Skip to content

RICARDO RIBAS

Jornalismo feito por jornalista

Archive

Category: Crítica
Interlagos é um rascunho do que foi no passado -  Reprodução

Interlagos é um rascunho do que foi no passado – Reprodução

Samba do crioulo doido. É assim que se podem definir as reformas a ser executadas no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos. A FOM (Formula One Management), detentora dos direitos comerciais da F1, fez uma série de exigências para manter uma etapa da categoria no calendário até 2020. As negociações entre a prefeitura de São Paulo e Bernie Ecclestone, presidente da FOM, começaram no ano passado na gestão ex-prefeito Gilberto Kassab e continuaram na atual com o petista Fernando Haddad.

 

Só que houve uma reestruturação de custos. Originalmente, as obras estavam orçadas em RS$ 400 milhões e caiu para R$ 130 milhões. Ou seja, uma diferença financeira de algo em torno de 52%. Mágica não é. Alguma coisa ficará só no papel ou, na melhor das hipóteses, no discurso do “prefeito das faixas exclusivas de ônibus”. O contrato em vigor vence em 2014.

 

A favela no entorno de interlagos - Reuters

A favela no entorno de interlagos – Reuters

A diminuição do valor é parcialmente explicada pelo fato de uma melhora na aparência do entorno do autódromo ter sido descartada, o que é mais um deslize do atual prefeito. Existe uma favela instalada naquela região desde os anos 1970, entre as curvas 3 e 4 do antigo traçado, além de vielas as quais, no passado, levavam a buracos no muro pelos quais quem não podia pagar ingresso entrava livremente. Hoje isso não acontece mais. Os muros são verdadeiras muralhas, sem sequer frestas para espiar o que acontece no asfalto do setentão autódromo.

 

Como o automobilismo interno não gera receita aos cofres da prefeitura e a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) parece dar de ombros para as categorias de base, a prioridade, no momento, é agradar os times da F-1, que pedem mais espaço para trabalhar, e Bernie Ecclestone, o chefão da categoria. A recuperação do sensacional traçado antigo de 7.980 metros, de novo, foi relegada, para não dizer jogado às traças. Um erro primário de administração de várias esferas, incluindo, a SPTuris, atual gestora do autódromo.

 

Vettel dá zerinho na pista espremida e esquecida -  Getty Images

Sebastian Vettel dá zerinho na pista espremida e esquecida – Getty Images

A Prefeitura paulistana define o projeto anunciado por Kassab, ao fim de sua gestão, como uma mera ideia. Pode até ser. Mas as obras, no papel, eram bem mais amplas do que erguer boxes na reta Oposta. Elas envolviam toda uma reestruturação do autódromo e do kartódromo. Porém, deve interessar ao prefeito, como aos anteriores, contratar empresa para erguer arquibancadas a fazer do local um centro de atividades de esportes a motor aos moldes dos internacionais, que são verdadeiras obras-primas, em termos de conforto. Se bem que Interlagos recebe tão pouco público para provas locais, que um puxadinho estaria de acordo. Ou será que ninguém reparou em alguns setores de arquibancadas estavam às moscas, durante o GP do Brasil de F1? Mas sempre há justificativas, inclusive para cortes de custo.

 

“O Gilberto Kassab tinha feito aquelas declarações sobre Interlagos, mas ele não deixou nada. Quando assumimos não havia projeto básico, executivo e nem recursos para a reforma”, argumentou a vice-prefeita Nádia Campeão, após a vitória incontestável do tetracampeão Sebastian Vettel, domingo (24/10).

 

Gilberto Kassab falou mais do que fez  - Reprodução

Gilberto Kassab falou mais do que fez – Reprodução

“Ele (Kassab) falou de um projeto de R$ 400 milhões. Mas cadê os R$ 400 milhões?”, perguntou Fernando Haddad, enfaticamente, fazendo coro à sua vice Nádia Campeão. Não será pela falta dos R$ 0,20 do reajuste da tarifa de ônibus que a prefeitura abriu mão com as manifestações de junho e muito menos pela cobrança da exagerada do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano). Ou vai?

 

Dos recursos obtidos junto ao Ministério do Turismo para serem aplicados em obras no autódromo de Interlagos (R$ 165 milhões), R$ 35 milhões já foram consumidos, segundo a Prefeitura. Onde? Será que na contratação para instalar arquibancadas? Sim, a pergunta é mais que pertinente já que a limpeza pública continua a desejar, ou melhor, está muito pior que na gestão Kassab e a pavimentação das ruas, então, está abaixo da crítica. Não acredita? Está feito o convite para passear pela principal capital do país. A locomotiva precisa de lubrificação, talvez de retíficas completas de motor e câmbio antes que fundam.

 

Segundo a prefeitura, os R$ 130 milhões serão usados nas melhorias do paddock, que devem ficar prontas em 2015, incluem o recapeamento da pista. Pelo “novo” plano de Haddad, há a possibilidade de existirem dois paddocks em 2015: o atual e um novo, que seria construído na reta oposta. A proposta não é de todo ruim. No meu entender, os atuais boxes seriam usados para competições nacionais e o novo para a F1. Entretanto, quem comprar ingresso para acompanhar a principal categoria do automobilismo mundial, a mais rica, a que mais rende à prefeitura, perderá, no mínimo, a visão da largada. Entretanto, o autódromo é problema menor na capital.

 

Adoção deaixa exclusiva de ônibus tem sotaque de palanque eleitoral, não de solução - Reprodução

Adoção da faixa exclusiva de ônibus tem sotaque de palanque eleitoral, não de solução – Reprodução

Sinal amarelo – Em resposta aos movimentos de protesto de junho, quando a população ganhou as ruas para protestar sobre o aumento de R$ 0,20 no preço da já caríssima passagem de ônibus, a equipe do prefeito Fernando Haddad também decidiu criar faixas exclusivas para os ônibus, sobretudo no centro da cidade. O inferno para motoristas, motociclistas e ciclistas estava instalado. Os nós no transito da cidade, provocados pelas tão propaladas faixas exclusivas de ônibus são incomensuráveis. Perde-se mais tempo no trajeto de casa para o trabalho do que o período efetivamente trabalhado. No meu entender, o prefeito das faixas não sacou que São Paulo é uma megalópole, que as distâncias são, proporcionalmente, tão grandes quando o tamanho da cidade, que, efetivamente dá as costas para o transporte individual, sobretudo, os carros, agora vistos como grandes vilões do meio ambiente. Fica o convite para ler este artigo.

 

Medida paliativa, portanto, não é convincente. No dia 26 de novembro, a prefeitura municipal lançou um bilhete único mensal para seus usuários. “Nunca tivemos um momento tão propício como agora para mudar nosso modelo de cidade”, acredita Raquel Rolnik, professora de arquitetura em São Paulo, que lembra que, segundo uma pesquisa, quase 70% dos motoristas apoiam a iniciativa dessas faixas exclusivas. Há controvérsias a respeito já que não foi informado o tamanho do universo consultado. Não raro, quem mora na zona Sul e trabalha na zona Norte vai preferir usar carro ou moto ao transporte público de péssima qualidade. Dizer que o usuário do ônibus ganha de quinze a 20 minutos ante ao carro é o mesmo que tratar câncer com analgésico.

