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RICARDO RIBAS

Jornalismo feito por jornalista

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Archive for setembro, 2013
A primeira vitória de Rubinho, na Alemanha - Foto: Getty Images

A primeira vitória de Rubinho, na Alemanha – Foto: Getty Images

A temporada de boatos está sensacional na metade final do campeonato da F1. Desta vez, se cogita o retorno de Rubens Barrichello para disputar a edição 2013 do GP do Brasil pela Sauber. Impossível? Nem tanto. Principalmente por que o rumor não correu pela “rádio paddock” e sim por uma publicação de peso, o jornal O Estado de São Paulo, que estampou a notícia sábado (28). Segundo o jornal, Barrichello não descartou a possibilidade de retornar à F1 no ano que vem e sua participação no GP do Brasil deste ano teria o apoio de Bernie Ecclestone, diretor da FOM (Formula One Management).

 

Esse não é o primeiro boato que dá conta do retorno de Barrichello à F1 e pela Sauber, que deve perder o alemão Nico Hülkenberg, talvez para a Lotus. A revista germânica Auto Motor und Sport, indica que Barrichello mantém boas conversas com a cúpula da Sauber e ainda pensa em correr na F1, levando cerca de € 10 milhões (aproximadamente R$ 30,5 milhões) de seu patrocinador pessoal, a Medley Genéricos, para aplicar no time suíço.

 

Além disso, a equipe está levando em conta toda a experiência acumulada nos 19 anos que Rubinho esteve na F1 e sua inegável capacidade de acertar carros, algo que a dupla formada pelo mexicano Esteban Gutiérrez e o novato russo Sergey Sirotkin – ainda sem a superlicença – não têm até pela pouca idade. Gutiérrez, todos sabem, leva uma parcela menor de patrocínio do bilionário Carlos Slim (leia-se: Telmex e Claro) que Sergio Pérez, hoje na McLaren.

 

 

A Sauber está na lona e precisa de um acertador de carros experiente - Foto: Mark Thompson/Getty Images

A Sauber está na lona e precisa de um acertador de carros experiente – Foto: Mark Thompson/Getty Images

Em 2014, vale lembrar, entram os motores 1,6 litro V6 e um regulamento técnico bem mais restritivo. E é tudo novo. De fato! Ou seja, ou a equipe tem uma dupla de pilotos que consiga passar informações aos engenheiros e acertar rapidamente o carro ou frequentará o fim do grid, amargando resultados ruins. Rubinho, diferentemente de Felipe Massa, que não aceita pilotar para uma equipe que não lhe ofereça condições de vencer e conquistar o título de campeão mundial voltaria como fez o heptacampeão mundial Michael Schumacher, sem outro compromisso que não acertar o carro e, aí sim, deixar a F1 de vez, talvez em 2015, mas pela porta da frente. É impossível saber por enquanto como será o pacote da Sauber para a próxima temporada e muitos menos se ela não terá Felipe Massa já que ele e Barrichello estiveram um bom tempo em Maranello e conhecem os propulsores por lá produzidos. A Sauber continuará usando motores Ferrari.

 

Muitos vão dizer que Rubinho foi um perdedor, que seu tempo passou, que é melhor ele ficar na dele na Stock Car porque perdeu a mão, que está velho, que a sorte nunca o acompanhou, entre outros. Mas os mesmos que criticam Barrichello parecem se esquecer de que ele foi por duas vezes vice-campeão mundial (2002 e 2004) na Ferrari, que foi quem largou mais vezes na categoria, atingiu a marca de 322 GPs disputados e que com a aposentadoria de Schumacher no final de 2006 fez do brasileiro o piloto mais experiente do grid. Se ele assinou contratos perversos, que o mantinham como segundo piloto, bem, isso é coisa da F1 Negócios e não cabe julgamento. Assinou tem de cumprir. Ponto!

