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RICARDO RIBAS

Jornalismo feito por jornalista

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Archive for julho, 2013

 

Hamilton confirmou o bom desempenho de sábado no domingo. Mereceu a vitória! - Foto: Sutton Images

Hamilton confirmou o bom desempenho de sábado no domingo. Mereceu a vitória! – Foto: Sutton Images

O inglês Lewis Hamilton finalmente conquistou sua primeira vitória na temporada, domingo (28). O piloto da Mercedes largou da pole-position, soube manter a ponta e conquistou seu quarto triunfo no GP da Hungria na carreira. Hamilton conseguiu controlar o assédio do atual tricampeão mundial Sebastian Vettel, que terminou a 10ª etapa do Mundial na 3ª posição e manteve, assim, a liderança do certame. Räikkönen foi o segundo colocado. Mark Webber, da Red Bull, e Fernando Alonso, da Ferrari, completaram o top-5. Já Felipe Massa teve corrida comprometida devido a um incidente com Nico Rosberg ainda na 1ª volta e terminou a prova na 8ª colocação. 

 

A Ferrari de Massa tocou na Mercedes de Nico Rosberg, comprometendo parte da asa dianteira da Ferrari. Massa partiu da 7ª posição e fez de cara duas ultrapassagens, mas seu desempenho de sua Ferrari começou a cair, enquanto tendo Räikkönen se aproximava. Rosberg, com a batida, caiu para a 12ª posição. O brasileiro avisou a equipe, via rádio, na 10ª volta, que a avaria na asa dianteira, e mesmo ao fazer sua primeira parada para troca de pneus, na 12ª volta, não conseguiu melhorar sua performance na prova, mantendo-se sempre atrás dos cinco primeiros. O circuito de Hungaroring, definitivamente, não é a pista de Massa.

 

Em 2009, Massa sofreu gravíssimo acidente ao ter seu capacete atingido por uma mola da Brawn de Rubens Barrichello, que o deixou fora do restante daquela temporada para recuperação. Em 2008, Massa abandonou a prova a 3 voltas do fim quando liderava. Massa jamais venceu na Hungria, tendo como melhor posição uma 4ª colocação. Se depender da Ferrari, que tem Alonso como primeiro piloto, o brasileiro vai depender de fatores internos da equipe para faturar um caneco húngaro.

 

A prova – Hamilton fez boa largada, manteve a ponta e não foi ameaçado, enquanto Fernando Alonso e Felipe Massa ganharam posições nas duas primeiras curvas. Hamilton puxou o pelotão até a primeira parada nos boxes. Webber assumiu provisoriamente a liderança, mas Hamilton logo reassumiu a primeira posição na volta 23. A sorte estava ao lado do piloto da Mercedes já que ultrapassar em Hungaroring é complicado, mas não impossível, tanto que aconteceram boas disputas por posições na parte final da corrida.

 

 

Kimi-Räikkönen fez uma troca de pneus a menos. Foi segundo - Foto: Reprodução

Kimi Räikkönen fez uma troca de pneus a menos. Foi segundo – Foto: Reprodução

A 24ª volta Vettel ultrapassou Jenson Button, da McLaren, e também por Romain Grosjean, da Lotus, e Fernando Alonso. Massa, por sua vez, começou a rodar 2s mais lento do que o bloco de frente. A perda de desempenho ficou evidente na 30ª volta, quando Grosjean, que havia parado para pit-stop, voltou à pista e colou na caixa de câmbio Massa. O fraco comportamento da Ferrari facilitou a ultrapassagem do franco suíço, que, após deixar o brasileiro para trás abriu significativa vantagem.

 

Na frente, Hamilton fazia prova segura e impunha 15s vantagem sobre Vettel a 22 voltas da bandeirada final. Räikkönen fez uma corrida impecável, soube administrar melhor que a concorrência o desgaste dos pneus (o finlandês fez uma parada a menos) e conseguiu segurar a pressão imposta por Vettel a 2 voltas do fim. É, os tempos que Räikkönen correu o Mundial de Rali serviram para que ele concluísse doutorado em como poupar pneus em condições não favoráveis.

 

No placar geral de pontuação, Sebastian Vettel segue disparado na liderança, com 172 pontos. Com o resultado de domingo, Räikkönen reassumiu o segundo posto, com 134 pontos, um a mais que Fernando Alonso. Hamilton chegou a 124 pontos. Felipe Massa é o sétimo na classificação, com 61 pontos. A F1 descansa durante o mês de agosto, mas a central de boatos não.

 

Alonso na RBR – A Red Bull planeja contratar Fernando Alonso para compor dupla com Sebastian Vettel para a temporada 2014, segundo informações da revista britânica Autosport, para quem um encontro entre Luis García Abad, agente do piloto, e Christian Horner, na última sexta-feira (26), comprovaria o interesse da escuderia dos energéticos dos touros no bicampeão.