 

O transporte público do paulistano é caro e de péssima qualidade - Reprodução

O transporte público do paulistano é caro e de péssima qualidade – Reprodução

Os profissionais participantes da 10ª Bienal de Arquitetura de São Paulo, realizada em meados de outubro, condenaram o uso do carro e afirmaram que está havendo uma mudança de mentalidade. Isso porque São Paulo parece ignorar a anos o caos que antigas administrações deixaram. A capital nunca teve um plano diretor viário de qualidade, o que abre espaço agora para soluções desesperadas para um paciente em estado de coma avançado. A conta é relativamente simples.

 

Atualmente, a capital tem 11 milhões de habitantes (20 milhões se contar a área metropolitana, 30 milhões se somadas às cinco regiões-satélite) parece estar sufocada, vítima da mais completa falta de planejamento. Culpar os munícipes pelo caos instalado por invasões, pela falta de trabalho próximo à moradia, criar faixa exclusivas de ônibus e achar que tudo se resolve com o aumento faixas de rolamento, estreitando, as margens de segurança entre carros e motos, que se espremem em um balé mal ensaiado, e impostos escorchantes vá resolver alguma coisa é, de novo, soluções erráticas.

 

O Metrô seria ótimo não fosse a lentidão dos governantes - Reprodução

O Metrô seria ótimo não fosse a lentidão dos governantes – Reprodução

São Paulo tem uma frota automobilística que cresce a um ritmo de 500 veículos ao dia. Números da prefeitura apontam que pelo menos 700 mil carros circula pela cidade todos os dias, mas não é bem assim. É, na verdade, muito maior, levando-se em conta o rodízio municipal nos horários de pico, muito conveniente para gerar receita aos cofres públicos através de multas. Com 7,4 milhões de carros registrados (5,4 milhões de veículos estão em estado de uso, segundo o Detran-SP –Departamento de Trânsito de São Paulo), São Paulo deveria mais do que duplicar seus 17 mil quilômetros de ruas existentes se seus proprietários decidissem tirar seus carros da garagem ao mesmo tempo.

 

O que causa estranheza é o estímulo oferecido pelas diferentes esferas de governo para aquisição de carros novos. Eu quero deixar claro que não sou contra a prática já que ela estimula vários setores da economia. Porém, me parece absolutamente normal que quem compre faça uso do bem já que é para esse fim que se enfiou em dívidas, a maior parte das vezes de longo prazo. Condenar o carro e a moto, portanto, é uma dicotomia, parafraseando ex-presidente Lula, “nunca antes vista na história deste país” ou a instalação do apartheid urbano já que segrega e penaliza quem adquire um bem e não pode usar em detrimento de planos simplórios para uma cidade que sucumbe a aterosclerose.

Congestionamento, o inferno diário de cada munícipe - Foto:  Paulo Pinto/AE

Congestionamento, o inferno diário de cada munícipe – Foto: Paulo Pinto/AE

 

Prefeito Haddad terá de engolir contrato com a Controlar - Reprodução

Prefeito Haddad terá de engolir contrato com a Controlar – Reprodução

A sociedade paulistana está no mato sem cachorro. O prefeito toma uma decisão, a Justiça vota contra. O que antes estava suspenso, com uma martelada, volta a ser obrigatório e nos mesmos moldes. A inspeção veicular volta a ser obrigatória a partir desta quinta-feira (17), informou a Prefeitura de São Paulo na noite de quarta-feira (16). A medida foi anunciada em cumprimento à decisão da Justiça que obriga a prefeitura a retomar os serviços na Capital. A prefeitura afirma que vai publicar nesta quinta-feira no Diário Oficial uma portaria com detalhes sobre a retomada da inspeção veicular. A informação foi publicada no portal UOL, dia 16.

 

O Executivo municipal esclarece que os motoristas que tinham inspeção agendada para segunda (14), terça (15) e quarta-feira (16) devem fazer um novo agendamento. Aqueles que estavam agendados para esta quinta-feira em diante deverão comparecer no horário marcado para realizar o serviço. “Aqueles (proprietários) que ainda não realizaram suas inspeções de 2013 devem proceder com o agendamento. A aprovação do veículo na inspeção voltará a ser obrigatória para o licenciamento”, diz a prefeitura. O Tribunal de Justiça de São Paulo publicou uma liminar na manhã do dia 16 que obriga a prefeitura a retomar os serviços de inspeção veicular na capital, interrompidos desde a última segunda-feira (14). A decisão passa a valer após a prefeitura ser notificada, o que ainda não aconteceu. 

 

Empresa de inspeção se apoia nos prazos - Rivaldo Gomes/Folhapress

Empresa de inspeção se apoia nos prazos – Rivaldo Gomes/Folhapress

Controvérsia – A decisão foi tomada com base no pedido da Controlar, concessionária responsável pela inspeção ambiental veicular na cidade, que entrou com uma ação cautelar após o prefeito Fernando Haddad (PT) anunciar o rompimento do contrato. A empresa solicitou à Justiça que os serviços fossem mantidos pelo menos até 31 de janeiro de 2014. O contrato, segundo a prefeitura, foi feito em 1996 e teria duração de 15 anos. Já a Controlar argumenta que o convênio só entrou em vigor em 2008 e estaria vigente até 2018. O pedido foi aceito pelo o juiz Paulo Baccarat Filho, que reconheceu a existência de controvérsia a respeito da contagem do prazo fixado no contrato firmado entre a prefeitura de São Paulo e a Controlar.

 

Segundo a decisão da Procuradoria-Geral do Município, o contrato com a Controlar havia expirado em março de 2012. “Não se trata de uma rescisão de contrato. Trata-se de uma constatação de que o prazo venceu e não temos interesse de renová-lo nos termos que foi elaborado”, afirmou Haddad na semana passada. 

 

Congestionamentos piorou na gestão Haddad. Culpa, em parte, da faixa exclusiva de ônibus - Reprodução

Congestionamentos piorou na gestão Haddad. Culpa, em parte, da faixa exclusiva de ônibus – Reprodução

Choro cênico – Por meio de nota, a prefeitura informou que “vai recorrer da decisão liminar (…) e lamenta que a administração municipal seja obrigada a manter vínculo contratual com uma empresa condenada em segunda instância por improbidade administrativa neste mesmo contrato”. Há que se lamentar também, Senhor Prefeito Fernando Haddad, o nó no transito, que quase sempre está acima de 400 quilômetros em qualquer horário do dia e, isso sim, prejudica a saúde do contribuinte, polui ainda mais o ar já que parado o carro queima combustível e não dissipa os gases. 

 

Mas, tudo bem, é para forçar os proprietários de veículos a usarem o caro e precário – para não dizer vergonhoso – transporte público coletivo. Com todo respeito que a autoridade máxima do município merece, preste atenção, prefeito Haddad, que São Paulo não é uma cidadezinha do interior e as distâncias são do tamanho da cidade, ou seja, enormes. A redução de faixas de rodagem de veículos, em detrimento do transporte público melhorou a velocidade dos ônibus, mas reduziu quem precisa necessariamente usar veículo particular, exatamente o recolhe IPVA, seguro obrigatório, taxas de licenciamento, Controlar, entre outros encargos, os quais acabam recheando os cofres do município, talvez em volume igual ou maior que o preço da tarifa paga pelo contribuinte às empresas de ônibus, que, ainda por cima, recebem subsídio da autoridade municipal.  