 

 

Rubens Barrichello estreia na F1 pela  Jordan - Foto: Reprodução

Barrichello estreia na F1 pela Jordan – Foto: Reprodução

Após competir pela Brawn GP na temporada de 2009, ele foi confirmado para temporada de 2010 na equipe Williams, tendo renovado para temporada de 2011. Em 2011 Rubens disputou sua 19ª temporada, tornando-se o piloto com maior número de temporadas ininterruptas disputadas. Na temporada de 2012, após ser substituído na Williams por Bruno Senna, Barrichello não encontrou oportunidade em outra equipe e, por essa razão, não disputou o campeonato. Diante disso, ele correu Fórmula Indy em 2012, mas, por não encontrar uma equipe de ponta, ainda no mesmo ano optou por correr na Stock Car Brasil. Não gostar do piloto é uma coisa, desmerecer mérito é sinal de miopia. Ele tem condições sim de retornar – não por muito tempo, é verdade – e fazer um bom papel.

 

Especulação ou não, o Estadão não especifica quem deixaria a Sauber para Rubinho assumir o volante e nem cogita, também, que o anúncio seja uma forma de promover a F1 no Brasil. Aliás, o país corre o sério risco de não ter um representante na principal categoria do automobilismo mundial por total incompetência dos dirigentes locais, que deram as costas para as categorias de base. Seja como for, tanto faz se Rubinho alinhe e dispute bem o GP do Brasil deste ano ou tenha assento “pago” à Sauber no ano que vem. Condições de pilotar ele tem.

 

 

Rubens pode, através da Medley, injetar dinheiro na Sauber, com fez na F-Indy -  Foto: Reprodução

Rubens pode, através da Medley, injetar dinheiro na Sauber, com fez na F-Indy – Foto: Reprodução

“Só teria que treinar meu pescoço. Então já poderia entrar amanhã”, disse o ex-piloto de Ferrari e Williams, em entrevista à Auto Motor und Sport, publicada no dia 27. Barrichello estreou na F1 em 1993, defendeu seis equipes – Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn e Williams – e tem em seu currículo 11 vitórias, 14 poles e 68 pódios. Também pode ter um dedo da Globo já que a emissora tem investido pesado em anúncios sobre F1, coisa que parecia ter sido colocada em segundo plano no passado recente.

 

Pega na pista promete - Foto: Adriano Carrapato

Pega na pista promete – Foto: Adriano Carrapato

O autódromo Velo Città, em Mogi Guaçu (SP), receberá a sexta e última etapa da Lancer Cup 2013 no sábado (5/10). Durante todo o campeonato, os pilotos gentlemen drivers (amadores) protagonizaram disputas acirradas e ultrapassagens eletrizantes, mostrando muita técnica e perícia a bordo dos exclusivos Lancer Evo R de 306 cv. Todos esses elementos, que tornam a competição tão especial, prometem estar presentes também na última etapa. “A igualdade entre os Lancer Evo R e a inversão do grid na segunda corrida garantem disputas até a última volta entre todos os pilotos. Pudemos ver isso durante toda a Lancer Cup. Com certeza essa emoção estará presente nas duas últimas corridas”, comenta Corinna Souza Ramos, diretora de Projetos Especiais da Mitsubishi Motors.

 

Na etapa anterior, Elias Jr conseguiu um resultado surpreendente e venceu as duas corridas, se aproximando do líder Bruno Mesquita e deixando a decisão para a última etapa. “O Bruno ainda tem uma vantagem muito boa, mas o campeonato só acaba quando termina. Espero contar com a mesma sorte que tive na etapa anterior”, comenta Elias Jr.

 

Elias Jr. soma 197 pontos na classificação geral, enquanto Bruno Mesquita tem 204 pontos. Elias Jr. só precisa repetir o último resultado para levar o troféu de campeão. “Considero chegar à última etapa do campeonato na liderança uma grande vitória, principalmente por esta ser a minha primeira competição”, diz o líder do campeonato Bruno Mesquita. Na Lancer Cup todos os carros são idênticos, um ingrediente que deixa a decisão do título ainda mais imprevisível. “Acredito que as essas corridas serão bastante disputadas não só entre mim e Elias. Todos virão com muita vontade de vencer e encerrar o campeonato com chave de ouro”, prevê Bruno Mesquita.

 

Categoria Premium – Destinada a pilotos com mais de 45 anos, Carlos Faletti, que venceu as duas corridas da última etapa, continua em primeiro na classificação geral. “Para os pilotos da Premium, chegar ao fim do campeonato ainda com vontade de correr é uma prova de como o Lancer Evo R é um carro especial. Em outros carros, acho que os pilotos mais experientes não conseguiriam aproveitar e se divertir tanto as últimas etapas”, diz o líder Carlos Faletti.