 

Porém, tanto a Ferrari quanto Abad argumentam que as discussões com Horner tratam sobre o futuro de outro espanhol, Carlos Sainz Jr., o mesmo agente do ferrarista. Ao mesmo tempo, o dirigente da Red Bull, embora não reconheça a sondagem de Alonso, confirmou que o time negocia com outros pilotos – além de Kimi Räikkönen e Daniel Ricciardo, candidatos já conhecidos do público.

 

“As conversas entre qualquer um dos pilotos e qualquer uma das partes sempre vai permanecer confidencial. Mas é claro que há alguns pilotos que manifestaram interesse na vaga, como você pode imaginar”, declarou Horner, em entrevista à Autosport. O combustível da possível fofoca reside no fato de Alonso estar solto no mercado de pilotos para a próxima temporada não deixa de ser um fato novo já que o espanhol renovou contrato no ano passado com a Ferrari até o fim de 2016. Sobre o assunto, o bicampeão desconversou e disse apenas estar “feliz” em Maranello.

 

 

Alonso afirma estar feliz na Ferrari, mas... Foto: Reprodução

Alonso afirma estar feliz na Ferrari, mas… Foto: Reprodução

“Estou feliz aqui. É claro que precisamos melhorar o carro para termos chances de vencer o Mundial”, declarou. “Caros (referindo-se à imprensa), agosto com quatro semanas sem F1 é um período muito perigoso. Espero que vocês tenham um verão calmo”.

 

Está mais que evidente que a Ferrari F138 registrou resultados discretos em 2013, mas Maranello promete fortes reforços para o ano que vem, entre eles, o retorno de Rory Byrne como consultor para gerir o próximo carro e a possível chegada de James Allison para assumir a direção técnica da equipe. Porém, investimento em material humano não é garantia que Alonso terá um carro à altura de seu inegável talento ao volante, além de chamar para si a atenção da equipe. O desdobramento da notícia, entretanto, parece ainda maior.

 

Os rumores sobre a possível transferência de Alonso apontam para um esfriamento do interesse da Red Bull por Kimi Räikkönen, com passe livre para o ano que vem, e burburinho interno em Maranello. De um lado, os gestores da carreira de Alonso alimentam as especulações sobre o futuro do espanhol na tentativa de pressionar a Ferrari na busca por resultados. A queda de Alonso da segunda para a terceira colocação na tabela geral do campeonato, embora com diferença de apenas um ponto para o finlandês, demonstra que o clima dentro da equipe não é dos mais amigáveis, e Stefano Domenicali, diretor da Ferrari, parece estar ciente da situação.

 

“Primeiramente, temos um contrato com ele. E, sem dúvida, Fernando é um trunfo para o time. Precisamos dele para trabalhar de forma estreita com todos, já que, no fim das contas, é um momento difícil na temporada. Temos que evoluir. Ponto final. É o mesmo para todos, não apenas para ele”, afirmou enfaticamente.

 

F1, GP da Hungria, resultado final:

Crédito: formula1.com

 

Hamilton cravou sua 30ª pole nos segundos finais do treino - Foto: Sutton Images

Hamilton cravou sua 30ª pole nos segundos finais do treino – Foto: Sutton Images

A Mercedes-Benz continua sendo a leoa faminta de poles. O pole, desta vez, foi Lewis Hamilton, da Mercedes, que conquistou sábado (27) a pole-position no treino classificação do Grande Prêmio da Hungria nos instantes finais da prática. Felipe Massa, da Ferrari, largará em sétimo. Esta foi a 30ª pole da carreira de Hamilton, a terceira consecutiva, depois dos GPs da Inglaterra e da Alemanha. O britânico fez sua melhor volta no final do treino, em 1:19:388 e dividirá a primeira fila com o atual tricampeão mundial e atual líder do campeonato Sebastian Vettel, da Red Bull, por apenas 38 milésimos.

 

“É um circuito que exige muito do piloto, ainda mais neste valor. Fiquei até surpreso porque pensei que Sebastian fosse ficar com a pole, já que ele tinha sido melhor nas sessões de treinos livres”, declarou Hamilton, que com 30 pole-positions superou a marca do lendário argentino Juan Manuel Fangio. Vettel, que nunca venceu na Hungria. “Faltou muito pouco e Lewis fez um trabalho excepcional hoje. Mesmo assim, vou largar em boa posição amanhã (domingo)”, comentou o alemão. O francês Romain Grosjean, da Lotus, largará em terceiro, na frente do outro piloto da Mercedes, o alemão Nico Rosberg (4º).