 

Pode-se andar mais rápido no pátio da inspeção que nas ruas - Reprodução

Pode-se andar mais rápido no pátio da inspeção que nas ruas – Reprodução

A prefeitura lembra que o sistema de reembolso para os veículos aprovados na inspeção segue funcionando. O pedido deve ser feito por meio da internet. “Porém, devido à decisão judicial que revogou a suspensão, não haverá mais reembolso para aqueles que pagaram a taxa, mas não realizaram a inspeção veicular em 2013″, finaliza. Outra pisada na bola, Senhor Haddad. Essa era uma de suas plataformas de campanha que não será cumprida. Prestes a cumprir seu primeiro ano de mandato, o descontentamento da população é evidente, a começar pela limpeza pública e pavimentação das ruas, que, por favor, não culpe a gestão anterior, foi menos ruim que a sua está sendo. Onde está a transparência e cumprimento da promessa de campanha, no baú?

 

Pacto de Concordia ou de discórdia - Foto: Getty Images

Pacto de Concórdia ou de discórdia – Foto: Getty Images

Fedeu! Quando alguma mudança afeta o orçamento não há quem aceite de boca calada. Na semana passada, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciou um novo Pacto da Concórdia, válido até 2020, que abre caminho para que a FOM (Formula One Management) negocie o fornecimento de combustível com um único fornecedor. O documento, assinado pela FIA e pela FOM, detentora dos direitos comerciais da F1, afirma que Bernie Ecclestone está “autorizado a conduzir negociações comerciais com potenciais fornecedores”. A informação é do diário alemão Bild. 

 

Acordo da  Shell  com Ferrar gerou gasolina V-Power - Foto Divulgação

Acordo da Shell com Ferrari gerou gasolina V-Power – Foto Divulgação

Pelo novo Pacto da Concórdia, a FIA aumentou a participação nos lucros e, em contrapartida, se comprometeu a criar um grupo de estratégia para decidir as novas regras da categoria, acabando com a comissão que existia anteriormente nesta função. Jean Todt, presidente da FIA, comemorou o êxito nas negociações. “Nós podemos ficar orgulhosos desse acordo, que estabelece bases mais efetivas para a governança do Mundial de F1. A FIA está ansiosa para continuar a cumprir seu papel de garantidora do regulamento e da segurança da F1 por muito mais anos”, afirmou.

 

A assinatura do novo Pacto da Concórdia também é importante para Todt, já que a pequena participação da FIA nos ganhos da F1 era uma das críticas que recebia no comando da entidade. Agora, com o aumento nas receitas, o francês entra fortalecido na disputa do novo pleito presidencial. Será?

 

 

A Williams, através da petrolífera PDVSA, será prejudicada - Foto: Charles Coates/LAT Photographic

A Williams sem PDVSA, será prejudicada – Foto: Charles Coates/LAT Photographic

A F1 sempre funcionou como laboratório de experimentação de componentes, os quais, uma vez aprovados nas pistas pode ou não ser introduzido em veículos de produção. Os freios a disco e câmbio automatizado são provas disso. O mesmo se pode dizer da indústria petrolífera, que, de novo, através das competições podem desenvolver combustíveis e lubrificantes mais eficazes no dia a dia do motorista comum. Para isso, elas investem centenas de milhões de dólares anualmente e as equipes usadas como laboratório ficam com uma fatia generosa do bolo financeiro. Os contratos são particulares (petrolífera x equipe) e uma vez quebrados ninguém ganha, principalmente os times, muitos deles em estado mais que preocupante, financeiramente falando, claro. Entendeu caro leitor, o motivo da chiadeira entre as equipes?

 

De acordo com a publicação alemã, a Ferrari teria um prejuízo de € 25 milhões (cerca de R$ 74,9 milhões) com a adoção de um fornecedor único. No caso da Mercedes, a equipe deixaria de embolsar cerca de R$ 89,8 milhões no contrato com a Petronas e a McLaren, por sua vez, teria seu orçamento comprometido se ficar sem a grana da Mobil.

 

 

McLaren tem acordo com a Mobil 1 -  Foto:  The Cahier Archive

McLaren tem acordo com a Mobil 1 – Foto: The Cahier Archive

Proálcool – A medida proposta pela FIA remete a 1973, quando o preço do barril de petróleo ficou tão caro, que o Brasil suspendeu as competições do esporte a motor. O Proálcool (Programa Nacional do Álcool) foi um programa de substituição em larga escala dos combustíveis veiculares derivados de petróleo por álcool (hoje conhecido como etanol), produzido da cana-de-açúcar e financiado pelo governo do Brasil a partir de 1975, através do decreto n° 76.593, em 14 de novembro, devido a crise do petróleo em 1973 e mais agravante depois da crise de 1979.

 

Depois de muita discussão, em 1978, foi introduzido o álcool, visto, à época, como a salvação da lavoura. O que a FIA e FOM estão propondo segue o que o Brasil fez no passado e depois – sem sucesso – recuou, quando os produtores de etanol reduziram o ritmo de produção de combustível e aumentaram a de açúcar já que a commodity estava mais valorizada no mercado internacional. Se apenas um fornecedor de combustível vingar poderá ser um tiro no pé em nome da redução de custos dentro de um esporte milionário.

A primeira vitória de Rubinho, na Alemanha - Foto: Getty Images

A primeira vitória de Rubinho, na Alemanha – Foto: Getty Images

A temporada de boatos está sensacional na metade final do campeonato da F1. Desta vez, se cogita o retorno de Rubens Barrichello para disputar a edição 2013 do GP do Brasil pela Sauber. Impossível? Nem tanto. Principalmente por que o rumor não correu pela “rádio paddock” e sim por uma publicação de peso, o jornal O Estado de São Paulo, que estampou a notícia sábado (28). Segundo o jornal, Barrichello não descartou a possibilidade de retornar à F1 no ano que vem e sua participação no GP do Brasil deste ano teria o apoio de Bernie Ecclestone, diretor da FOM (Formula One Management).

 

Esse não é o primeiro boato que dá conta do retorno de Barrichello à F1 e pela Sauber, que deve perder o alemão Nico Hülkenberg, talvez para a Lotus. A revista germânica Auto Motor und Sport, indica que Barrichello mantém boas conversas com a cúpula da Sauber e ainda pensa em correr na F1, levando cerca de € 10 milhões (aproximadamente R$ 30,5 milhões) de seu patrocinador pessoal, a Medley Genéricos, para aplicar no time suíço.

 

Além disso, a equipe está levando em conta toda a experiência acumulada nos 19 anos que Rubinho esteve na F1 e sua inegável capacidade de acertar carros, algo que a dupla formada pelo mexicano Esteban Gutiérrez e o novato russo Sergey Sirotkin – ainda sem a superlicença – não têm até pela pouca idade. Gutiérrez, todos sabem, leva uma parcela menor de patrocínio do bilionário Carlos Slim (leia-se: Telmex e Claro) que Sergio Pérez, hoje na McLaren.