 

Os pilotos têm duas sessões de treinos livres na sexta-feira (4), enquanto o sábado (5) é reservado para o treino classificatório e para duas baterias da prova, sendo a segunda com grid invertido até o oitavo colocado.

 

Massa disputa com Hülkenberg vaga na Lotus - Crédito: Cosaj

Massa disputa com Hülkenberg vaga na Lotus – Crédito: Cosaj

A permanência de Felipe Massa na Fórmula 1 ainda está indefinida. O acordo com a Lotus, que pode se transformar em contrato na condição de “piloto de transferência” (aquele que não desembolsa dinheiro, mas gera negócios para o patrocinador e indiretamente para o time) também continua em aberto. Pelo menos é essa a condição de momento. Segundo Eric Boullier, chefe da equipe Lotus, o substituto de Kimi Räikkönen na temporada 2014 da F1 só será revelado após fechar a parceria com o grupo de investidores Infinity e garantir o orçamento para as próximas temporadas, o que significa que a Massa terá de esperar. Entretanto, a disputa agora envolve o brasileiro e Nico Hülkenberg, que, diferentemente de Felipe, não tem muito transito para captação de verba entre os patrocinadores e corre por fora apoiado só no talento, algo que não lhe falta.

 

“Eu quero terminar o que queríamos mostrar a Kimi, mas não conseguimos fazer isso a tempo Quero fechar isso porque é importante para a equipe. Vai nos dar a estabilidade financeira por mais que cinco anos e também vai nos fazer avançar dois passos em termos de receitas, o que precisamos depois de dois anos de altos e baixos”, disse Boullier à revista inglesa Autosport.

 

A negociação entre a Lotus e a Infinity começou na metade do ano passado e foi anunciada como certa. Mas não foi bem assim entre a palavra e o fato consumado já que o combustível (leia-se: grana) não foi disponibilizado para a equipe, que sabe que precisa de recursos financeiros para avançar e oferecer aos seus pilotos um carro de ponta. A espera, no entanto, foi um dos motivos que fez Kimi Räikkönen acertar com a Ferrari para 2014.

 

Com efeito, ficar em um time que não lhe ofereça chance de disputar o caneco e partir para outro com melhores condições, embora tendo o centralizador – favorito de Maranello – Fernando Alonso com companheiro de time, a segunda opção, ao que tudo indica, lhe pareceu mais eficaz. Bouiller, desta vez, teve de aprender com o erro, e para minimizar o efeito da perda de um piloto de ponta novamente, decidiu que primeiro vai sanar o problema financeiro do time para depois escolher o substituto de Räikkönen.

 

“Depois disso, nós podemos pensar sobre nossos pilotos não só para o ano que vem, mas também para 2015, 2016 e 2017. Então, devemos procurar por um jovem que possa continuar com a gente por três anos ou então apostamos uma temporada e depois vemos quem está disponível no mercado”, frisou o dirigente.

 

 

Nico Hülkenberg está mais bem cotado no mercado -  Foto: Getty Images

Nico Hülkenberg está mais bem cotado que Massa no mercado – Foto: Getty Images

Curta permanência – Boullier foi evasivo quanto a uma possível contratação de Massa. Embora com doze anos de experiência na Ferrari, o brasileiro assinaria com a equipe de Enstone por apenas um ano. Isto porque ele está de olho em Jenson Button e Fernando Alonso, que podem estar disponíveis para 2015. Para o atual momento da equipe, Boullier afirmou que vai decidir o substituto de Räikkönen no mérito e não no tamanho da conta bancária.

 

“Eu quero concluir a situação financeira para me certificar de que escolheremos o piloto no mérito. E, em seguida, se formos uma equipe atrativa com uma dupla de pilotos atrativa poderá arrumar alguns patrocinadores. Mas essa não é a prioridade”, afirmou, acrescentando que existe apenas uma vaga aberta na Lotus. A outra, de Romain Grosjean, seguirá com o próprio piloto francês, caso ele consiga ter bons resultados frequentemente, como vem fazendo nas últimas etapas.