 

O espanhol Fernando Alonso ficou com o quinto melhor tempo. Ele dividirá a terceira fila com o finlandês Kimi Räikkönen, da Lotus. Massa fechou o treino em sétimo. O australiano Daniel Ricciardo, da Toro Rosso, voltou a surpreender ao fazer a oitava melhor volta do treino. Ele largará ao lado do brasileiro na sétima fila, deixando para trás Sergio Pérez, da McLaren (9º) e Mark Webber, da Red Bull (10º).

A prova será transmitida, domingo (28) pelo canal a cabo SporTV.

 

GP da Hungria, grid de largada:

 

Crédito: formula1.com

Crédito: formula1.com

 

 

Marca largará com time forte, inclusive nos bastidores - Foto: Ricardo Leizer

Marca largará com time forte, inclusive nos bastidores – Foto: Ricardo Leizer

Com 16 anos de participação no Rally dos Sertões, a Equipe Mitsubishi Brasil está pronta para mais uma prova. Em 2013, a equipe vem com seis veículos, todos movidos a etanol, que competirão em três categorias: serão três L200 Triton SR na categoria Protótipo, uma L200 Triton SR na Pró-Brasil e duas L200 Triton ERS na Super Production.  Seguindo o formato de sucesso usado no rali cross country de velocidade Mitsubishi Cup, a Equipe Mitsubishi Brasil oferece o sistema sit&drive, em que os veículos para a competição são locados e toda preparação, manutenção, apoio e logística são feitos pela equipe de mecânicos e engenheiros da Mitsubishi.

 

“Trazemos para os gentlemen drivers a possibilidade de participar de uma competição de ponta, que exige ao máximo das duplas e do carro”, diz Guilherme Spinelli, piloto que já participou 13 vezes do Rally dos Sertões, tetracampeão da competição e diretor de Competições da Mitsubishi. “A Equipe oferece toda estrutura e conforto tanto para quem busca alta performance, quanto para aqueles que buscam uma nova aventura. É sob medida para que todos tirem o máximo de uma competição tão incrível como o Sertões”, conta.

 

 

Times de engenheiros e mecânicos darão suporte durante todo o rally - Foto - Ricardo Leizer

Times de engenheiros e mecânicos darão suporte durante todo o rally – Foto – Ricardo Leizer

Além de não se preocupar com a logística dos veículos, as duplas fizeram treinos de pista e receberam um treinamento técnico e mecânico. “É importante que as duplas saibam prever, identificar e até resolver pequenos problemas que possam ocorrer durante as especiais”, explica Youssef Haddad, gerente de Competições da Mitsubishi. “Ao fim de cada etapa, a Equipe estará sempre pronta para atender quaisquer necessidades, com engenheiros e mecânicos especializados, e caminhão de peças exclusivo”, completa. O chefe da equipe é o engenheiro Giovanni Godoi, que comandará 44 pessoas entre engenheiros, mecânicos e time de logística, para prestar todo o auxílio para os pilotos e navegadores, que ficarão exclusivamente focados na disputa.

 

Sylvio de Barros, piloto, tem vasta experiência no Sertões: participou 10 vezes de moto. Este ano, faz sua estreia nos carros. “É uma experiência incrível não ter que se preocupar com nada”, conta. “Faz parte do rali a tensão, o desafio. Mas faz muita diferença ter uma estrutura como a da Mitsubishi para correr”, diz o piloto, que participa também da Mitsubishi Cup, rali cross country de velocidade da Mitsubishi, e Lancer Cup, competição de pista exclusiva para Lancer Evo R – as duas competições oferecem o sistema sit&drive (sentar e pilotar, em português). Já Luís Felipe Eckel, que também utiliza o sistema de locação na Mitsubishi Cup, correrá o Sertões pela quinta vez. “Correr o Sertões é o sonho de todo mundo. A Equipe Mitsubishi Brasil é a melhor, com uma estrututa ótima. Chegamos a Goiânia para a largada e não tivemos com o que nos preocupar. Dá para focar apenas na prova”, conta ele, que corre pela primeira vez pela Equipe Mitsubishi Brasil.

 

O navegador, que já ganhou na categoria Production, disputará a categoria Pró-Brasil com o piloto Marcos Cassol. “Tem bastante gente forte, mas sabemos que estamos com um equipamento muito bom, então dá para brigar”, fala.  Considerada a maior prova off-road do Brasil e a segunda maior do mundo, o Rally dos Sertões terá 4.115 quilômetros, com largada e chegada em Goiânia (GO), sendo que 2.488 km serão de especiais, o equivalente a 60,4% do total da prova.