 

 

A Sauber está na lona e precisa de um acertador de carros experiente - Foto: Mark Thompson/Getty Images

A Sauber está na lona e precisa de um acertador de carros experiente – Foto: Mark Thompson/Getty Images

Em 2014, vale lembrar, entram os motores 1,6 litro V6 e um regulamento técnico bem mais restritivo. E é tudo novo. De fato! Ou seja, ou a equipe tem uma dupla de pilotos que consiga passar informações aos engenheiros e acertar rapidamente o carro ou frequentará o fim do grid, amargando resultados ruins. Rubinho, diferentemente de Felipe Massa, que não aceita pilotar para uma equipe que não lhe ofereça condições de vencer e conquistar o título de campeão mundial voltaria como fez o heptacampeão mundial Michael Schumacher, sem outro compromisso que não acertar o carro e, aí sim, deixar a F1 de vez, talvez em 2015, mas pela porta da frente. É impossível saber por enquanto como será o pacote da Sauber para a próxima temporada e muitos menos se ela não terá Felipe Massa já que ele e Barrichello estiveram um bom tempo em Maranello e conhecem os propulsores por lá produzidos. A Sauber continuará usando motores Ferrari.

 

Muitos vão dizer que Rubinho foi um perdedor, que seu tempo passou, que é melhor ele ficar na dele na Stock Car porque perdeu a mão, que está velho, que a sorte nunca o acompanhou, entre outros. Mas os mesmos que criticam Barrichello parecem se esquecer de que ele foi por duas vezes vice-campeão mundial (2002 e 2004) na Ferrari, que foi quem largou mais vezes na categoria, atingiu a marca de 322 GPs disputados e que com a aposentadoria de Schumacher no final de 2006 fez do brasileiro o piloto mais experiente do grid. Se ele assinou contratos perversos, que o mantinham como segundo piloto, bem, isso é coisa da F1 Negócios e não cabe julgamento. Assinou tem de cumprir. Ponto!

 

 

Rubens Barrichello estreia na F1 pela  Jordan - Foto: Reprodução

Barrichello estreia na F1 pela Jordan – Foto: Reprodução

Após competir pela Brawn GP na temporada de 2009, ele foi confirmado para temporada de 2010 na equipe Williams, tendo renovado para temporada de 2011. Em 2011 Rubens disputou sua 19ª temporada, tornando-se o piloto com maior número de temporadas ininterruptas disputadas. Na temporada de 2012, após ser substituído na Williams por Bruno Senna, Barrichello não encontrou oportunidade em outra equipe e, por essa razão, não disputou o campeonato. Diante disso, ele correu Fórmula Indy em 2012, mas, por não encontrar uma equipe de ponta, ainda no mesmo ano optou por correr na Stock Car Brasil. Não gostar do piloto é uma coisa, desmerecer mérito é sinal de miopia. Ele tem condições sim de retornar – não por muito tempo, é verdade – e fazer um bom papel.

 

Especulação ou não, o Estadão não especifica quem deixaria a Sauber para Rubinho assumir o volante e nem cogita, também, que o anúncio seja uma forma de promover a F1 no Brasil. Aliás, o país corre o sério risco de não ter um representante na principal categoria do automobilismo mundial por total incompetência dos dirigentes locais, que deram as costas para as categorias de base. Seja como for, tanto faz se Rubinho alinhe e dispute bem o GP do Brasil deste ano ou tenha assento “pago” à Sauber no ano que vem. Condições de pilotar ele tem.

 

 

Rubens pode, através da Medley, injetar dinheiro na Sauber, com fez na F-Indy -  Foto: Reprodução

Rubens pode, através da Medley, injetar dinheiro na Sauber, com fez na F-Indy – Foto: Reprodução

“Só teria que treinar meu pescoço. Então já poderia entrar amanhã”, disse o ex-piloto de Ferrari e Williams, em entrevista à Auto Motor und Sport, publicada no dia 27. Barrichello estreou na F1 em 1993, defendeu seis equipes – Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn e Williams – e tem em seu currículo 11 vitórias, 14 poles e 68 pódios. Também pode ter um dedo da Globo já que a emissora tem investido pesado em anúncios sobre F1, coisa que parecia ter sido colocada em segundo plano no passado recente.

 

Canal fechado Fox transmitirá as Olimpíadas 2016, no Rio, e Copa do Mundo de 2018, na Rússia - Crédito: Reprodução

Canal fechado Fox transmitirá as Olimpíadas 2016, no Rio, e Copa do Mundo de 2018, na Rússia – Crédito: Reprodução

A Fox garantiu, após duras negociações com a Globosat, os direitos de transmissão das Olimpíadas do Rio em 2016 e da Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Discute-se agora como será a participação da emissora na Fórmula 1 a partir do ano que vem. A transmissão da Copa do Brasil em 2014 já havia sido anunciada, segundo matéria assinada pelo jornalista Luís Augusto Simon, no UOL, dia 29. A notícia já havia sido divulgada aqui no RR.

 

As negociações começaram no final de 2011, quando os canais Sportv, da Globosat, anunciaram sua grade de programação para o ano seguinte. Nela, constava a Copa Libertadores da América, um dos eventos mais chamativos em termos de audiência e de retorno publicitário. O pacote comercial havia sido vendido com a garantia de transmissão do evento sul-americano.

 

 

Fox detém direitos da Libertadores - Crédito: Reprodução

Fox detém direitos da Libertadores – Crédito: Reprodução

A Fox, que tem os direitos de transmissão da Libertadores para toda a América do Sul, avisou a Globosat que inauguraria seu próprio canal de esportes no Brasil no início de 2012 e que ela mesmo transmitiria a Libertadores. Houve tentativas de negociação que não avançaram e foram retomadas no ano seguinte.

 

Segundo uma fonte da Fox, houve uma série de pedidos em troca da Libertadores. A Globosat não aceitou em um primeiro momento, mas voltou a negociar. “Conseguimos quase tudo o que queríamos”, disse, sob condição de anonimato, o representante da Fox, conforme escreveu o colega Simon.

 

 

O produto Fórmula 1 perdeu rentabilidade na Globo - Crédito: Reprodução

O produto Fórmula 1 perdeu rentabilidade na Globo – Crédito: Reprodução

A negociação sobre a Fórmula 1 prossegue e terá definição dentro de um mês. A Fox não transmitirá todas as corridas, pois muitas coincidem com eventos dos campeonatos inglês, argentino e italiano que a emissora transmite, mas poderá exibir ao menos os melhores momentos das provas. Os direitos de transmissão da Fórmula 1 pertencem à Fox em toda a América Latina, exceção feita ao Brasil.

 

Para o início de 2014, a Fox terá o seu segundo canal de esportes no país. Ele passará todas as corridas da Nascar, ao contrário do que ocorre hoje, também por haver datas coincidentes com os campeonatos internacionais de futebol.