 

Hulk– De acordo com o jornal alemão Sport Bild, a escuderia inglesa acertou em definitivo na última segunda-feira (23) o acordo com um grupo de investimentos árabe, que permitirá a equipe escolher quem pilotará o carro que era de Räikkönen no próximo ano. Segundo o diário, a equipe deve optar por Nico Hülkenberg, já que agora terá dinheiro em caixa para pagar os salários do piloto. O Bild fala em grupo árabe – que se supõe ser o Infinity Racing, composto de investidores de Abu Dhabi e Brunei Darussalam. O acordo com os investidores tinha como objetivo a permanência de Räikkönen, mas agora dará ao time estabilidade financeira para os próximos anos.

 

Caso Hülkenberg seja realmente escolhido, a Lotus não será mais o destino para Felipe Massa, mesmo com o brasileiro faça um aporte de € 10 milhões (cerca de R$ 30 milhões) dos patrocinadores, segundo informações também do Sport Bild. Com o dinheiro do fundo árabe, é possível pagar o salário de Hülk, não o de Massa, que precisaria buscar uma nova equipe para continuar na F1.

 

As esperanças de Massa em fechar com a Lotus, entretanto, não são cartas fora do baralho. O Sport Bild também afirma que Hülk negocia com a McLaren para a vaga de Sergio Pérez. Embora exista uma pequena chance de acerto, o alemão prefere esperar a decisão do time de Woking antes de se comprometer a assinar um contrato com a Lotus. O empresário Werner Heinz despistou quando indagado sobre o destino de Hulk na Lotus. “Nada foi assinado ainda. Mas estamos em uma boa posição”, completou.

 

 

Plano B de Massa é o DTM. Toto Wolff apoia Foto: DTM

Plano B de Massa é o DTM. Toto Wolff apoia Foto: DTM

DTM – Caso Massa tenha as portas da F1 fechadas, a sequência da carreira no automobilismo pode ser o DTM, o Campeonato Alemão de Turismo, correndo com Mercedes-Benz. E, para isso, conta com o apoio de Toto Wolff, chefe da equipe da estrela solitária. Segundo o dirigente, ele está interessado em dar uma chance a Massa na categoria, se o piloto não ficar na F1. “Alguém como Felipe pode ser sempre um reforço para o DTM ou para qualquer outra categoria. Definitivamente, ele é um piloto interessante e devemos considerá-lo”, declarou.

 

O brasileiro já havia declarado, anteriormente, que espera ter um carro competitivo no ano que vem na F1. Se as negociações não derem certo, o DTM é apontado como um futuro, pois poderá continuando brigando por vitórias em corridas de alto nível.

 

“Eu ainda acredito que posso fazer muita coisa na F1, mas, se não conseguir, talvez o DTM. Seria interessante correr lá, mas eu gostaria de uma boa oportunidade para ser competitivo. Se ficar muito tarde para correr no DTM, talvez eu espere um ano”, afirmou Massa.

 

Cenário da prova é  afrodisíaco - Foto Ricardo Leizer

Cenário da prova é afrodisíaco – Foto Ricardo Leizer

Maceió (AL) abriga, dia 5 de outubro, o rali de regularidade Mitsubishi Motorsports Nordeste. É a sétima vez que a capital alagoana recebe os competidores e seus valentes Pajero e L200 4×4. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site www.mitsubishimotors.com.br.  A terceira etapa da temporada promete desafios e muita diversão. “O trajeto terá basicamente piso de areia, e passará por coqueirais, canaviais e muita mata”, adianta Corinna Souza Ramos, diretora de Projetos Especiais da Mitsubishi. “Será uma prova desafiadora e com certeza muito bonita.”

 

Além de colocar os veículos na terra, os competidores aproveitam para conhecer novos lugares, encontrar amigos e se divertir. “A gente vem para passear, aproveitar a natureza e também pela adrenalina”, conta a Cleane Patrício, que participa ao lado do marido Luiz de Paula Cabral com um Pajero TR4. “É um fim de semana totalmente diferente, descansa a cabeça. Aqui sobra energia”, completa o piloto. Outro piloto, Alpires Filho, concorda: “É um fim de semana diferente, para desestressar, conhecer novas pessoas e fazer amizades.”

