárias investidas no meio Televisão, já vinha sinalizando desinteresse pelo produto há algum tempo. Tanto assim, que os grandes prêmios dos Estados Unidos e do México foram transmitidos na íntegra pelo canal fechado SporTV. A desculpa foram as coincidências de datas com partidas do Campeonato Brasileiro de futebol. Com efeito, o esporte bretão é garantia de manutenção de audiência e menos complicado do que encontrar possíveis patrocinadores para outro que não peca duplamente ao deixar de ser esporte e sim negócio e da cada vez menor participação de pilotos brasileiros em condições de disputar título. O Brasil terá de esperar um bom tempo para voltar a se emocionar com a Fórmula 1, como aparece no vídeo abaixo (Crédito: Romero Dídio).

 [video]https://www.youtube.com/watch?v=7MZJAuk57SU[/video]

 

Não que a Globo não tenha se empenhado para transformar uma atração chata em algo melhor. Porém, de nada adianta deslocar um verdadeiro batalhão de repórteres e levar informação precisa quando o evento caiu em desgraça aos olhos dos telespectadores. Mesmo sem representantes nacionais, a MotoGP ou a Nascar, transmitidas pela televisão paga, são hoje de longe muito mais emocionantes que a Fórmula 1. O telespectador sabe quem é Lewis Hamilton, mas torce por Valentino Rossi, Marc Márquez ou Jorge Lorenzo, pois a categoria promove pegas sem jogos de equipe. Resumindo, ou a Fórmula 1 se repagina ou está fadada a ser, aí sim, uma categoria de elite, um desfile de carros em arenas de negócios, totalmente sem apelo. Registre-se!

 

GP do Brasil, Interlagos, resultado final:

(Crédito: f1.com)

(Crédito: f1.com)

Rosberg espocou champanhe com sabor de tequila na vitória com jeitão de carta marcada - Sutton Images

Rosberg espocou champanhe com sabor de tequila na vitória com jeitão de cartas marcadas – Sutton Images

 

Nico Rosberg venceu de ponta a ponta o enfadonho, sonífero mesmo GP do México, disputado domingo (1º) no belo, porém travado Autódromo Hermanos Rodriguez, e se colocou novamente na vice-liderança do campeonato mundial de pilotos. Coube ao alemão, que não sofreu ataque do agora tricampeão mundial de Fórmula 1 Lewis Hamilton, a tequila e o sombreiro no alto do pódio, onde também esteve o finlandês Valtteri Bottas, da Williams, que deu um toque em seu compatriota ferrarista Kimi Räkkönen no final da prova Confira no final deste artigo (Crédito: Alejandro Tum).

 

Esta foi a quarta vitória de Rosberg nesta temporada, marcada pela hegemonia da equipe Mercedes, e agora acumula 272 pontos contra 251 de Sebastian Vettel, da Ferrari, para quem o final de semana foi marcado por erros de pilotagem e uma batida sem maiores consequência, exceto, perder a vice-liderança na tabela de pontos na escorregadia pista mexicana.

 

Sem querer ser pentelho, apenas pontual, os pilotos da equipe Mercedes deram pinta de terem assinado acordo de cavalheiros após o GP do Estados Unidos, quando Hamilton arremessou sobre Rosberg o boné de segundo colocado sobre Rosberg, uma mostra talvez emocionada pela conquista do terceiro título de campeão mundial, e no México não demonstrou disposição para lutar pela vitória. O inglês fez papel de escudeiro para o alemão, para quem resta, como prêmio de consolação, lutar pelo vice-campeonato contra Vettel, que errou além da conta no circuito mexicano e perdeu a vice-liderança com a Ferrari cravada no muro de proteção (veja o vídeo abaixo. Crédito: AQF).

 [video]https://www.youtube.com/watch?v=qpeWXlT-Khw[/video]

Ainda sem ter definida qual unidade de força usará na próxima temporada, a Red Bull, empurrada pelo esculhambado propulsor Renault, fez o que pôde para que o rápido russo Daniil Kvyat e o sempre sorridente australiano Daniel Ricciardo concluíssem a etapa na quarta e quinta colocações, respectivamente. A “eficiência” do propulsor gaulês se não foi preponderante como nas temporadas anteriores, e que rendeu a Vettel quatro títulos, também não foi das piores. Se a rádio paddock estiver certa, a marca francesa volta como equipe em 2016 para, quem sabe, contrariar a opinião de Christian Horner, que desceu o cacete no motor.

 

O Grande Prêmio do México foi, além de um arrastado desfile de carros em fila indiana, uma comemoração pelo retorno da categoria para o público local, que lotou e vibrou a cada passada do piloto local Sergio Pérez, da Force India, que terminou a etapa num honroso oitavo lugar atrás de seu companheiro de equipe, o alemão Nico Hülkenberg.

 

Piloto mais rápido da temporada com 364,4 km/h com a adoção das unidades de força V6 turbo, Felipe Massa, da Williams, foi de novo mais lento que o finlandês Bottas, e não pode creditar à equipe e nem o equipamento pelo resultado aquém do esperado. O outro brasileiro, Felipe Nasr não confirmou sua bela estreia, este sim, por ter um pacote pouco eficiente e com orçamento restrito da suíça Sauber. Os freios, um dos problemas crônicos do carro, acabaram e determinaram o fim da participação do brasiliense na etapa.

[video]https://www.youtube.com/watch?v=EgN5-zuJMJo[/video]