 

Algumas atrações do canal Fox na Argentina e no México serão adaptadas ao Brasil. São programas baseados em entretenimento, com a presença de cantores e atores falando sobre esportes. Dois estúdios estão sendo construídos na região da avenida Paulista, em São Paulo. Serão bem grandes, um deles com capacidade para receber público ao vivo.

 

Em 2012, a Fox diz ter se consolidado, graças a Libertadores, como o segundo canal de esporte mais visto da TV brasileira. Perde para o SporTV 1. Os jogos Palmeiras x Tijuana e São Paulo x Atlético-MG foram os grande campeões de audiência. “Foi coisa de tevê aberta, só perdemos para a TV Globo”, diz um executivo da Fox. Ele também afirma que as metas de audiência e de retorno publicitário programado para o ano todo foram atingidos em julho, noticiou Simon.

 

A F1 Negócios ultrapassou a F1 Esporte e agora paga o preço do desinteresse do telespectador - Foto: Getty Images

A F1 Negócios ultrapassou a F1 Esporte e agora paga o preço do desinteresse do telespectador – Foto: Getty Images

O desinteresse do telespectador e, consequentemente, perda de audiência nas televisões retransmissoras da F1 não é um fenômeno imediato, é mediato. A mais categoria do automobilismo mundial é hoje um rascunho, do ponto de vista esportivo, do que foi no passado. Os mandatários da categoria acreditaram que a divisão se encerrava nela mesma e que os negócios deveriam estar à frente do esporte. Além disso, o espectador precisa de ídolos e a F1 se distanciou de tal forma, que um piloto que começa a temporada pode muito sair de cena já que o grid é formado por pilotos pagantes, e muitos deles com experiência questionável. Sem vitórias, sem estrelas nacionais e com carência até mesmo de pilotos que possam ser chamados de “promessas”, a Fórmula 1 afunda no ibope na TV aberta. Dados obtidos por este site apontam que nos últimos dez anos a Globo perdeu mais da metade da audiência nesse esporte: 55%, para ser bem exato. Em 2002, a média de ibope das transmissões da F1 foi de 19,4 pontos na Grande São Paulo.

 

A história do “pagou andou” agora é cobrado pela mídia e anunciantes. Prova disso é que a TV Globo, detentora dos direitos de transmissão das corridas de F1 no Brasil está em negociações avançadas de transferência de exibição com o canal a cabo Fox Sports já em 2014. Os indícios de que algumas coisas não estavam bem não é novidade. A Vênus Platinada, segundo fontes, há tempos vem encontrando dificuldades para negociar o pacote F1 junto às agências de propaganda e publicidade, que não colocam dinheiro bom em produto ruim (leia-se: de baixa audiência). Para não deixar claro que tirou o time de campo, na negociação com a Fox, a Globo ficaria com um resumo de cada corrida de 15 minutos. Para quem não conhece os bastidores de televisão, cada emissora tem direito a um resumo de 3 minutos de resumo sobre qualquer assunto gerado por uma coirmã desde dê o crédito da geradora.

 Crédito: Reprodução

O curioso é que durante a queda de ibope da F1, a participação de cada emissora no conjunto de aparelhos ligados continuou o mesmo nas outras TVs. Isso indica que o público que acompanhava a F1 não trocou as corridas por outras TVs ou programas. Ele simplesmente deixou de ligar a TV. Uma mensagem mais ou menos do tipo: “Vou assistir a isso pra quê se já sei o resultado?”. O famoso, jogo armado. Em 2008, o ibope ainda atingiu a razoável média de 17,1 pontos, mas havia um motivo claro. Aquele foi o último ano em que Felipe Massa, de fato, teve chances de chegar ao título (veja o vídeo - Crédito: Zezo Azambuja). Ficou no “quase”. Massa esteve campeão por 30s. Lewis Hamilton ficou com o caneco. Desde então a torcida convive apenas com desapontamentos, a cada ano e a cada nova corrida. Os números da queda da F1 na Grande São Paulo são muito parecidos com os registrados no restante do país, no chamado PNT (Painel Nacional de Televisão). Em 2012, a média da F1 no PNT está em 8,5 pontos.

 

Vale frisar, que a FoxSports (ex-Speed Chanel) é dona dos direitos da F-1 em toda a América, com exceção do Brasil. Os treinos oficiais da F-1 e as corridas seguirão com transmissão nos canais SporTV (sextas-feiras e último treino livre de sábado), enquanto a Globo fica com o treino de classificação para o grid de largada. Ou seja, a nave mãe fica com o coração do filé no canal aberto e as outras com o músculo do boi magro. É aí que entra o poder de fogo de quem detém os direitos da F1 junto a FOM (Formula One Management). Em dez anos, a F-1 perdeu mais da metade de seu público na rede aberta. No entanto, a F-1 2013 tem seis grandes patrocinadores, que pagaram cerca de R$ 62 milhões (preço de tabela) por cada cota de patrocínio. Entendeu agora o que eu disse sobre investir dinheiro com retorno de risco?

 

Como o mercado publicitário, particularmente os diretores de mídia, usam como baliza o fator amplitude (entenda-se amplitude como investimento versus retorno unitário sobre o número de telespectadores), é bem possível que haja um desinteresse na F1, que no próximo ano passará a ser regida por um novo regulamento técnico. Além disso, os subsequentes “quase” dos pilotos brasileiros Rubens Barrichello – hoje comentarista da Globo –, Felipe Massa e Bruno Senna, relegados a condição de segundos pilotos, gerou uma baita complicação nas negociações entre a emissora e os anunciantes. Diferentemente da época de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, cuja morte rendeu picos históricos de audiência à Globo, hoje ouvir o Tema da Vitória está condicionado a um problema de pista dos primeiros pilotos das equipes. Ou seja, quase impossível.

 

 

Sebastian Vettel se encarregou de manter o hino alemão no topo - Foto: Getty Images

Sebastian Vettel se encarregou de manter o hino alemão no topo – Foto: Getty Images

Sabendo disso, e com as tabelas de audiência em tempo real nas mãos, a Globo perdeu, também, deve ter perdido o interesse na categoria. Na prática, é bem mais fácil vender pacotes de chatíssimos e previsíveis realities shows a convencer um anunciante que a F1 ainda é um esporte (sic!) viável. Mais que isso, a emissora agora mudou sua grade de programação, dando mais importância ao futebol, inclusive da Série B, pela garantia de audiência. Diante disso, cortar ou jogar para a madrugada a transmissão das provas, em detrimento de finais do futebol ou de outros eventos importantes, como a miguelagem de Anderson Silva na manutenção do título de campeão do UFC ou a visita do papa Francisco, é fácil. Os fãs da F1 que se danem. Algo negócios, negócios esporte à parte.

 

Efeito China – Bernie Ecclestone, o patrão da Fórmula 1 e detentor dos direitos comerciais da modalidade, revelou que as audiências televisivas cresceram “na maioria dos mercados” durante o ano de 2012 quando comparadas com 2011, mas esse crescimento não foi suficiente para compensar a queda do mercado chinês. “Um pequeno número de territórios não correspondeu às expectativas em termos de alcance, com o mercado chinês sofrendo uma queda que não pôde ser absorvida por um número significativo de aumentos em outros lugares”, afirmou Ecclestone no prefácio do relatório que analisa o desempenho das audiências televisivas globais da modalidade.