 

Largando da Ponta Verde, em frente à barraca Kanoa, os competidores seguirão rumo ao sul, sentido Barra de São Miguel. Ali, enfrentarão trechos de mata e canaviais. Depois, seguem rumo à praia do Gunga, onde passarão ao lado das belas falésias. Serão 200 quilômetros de percurso para a categoria Graduados (duplas mais experientes), 180 quilômetros para a Turismo (duplas com experiência intermediária), e 150 quilômetros para a Turismo Light (para novatos).

 

“Nós somos 4×4, nascemos assim. É uma válvula de escape, uma terapia, um esporte saudável”, diz Renato Mendonça, que corre com o sobrinho Daniel Mendonça a bordo de um Pajero Full e está na disputa pelo campeonato na categoria Turismo.

 

As disputas devem ficar ainda mais acirradas, já que esta é a penúltima etapa do campeonato. A final será dia 30 de novembro, em Fortaleza (CE).

 

Programação

Mitsubishi Motorsports Nordeste – 3ª etapa – Maceió (AL)

4 de outubro – Sexta-feira

Entrega de kits, vistoria, briefing e aula de navegação – 17h às 22h

Local: Vox Room

Endereço: Av. Cícero Toledo, s/n – Estacionamento Jaraguá

 

5 de outubro – Sábado

Largada: Av. Silvo Carlos Viana, Barraca 25 – Ponta Verde

7h30 – Entrega das planilhas para Categoria Graduados

8h30 – Entrega das planilhas para Categoria Turismo

9h00 – Entrega das planilhas para Categoria Turismo Light

 

A partir das 14h – Chegada e almoço de premiação

Local: Vox Room

Endereço: Av. Cícero Toledo, s/n – Estacionamento Jaraguá

Fonte: Mitsubishi

 

Boato sobre cessão de direitos para FoxSports micou  - Foto: Getty Images

Boato sobre cessão de direitos para FoxSports virou mico – Foto: Getty Images

Está decidido. A Globo continuará com os direitos de transmissão da F1 no Brasil. O anúncio aconteceu no Jornal Nacional, segunda-feira (23), que salientou a renovação das cotas com as seis empresas patrocinadoras. São elas: Mastercard, Renault, Petrobrás, Santander, Schincariol e Tim, os mesmos das últimas três temporadas, sendo que cada cotista investiu algo como R$ 62 milhões. O anúncio da emissora surpreendeu por conta dos rumores que davam como certo que ela cederia os direitos à FoxSports, o que acabou não acontecendo.

 

A renovação das cotas, entretanto, não tem nada a ver com presença de brasileiros na principal categoria do automobilismo mundial. Felipe Massa ainda está com destino indefinido, mas deve encontrar emprego, e a promessa Felipe Nasr, atualmente na GP2, apesar do apoio declarado do mandatário da F1, Bernie Ecclestone, ainda pode ficar mais um tempo distante da divisão principal do esporte a motor. Fora isso, a renovação dos contratos garante às marcas exposições não só nas transmissões ao vivo, mas também nas inserções em programas jornalísticos, no dominical Fantástico e nos intervalos antes das reportagens.

 

Na prática, o investimento das marcas em propaganda é diluído pelo número de inserções, independentemente da presença de brasileiros ou não. A questão da queda vertical de audiência da F1, portanto, é o que menos importa e pode-se afirmar que quem acompanha as corridas passa a ser “audiência qualificada” (leia-se: a que é fiel à emissora e eventualmente compra produtos das marcas expositoras).

 

Por outro lado, a dúvida sobre a sobrevivência do “produto F1” ficou desinteressante pela queda de interesse do telespectador e a desconfiança gerada pela transmissão da Copa do Mundo no Brasil virou pó. Mais que isso, Ecclestone sabe que mesmo com a queda do interesse do brasileiro pela F1, o Brasil foi em 2012 o maior mercado televisivo da categoria no mundo. Entra na jogada, portanto, o jogo interesses comerciais mesmo sem que o país tenha um representante capaz de vencer corridas, algo que não acontece desde 2009, sacou?.