 

O público chinês é um dos mais jovens, com mais de 10% de todos os espectadores com idade inferior a 16 anos e um quarto com menos de 25 anos. Para a China foi transmitida um total de 229 horas em 2012, em comparação com as 322 em 2011, o que levou a uma queda de audiência de 74,5 milhões para 48,89 milhões de telespectadores.

 

Ainda, segundo o relatório, em sentido contrário caminhou o Brasil, que passou a ser o maior mercado, tanto em número de espectadores como em audiência média: 85,55 milhões de pessoas estiveram, em média, sintonizadas para assistir às 20 corridas, o que representa um aumento de quase 10% em relação a 2011. O relatório de 2012 não divulgou número exato de público que acompanha a F1 a nível mundial e que, em 2011, foi estimado em 515 milhões, embora Ecclestone tenha afirmado que se mantém acima dos 500 milhões. A F1 é transmitida para 185 territórios, com 110 parceiros de transmissão. Esses números, de certo, deverão ser revistos parar a atual temporada. Em outras palavras, a “coisa” fedeu. E tenho dito!

 

Sociedade lava a roupa que o governo sujou - Foto: Reprodução

Sociedade lava a roupa que o governo sujou – Foto: Reprodução

O Brasil acordou. O estopim do barril de pólvora foi aceso com o aumento da passagem dos ônibus. Mas o fenômeno social que se vê nas ruas nos últimos dias em todo país tem nuanças muito mais complexas e legítimas. O diamante, finalmente, começa a ser lapidado pela grita geral de todos os setores da sociedade. A hora do “BASTA!” é agora. O povo, sem medo, ganhou as ruas para manifestar seu descontentamento com a atual situação política a qual perdoa quem foi julgado culpado e coloca uma cortina de fumaça, através da não aceitável prática de assistencialismo implantada, em caráter de emergência, pelo presidente Lula ao oferecer bolsa disso, bolsa daquilo e teve continuidade na administração Dilma Rousseff e nos escalões abaixo, representados pelos governos estaduais e municipais, todos coniventes, afinal, todos ganham. Menos o povo.

 

Se o Brasil é hoje a bola da vez do BRICS, é também um país, até agora, negligente com seu povo, ao ser ludibriado pela troca da extrema pobreza por dívidas subsidiadas a escorchantes. Ou seja, trocar o barraco em terreno clandestino por moradias singelas remuneradas a preço de ouro. Isto é, quando consegue pleitear aquilo que lhe é de direito e está na Constituição. O Brasil entendeu que não quer mais esmolismo e sim ações que o transforme do eterno gigante adormecido em um país democrático e justo.

 

A enorme parcela da sociedade menos abastada, formada por trabalhadores se acotovela nas filas dos hospitais públicos os quais não recebem – ou se recebem é muito pouco – verbas para oferecerem atendimento minimamente humano e decente. Morrer na porta de um hospital, ora, é culpa do paciente e não da falta de um bom atendimento pelo qual o povo paga. E bem paga caro por sinal. Mas para os governos vai tudo bem, obrigado. Tudo bem uma ova! Só se for para os políticos, que sequer passam diante de um posto de saúde ou hospital público para verem o povo esperando, praticamente implorando, para ser mal atendido.

 

 

Educação: muita falação e pouca ação - Foto: J. Duran Machfee/Futura Press

Educação: muita falação e pouca ação – Foto: J. Duran Machfee/Futura Press

O sistema educacional, então, é uma piada. A tal aprovação automática – premiada em todos os municípios com Bolsa Leite –, então, tem formado alunos de forma grostesca e não doutores, como era o propósito e necessidade urgentíssima do Brasil. Resumindo, professores despreparados, pessimamente remunerados e amedrontados pela violência que grassa solta dentro e fora das salas de aula (os vídeos postados no Youtube evidenciam a situação) não forma, apenas aprovam alunos que não faltam. Só aqui no Brasil mesmo.

 

Quem se locomove com transporte público de péssima qualidade e caro, caríssimo para quem ganha pouco e gasta muito. Para pagar aluguel e comer sente no bolso o peso da alta da inflação camuflada em números oficiais para parecer controlada. Não está! A velha prática de maquilar índices, que vem desde o tempo que o país trocou a ditadura militar por outra, gostem ou não, civil. Só um cego não vê e quem vê faz olhos de moco com a linda flâmula da democracia.

 

 

Manifestações pacíficas foram marcadas pela violência da PM e vandalismo de grupos infiltrados. Vergonha! - Foto: Reprodução/UOL

Manifestações pacíficas foram marcadas pela violência da PM e vandalismo de grupos infiltrados. Vergonha! – Foto: Reprodução/UOL

A compra que se faz em mês com um punhado de dinheiro não é a mesma na semana seguinte. O Fome Zero, portanto, foi medida paliativa e hoje fonte de sobrevivência para muitas família. A proposta de Lula, de matar a fome, foi interessante no primeiro momento já que não se pode pedir a um tuberculoso que faça dieta. É desumano. Tal medida ganhou proporção a ponto de retirar o país do mais completo anonimato para ganhar destaque no cenário internacional. Hoje o país tem menos fome? Sim. É fato, mas está a léguas de distância do ideal. Faltou, entretanto, além de saciar a fome, criar caminhos, talvez através da educação, para que em dado momento centenas de milhares de pessoas pudessem comprar o alimento com o próprio trabalho.

 

Quem nunca ouviu a máxima: “a polícia prende a justiça solta”? Pois. A situação atual é exatamente essa. A certeza da impunidade fomenta a criminalidade, que conhece decor e salteado os Códigos Civil e Penal, os quais, dizer que são antiquados é ser, no mínimo, parcimonioso. Porém, mudar pode redundar em perda das benesses de quem os possivelmente mudará. A violência, portanto, virou estatística de mortes e não códigos de comportamento e restrições de quem pratica crimes. As prisões colônias de férias com direito a indultos tantos, que se tornaram, digamos, SPAs para criminosos.

 

Diferentemente dos Estados Unidos da América, onde as prisões estão nas mãos da iniciativa privada, as cadeias brasileiras estão sob o comando do governo. A truculência das polícias, uma herança dos tempos da ditadura militar, ficou evidente diante da massa reclamante, que já não tem mais paciência de ver a bandidagem correndo solta pelas ruas, enquanto a sociedade se borra de medo e fica confinada dentro de casa. A banalização da violência ganhou proporção tsunâmica e virou atração de televisão sem que nenhuma atitude drástica e rápida seja tomada contra.

 

 

Revisar o Brasil exige mudanças profundas, inclusive do arcaíco Código Penal - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Revisar o Brasil exige mudanças profundas, inclusive do arcaíco Código Penal – Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os centavos – os 20 em São Paulo e outros tantos e variados em vários lugares nos rincões do país– foram o pavio desta dinamite social que ganhou contornos nacionais. As primeiras explosões que surgiram apontaram a falta de expediente dos manifestantes, que atacaram justamente o sistema de transporte que tentavam defender ou torná-lo gratuito, e encobriram o que acabamos evidenciando de pior: o despreparo abissal das polícias para lidar com situações adversas. Os governos, pressionados, abriram mão dos reajustes das tarifas. Vitória dos manifestantes e do povo, que trabalha quatro meses por ano para bancar máquinas administrativas governamentais.