 

Vettel liderou a corrida do começo ao fim  - Foto: Getty Images

Vettel liderou a corrida do começo ao fim – Foto: Getty Images

Inacreditável! A expressão resume o que o virtual tetracampeão mundial Sebastian Vettel fez domingo (22) no circuito de Marina Bay. Ele largou da pole-position, fez a melhor volta da corrida, andou sempre na casa de 2s mais rápido que os demais competidores e venceu de forma impressionante, de ponta a ponta, o GP de Cingapura. Fernando Alonso fez o que pode com seu Ferrari, contou com a sorte e terminou em segundo. Kimi Räikkönen esqueceu-se da dor nas costas, travou um duelo eletrizante com Jenson Button (McLaren) nas voltas finais, completou o Top-3. Button, finalmente, teve seu contrato firmado por mais uma temporada com a equipe, que, quem sabe, pode ser a próxima parada de Felipe Massa, que continua sem time.

 

A corrida, que tinha tudo para ser chata, ganhou vida com as batidas de Daniel Ricciardo, recém-anunciado como companheiro de equipe de Vettel na RBR, em 2014, forçando a primeira entrada do carro de segurança, e de Paul di Resta, da Force India, que embolou o meio de campo no final da prova. Destaque para a largada impecável de Fernando Alonso, da Ferrari, digna de campeão, ao saltar da sétima para a terceira posição na primeira curva. O ferrarista ainda está na luta pelo título, mas muito mais emocional do que de fato. Isto porque Alonso só será campeão se a sorte e eficiência do alemão da equipe rubro-taurina sumir e ele deixar de pontuar até o final da temporada, o que parece pouco provável.

 

 

De partida da Ferrari, Massa fez boa prova - Foto: Reprodução

De partida da Ferrari, Massa fez boa prova – Foto: Reprodução

Dispensado, livre para mostrar serviço e tentar um contrato com uma equipe competitiva para o próximo ano, Felipe Massa fez ótimo final de prova e conseguiu garantir a sexta posição, a mesma que largou, após ultrapassar Sérgio Perez e Lewis Hamilton e Mark Webber que parou com problemas no motor. Já seu ainda companheiro de equipe, Alonso, pegou o carro pelo pescoço e até que tentou, sem sucesso, encostar na traseira do carro de Vettel. A única oportunidade de reduzir a diferença ante o alemão aconteceu na 45ª volta, quando Vettel parou nos boxes para trocar pneus e, mesmo assim, voltou na frente do espanhol, que retardou sua parada.

 

Com a vitória em Cingapura, Vettel contabiliza 247 pontos no placar geral, 60 pontos a mais do que Alonso, o segundo colocado com 187 pontos. O terceiro é Lewis Hamilton, da Mercedes, com 151, seguido por Räikkönen (149).

 

A Fórmula 1 volta a se encontrar dia 6 de outubro no circuito de Yeongam, onde será disputado o GP da Coreia.

 

F1, GP de Cingapura, final:

 

Crédito: formula1.com

Crédito: formula1.com

 

 

 

Vettel, cada vez mais próximo do tetra - Foto: Sutton Images

Vettel, cada vez mais próximo do tetra – Foto: Sutton Images

O tricampeão mundial de F1 da Red Bull Sebastian Vettel, líder da temporada 2013 da Fórmula 1, conquistou sábado (21) a pole position para o Grande Prêmio de Cingapura ao cravar o tempo de 1min42seg841. Foi a quinta pole de Vettel este ano, a 42ª na carreira. Nico Rosberg, da Mercedes, conquistou o segundo lugar no grid, seguido por Romain Grosjean, da Lotus, Mark Webber, da RBR, e Lewis Hamilton. Já o brasileiro Felipe Massa, demitido da Ferrari, largará na sexta colocação, logo à frente de seu companheiro de equipe, o espanhol Fernando Alonso.

 

Como sempre, a Ferrari aguardou os últimos minutos do Q3 para liberar primeiro Massa e depois Alonso dos boxes, dando assim, margem mínima de erro aos pilotos. Felipe, que deixa o time de Maranello no final da temporada, substituído pelo finlandês Kimi Räikkönen, atualmente na Lotus, desceu a bota e, sem cometer deslize, cravou o sexto melhor tempo. Ainda com destino incerto, o brasileiro, apesar de anunciar que tem um acordo com a Lotus, segue em busca de uma equipe competitiva para 2014 com a qual possa lutar pelo título. Conquistar um bom resultado em Cingapura, portanto, pode ser positivo nas negociações já que o mercado está cada vez mais estreito.