 

Mas é evidente que os adversários das instituições polícias não são os jovens com faixas empunhadas ou até mesmo rostos tampados e sprays que delineiam nas pixações as palavras de ordem. A ação das PMs contra os manifestantes pacíficos remeteu a teatro de guerra com evidente abuso das autoridades, abrindo mão do que rege a democracia, ou seja, a conversa, a negociação e a pacificação e desceu o cassetete na moçada do bem, enquanto bandidos infiltrados – sempre eles – detonaram e saquearam tudo que viram pela frente.

 

Vale lembrar que a internet corroborou definitivamente para aglutinar um contingente gigantesco de pessoas. Isso é inegável. Além disso, os vídeos que invadiram as redes sociais mostraram, claramente, a força desproporcional o uso exagerado de balas de borracha e bombas de efeito imoral, os pelotões da polícia contra os manifestantes que gritavam para que não houvesse violência. Todos os símbolos de paz foram respeitados. Ficou feio para os mandatários do país já que toda movimentação dos descontentes e da bandidagem virou notícia pelo mundo afora.

 

A grita dos manifestantes redundou, também, em uma pressão descomunal sobre os ombros dos deputados federais. Traduzindo, a PEC 37, que tirava poder de investigação do Ministério Público, não foi aprovada. O que causa estranhamento, é que “aqueles” deputados, que antes eram favoráveis à aprovação da PEC 37, de uma hora para outra mudaram de posição, tendo no horizonte mais próximo, evidentemente, as eleições do ano que vem. Se o Brasil quer fazer uma revolução pacífica, portanto, que o faça nas urnas, retirando, de vez, das velhas moscas poder, imunidade e toda e qualquer possibilidade de conchavos.

 

 

Congressistas, pressionados pelas manifestações populares, votaram lei que concorre contra eles mesmos - Foto: Reprodução

Congressistas, pressionados pelas manifestações populares, votaram lei que concorre contra eles mesmos – Foto: Reprodução

Crime hediondo – O presidente do Senado, Renan Calheiros, incluiu a proposta na pauta numa tentativa de dar respostas às manifestações que se espalham pelo país, muitas delas contrárias ao Congresso Nacional. O projeto tramita no Senado desde 2011, mas entrou na pauta do dia 26 de junho, somente depois da pressão popular. Renan admitiu que sua votação é uma imposição das “vozes das ruas”. “Temos que aproveitar esse momento para andar com algumas matérias que não tivemos condições de andar em circunstâncias normais”, afirmou. Será que ele quis dizer com “circunstâncias normais” falta de ação dos senadores?

 

O projeto torna hediondos os crimes de corrupção ativa, passiva, concussão (tirar vantagem para si ou outra pessoa em razão da função), peculato (corrupção cometida por servidores públicos) e excesso de exação (cobrança de tributos indevidamente para fins de corrupção). Tenho de recorrer ao cantor Bezerra da Silva (1927 – 2005) que eternizou em sua música “Se Gritar Pega Ladrão” a seguinte frase: “se gritar pega ladrão não fica um, meu irmão”… Enfim, o Senado vai votar o projeto, mas sabe de antemão que muita gente, inclusive ele próprio, poderá pegar cana dura.

 

O texto também amplia as penas previstas no Código Penal para os cinco crimes de corrupção fixados no projeto. Quem for condenado por corrupção ativa, passiva e peculato terá que cumprir pena de 4 a 12 anos de reclusão, além de pagamento de multa. Para os crimes de concussão e excesso de exação, a pena fixada é de 4 a 8 anos de reclusão e multa. O Código Penal em vigor estabelece como pena para crimes de corrupção até dois anos de reclusão, que pode ser ampliada para três anos nos casos de crimes qualificados.

 

As mostras de insatisfação deixaram evidentes o que o povo espera de quem está no poder. Foi um BASTA! diferente do registrado em 1968, auge da ditadura militar, mas com resultados, por enquanto, de safanões no governo, através do engajamento de quem pensa em um Brasil melhor e mais justo sem se preocupar se continuarão a levar pancadas de quem está acima e não dá exemplo de correção.

 

Quero deixar claro, através deste blog, meu apoio incondicional aos manifestantes. O assunto é de interesse de todos, e embora não tenha me preocupado na cobertura, como quando estava na ativa do jornalismo, não deixo de me posicionar como cidadão, reforçando, assim, os quadros daqueles que lutam para viver em um país de dimensão continental com o padrão daquilo que ele representa. Quero deixar claro assim, que não defendo essa ou aquela bandeira partidária, mas sim o país que amo, o Brasil.

 

 

O bafo quente da sociedade calou governantes - Foto: Junior Lago/UOL

O bafo quente da sociedade calou governantes – Foto: Junior Lago/UOL

Sugestões – Como apenas criticar não basta, repasso aqui algumas sugestões do Raminelli e Oliveira Advogados, as quais foram recebidas por correio e, talvez, ajudem a melhorar a transparência do governo. São elas: fica abolida qualquer sessão secreta e não-pública para qualquer deliberação efetiva de qualquer uma das duas Casas do Congresso Nacional. Todas as suas sessões passam a ser abertas ao público e à imprensa escrita, radiofônica e televisiva.

 

O congressista será assalariado somente durante o mandato. Não haverá “aposentadoria por tempo de parlamentar”, mas contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) referente à sua profissão civil.

 

O Congresso (entenda-se: congressistas e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores Congressistas participarão dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.

 

Os congressistas e assessores devem pagar por seus planos de aposentadoria, assim como todos os brasileiros, bem como fica vetado aumentar seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período.

 

O Congresso e seus agregados perdem seus atuais seguros de saúde pagos pelos contribuintes e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro. O Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo brasileiro, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna do Congresso.

 

Exercer um mandato no Congresso é uma honra, um privilégio e uma responsabilidade, não uma carreira. Parlamentares não devem servir em mais de duas legislaturas consecutivas.

 

Prefeito carioca Eduardo Paes pagará transferência de provas no Rio para Minas - Reprodução

Prefeitura pagará transferência de provas no Rio para Minas – Reprodução

Você, caro leitor, já deve ter ouvido a expressão “embromation” (fala-se: embromeichon e significa embromação, enrolação, passar a bola, entre outros). É bem isso que o prefeito carioca Eduardo Paes está fazendo para minimizar o efeito de desativar o Autódromo de Jacarepaguá e deixar pilotos e equipes a pé. Para piorar a situação, o fechamento do autódromo se converteu em um gasto extra para a Prefeitura do Rio de Janeiro. Isso porque, sem pista para corrida, a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer pagará R$ 1,1 milhão à Faerj (Federação de Automobilismo do Estado do Rio de Janeiro) para que a entidade promova o Campeonato Carioca de Automobilismo em Minas Gerais, uma demonstração explícita de falta de planejamento e pior, de promessa de uma nova praça de esporte que está longe de ser cumprida.