 

Vettel lidera a classificação do Mundial de Pilotos em 2013 com 222 pontos, enquanto Alonso aparece na segunda colocação com 169. Hamilton é o terceiro com a soma de 141. Já no Mundial de Construtores, a Red Bull lidera com 352 pontos, seguida respectivamente pela Ferrari, com 248, e Mercedes, que tem 245.

 

A prova deste domingo, 13ª etapa do campeonato, terá transmissão ao vivo pela TV Globo a partir das 8h30. A largada acontece às 9 horas (horário de Brasília).

 

F1, GP de Cingapura, grid de largada:

Crédito: formula1.com

Crédito: formula1.com

 

Nicolas (e), Jean Todt são os alfaiates de Massa rumo à Lotus - Foto:: Reprodução/Terra

Nicolas (e), Jean Todt são os alfaiates de Massa rumo à Lotus – Foto:: Reprodução/Terra

Felipe Massa já tem um acordo firmado com a Lotus. Pelo menos foi o que o brasileiro deu a entender durante entrevista coletiva à imprensa nacional, em Cingapura, sem esconder o fato que terá de fazer um aporte financeiro à equipe caso queira a vaga deixada pelo finlandês Kimi Räikkönen, contratado pela Ferrari para 2014. Em resumo, Massa, que por enquanto tem apenas um acordo não um contrato, entraria em uma das duas categorias, a de pilotos pagantes, um modelo de negócios que se tornou praxe na F1, ou de transferência, que gera negócios extra pista aos patrocinadores. Massa, entretanto, conta com o apoio de Jean Todt, presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e de sempre empresário, Nicolas Todt, que estão mexendo os pauzinhos nas coxias para transformar acordo que já existe entre o piloto e a equipe em um contrato para a próxima temporada.

 

 

Felipe veste vermelho até o final desta temporada - Foto: Getty Images

Felipe veste vermelho até o final desta temporada – Foto: Getty Images

Massa, portanto, terá de contar com a boa vontade (leia-se: dinheiro) de empresas e empresários para definir a vaga na deficitária Lotus, que além de dívidas acumuladas busca maior envolvimento da Renault. Lembre-se: a atual Lotus era a Renault F1 no passado e é sobre isso que Todt, o pai, busca assegurar a vaga para Massa. Fora isso, a Renault tem operação no Brasil e quer aumentar sua participação no mercado nacional de automóveis. Ter Massa em uma equipe empurrada pelos motores tricampeões mundiais pela Red Bull pode ser um bom negócio.

 

Entretanto, é impossível mensurar a quantidade de dinheiro que a Lotus precisa para fazer um carro com condições de disputar o título de 2014, quando entrará em vigor o novo regulamento técnico e motores V6 turbo de 1,6 litro. A incerteza quanto ao futuro foi um dos motivos de Räikkönen, para quem a equipe deve dinheiro, sair do time e acertar com a Ferrari. Atual controlador da Lotus, o grupo Genii, não tem a F1 como prioridade já que, como uma hidra, atua nos mercados financeiro, imobiliário, de tecnologia, energia, entre outros negócios globais. A F1 é apenas um trampolim para projetar a imagem do conglomerado. É nessa espiral de interesses que Massa se encontra.

 

Preto e dourado pode ser a próxima - Foto: Reprodução

Preto e dourado pode ser a próxima – Foto: Reprodução

O vento, por enquanto, sopra a favor de Massa no time gaulês já que Nico Hülkenberg, outro nome listado pela equipe, apesar de ser um bom piloto não tem o mesmo engajamento que o brasileiro com empresários e empresas patrocinadoras. A Lotus também levará em conta a remuneração dos times paga pela FOM (Formula One Management) aos times com base nos resultados dos pilotos conseguem na pista. Seja como for, trocar o vermelho hemorrágico da Ferrari pelo pretinho básico da Lotus não é de todo ruim para Massa. Pelo contrário, pode ser um divisor de águas entre o passado e o futuro.