 

 

Memória do que um dia foi um autódromo - Reprodução

Memória do que um dia foi um autódromo – Reprodução

O valor foi acertado entre a federação e prefeitura ainda no início deste mês. A autorização para o pagamento já foi dada pelo secretário Municipal de Esportes e Lazer, Antônio Pedro Índio da Costa, publicada no Diário Oficial do Município. A transferência de recursos acontecerá através de um contrato de patrocínio e a Faerj receberá repasses de verbas municipais até o final deste ano. Os recursos serão destinados para pagar as despesas para organizar 12 provas, em seis finais de semana, no circuito Mega Space, em Santa Luzia, Minas Gerais, além das despesas relacionadas à transferência do Campeonato Carioca de Automobilismo para fora do Rio. Resumindo, quem arcará com a conta é o contribuinte.

 

 

Autódromo de Jacarepaguá foi lindo, imponente... Foto: Gilvan-Souza

Autódromo de Jacarepaguá foi lindo, imponente… Foto: Gilvan-Souza

Segundo a Faerj, passagens de avião e hospedagem em hotéis para pilotos, por exemplo, entram nessa fatura. A federação explicou que tudo o que os esportistas não gastariam correndo no Rio de Janeiro, mas gastarão agora correndo em Santa Luzia serão custeados com as verbas municipais, ou melhor, do contribuinte. Entretanto, apesar de amenizar a situação, o deslocamento das equipes e pilotos demanda tempo. Se houver necessidade de um acerto de última hora nos bólidos, isso será um problema extra a ser resolvido.

 

 

Virou pó! - Foto: Júlio César Guimarães-UOL

Virou pó! – Foto: Júlio César Guimarães-UOL

Promessa – O pagamento da prefeitura à Faerj foi uma promessa feita pelo prefeito Eduardo Paes à entidade quando da demolição do Autódromo de Jacarepaguá. O espaço foi desativado para ser transformado no Parque Olímpico da Rio-2016 deixando o automobilismo carioca sem um lugar para competições. Fica uma pergunta a ser respondida: será que o estado do Rio de Janeiro não tinha outro espaço para erguer o Parque Olímpico ou será que o governo municipal cedeu ao assédio da explosão imobiliária numa área, até então, considerada periferia?

 

 

A Faerj se uniu a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), e juntas entraram na Justiça para barrar o fechamento da pista e evitar o total desaparecimento do automobilismo carioca, alijado de Jacarepaguá. Depois de muitas discussões, as entidades cederam quando Paes assumiu o compromisso de subsidiar a transferência das corridas para Minas Gerais até que o Rio tenha um novo autódromo. Pano quente. Cortina de fumaça ou, na melhor das hipóteses, fica tudo combinado e nada acertado.

 

A Faerj informou que o valor de R$ 1,1 milhão será pago com base em um orçamento feito pela entidade dos custos para organização do Campeonato Carioca de Automobilismo. Todos os gastos serão devidamente informados à prefeitura.

 

 

O autódromo de Deodoro não saiu do papel e nem sairá - Reprodução

O autódromo de Deodoro não saiu do papel e nem sairá – Reprodução

Deodoro – O novo autódromo do Rio de Janeiro seria construído em um terreno no bairro de Deodoro, área que é hoje centro de uma polêmica, por ser um local onde funcionava um antigo centro de treinamento do Exército e já foram encontrados explosivos no local. Por isso, qualquer projeto no local está em risco neste momento. No início do mês, o secretário estadual da Casa Civil, Regis Fichtner, chegou a afirmar que o projeto da pista poderia ser levado para outro local por causa das bombas.

 

“Só faremos uma obra ali se tivermos uma garantia que não há qualquer risco. Se a questão for insolúvel, vamos ter que ir atrás de um outro lugar”, disse. O projeto original do novo autódromo prevê que ele esteja pronto em 2014. As obras, entretanto, ainda nem começaram. Como diz o ditado popular, “o papel aceita tudo”. Desta vez não foi diferente. A retirada de material explosivo não é tão fácil quanto parece. Demanda tempo e análise técnica para evitar uma tragédia. A possibilidade foi revelada pelo secretário estadual da Casa Civil, Regis Fichtner, durante entrevista coletiva.

 

De acordo com Fichtner, o governo do Rio sabe que a área escolhida para receber o novo autódromo era um antigo campo de treinamento militar. Já foi constatada a presença de explosivos no local. Antes de qualquer obra ali, o governo exige um atestado de descontaminação feito pelo Exército.

 

No ano passado, o Comando Militar do Leste se comprometeu em fazer essa descontaminação para que o governo do Rio pudesse dar andamento às obras do novo autódromo, mas o trabalho não foi concluído. Fichtner disse que, por causa disso, já está sendo discutida uma mudança no projeto do autódromo, o que já deveria ser o “plano B” de Paes. Só que essa possibilidade parece nem ter sido cogitada.

 

 

Prefeito Eduardo Paes com Cleyton Pinteiro, presidente da CBA não tinham Plano B. O automobilismo carioca e o contribuinte pagam o preço - Foto: Wagner Meier

Prefeito Eduardo Paes com Cleyton Pinteiro, presidente da CBA não tinham Plano B. O automobilismo carioca e o contribuinte pagam o preço – Foto: Wagner Meier

Cobre um santo, descobre outro – A construção de um novo autódromo no Rio é uma das promessas feitas por causa da Olimpíada de 2016. O Parque Olímpico do Rio, na Barra da Tijuca, vai ocupar a área do antigo Autódromo de Jacarepaguá. Por isso, a pista foi desativada e a cidade perdeu seu autódromo. Cá entre nós, só no Brasil autódromos são construídos e administrados pelos governos. Em outras partes do mundo, o governo até pode participar da construção de pistas, mas as mesmas são de propriedade da iniciativa privada. Vide o centenário Indianapolis Motor Raceway, nos Estados Unidos, administrada pelo empresário Tony George, e o Velo Cittá, erguido por Eduardo Souza Ramos (SP), em Mogi Mirim, por exemplo.

 

 

Se sair, Deodoro corre o risco de reeditar Corrida Mortal. Só que ao vivo - Imagem: Universal Pictures

Se sair, Deodoro corre o risco de reeditar Corrida Mortal. Só que ao vivo – Imagem: Universal Pictures

Para que o automobilismo carioca não ficasse a ver navios, prefeitura, governo do estado e governo federal se envolveram no projeto da construção de uma nova pista. O governo federal cedeu um terreno do Exército para a pista. O governo estadual assumiu a responsabilidade de construí-la. Ao que tudo indica, o que o Planalto ofereceu foi um presente de grego. Tudo bem que a moçada do automobilismo acelera onde for, mas em cima de terreno minado vira algo Corrida Mortal (Death Race, um filme norte-americano de 2008 dirigido por Paul W.S. Anderson, na Universal Pictures), no qual os presídios passam a ser controlados por grandes corporações que exploram transmissões em pay-per-view de um evento chamado Corrida Mortal, um tipo de corrida de carros onde vale todo o tipo de trapaça e as máquinas são equipadas com armas pesadas e os pilotos lutam para vencer a corrida e manterem-se vivos.