 

O Rally dos Sertões terá nove etapas e passará por oito cidades: Goiânia, Pirenópolis, Porangatu, Minaçu, Uruaçu e Goianésia, em Goiás, e Palmas e Natividade, no Tocantins. A prova terá uma etapa maratona, onde as equipes não podem receber auxílio externo, no quinto dia, entre Porangatu e Natividade. Outra novidade é uma etapa em laço, começando e terminando em Palmas e passando por uma área inexplorada.

 

 

Equipe Mitsubishi Brasil

 #305 João Antonio Franciosi / Rafael Capoani – L200 Triton SR / Protótipos

 #317 Sylvio de Barros / Eduardo Bampi – L200 Triton SR / Protótipos

 #308 Romeu Franciosi / Rogerio Almeida – L200 Triton SR / Protótipos

 #325 Marcos Antonio Cassol / Luís Felipe Eckel – L200 Triton SR / Pró-Brasil

 #311 Rafael Cassol / Lelio Carneiro – L200 Triton ERS / Production

 #318 Glauber Fontoura / Minae Miyauti – L200 Triton ERS / Production

Fonte: Mitsubishi

 

Spinelli (e) x Peterhansel, duelo de gigantes - Foto: Gabriel Barbosa

Spinelli (e) x Peterhansel, duelo de dois gigantes promete - Foto: Gabriel Barbosa

Em 2012, Guilherme Spinelli, tetracampeão do Rally dos Sertões, enfrentou um desafio na competição: a chegada do francês Stéphane Peterhansel, melhor piloto da história do off-road. A disputa entre os dois foi acirrada até o fim da prova, quando Peterhansel garantiu o primeiro lugar, ao lado do navegador Jean-Paul Cottret, e Guiga, com Youssef Haddad, chegou em segundo. Este ano, a rivalidade só aumentou. Guiga, brasileiro, correndo a bordo do ASX Racing, veículo desenvolvido pela Mitsubishi Brasil, pretende fazer de tudo para deixar o francês longe do bicampeonato. “É muito difícil vencê-lo, mas vamos tentar de todas as formas. Ele é o melhor piloto de todos os tempos”, diz Guiga, que lembra que a rivalidade é reservada às provas, já que são amigos. “Frequentamos a casa um do outro, mantemos contato. Somos amigos”, conta.

 

 

ASX Racing foi desenvolvido no Brasil -  Foto: Carsten Horst

ASX Racing foi desenvolvido no Brasil – Foto: Carsten Horst

Peterhansel é uma lenda viva do esporte, com 11 títulos do Rally do Dakar. Guiga é o maior campeão do Rally dos Sertões nos carros. O francês é especialista em ralis de deserto e excelente piloto em qualquer terreno. Guiga tem mais experiência em estradas. Ou seja, a briga pelo primeiro lugar na 21ª edição do Sertões vai ser disputada. “Como piloto, fico muito feliz com a participação dele. É muito bom competir com o melhor piloto de rali, me deixa bastante motivado”, afirma o piloto brasileiro. O navegador Youssef Haddad completa: “Em qualquer prova do mundo, eles entram como favoritos. Por isso, temos que dar trabalho. E confiamos no ASX Racing, pela resistência e velocidade.”

 

Este ano, a prova está bem diferente de 2012. “O roteiro tem muitos trechos inéditos, a condição de terreno é nova, com muito mata-burro, curvas de nível. Não tem tanta areia quanto ano passado”, explica Guiga. “Estamos todos ansiosos para ver essas duplas em ação”, declarou Sabrina Proença, responsável pelo Departamento de Competição da Dunas Race.

 

 

Programação – Rally dos Sertões 2013

22/jul – Segunda-feira – Abertura Área de Box

23/jul – Terça-feira – Vistorias Administrativas e Técnicas

24/jul – Quarta-feira – Vistorias Administrativas, Técnicas e Briefings

25/jul – Quinta-feira – Etapa 01 – Prólogo – Goiânia (GO)

26/jul – Sexta-feira – Etapa 02 – Goiânia (GO) / Pirenópolis (GO)

27/jul – Sábado – Etapa 03 – Pirenópolis (GO) / Uruaçu (GO)

28/jul – Domingo – Etapa 04 – Uruaçu (GO) / Porangatu (GO)

29/jul – Segunda-feira – Etapa 05 – Porangatu (GO) / Natividade (TO) – Etapa Maratona

30/jul – Terça-feira – Etapa 06 – Natividade (TO) / Palmas (TO)

31/jul – Quarta-feira – Etapa 07 – Palmas (TO) / Palmas (TO)

1º/ago – Quinta-feira – Etapa 08 – Palmas (TO) / Minaçu (GO)

2/ago – Sexta-feira – Etapa 09 – Minaçu (GO) / Goianésia (GO)

3/ago – Sábado – Etapa 10 – Goianésia (GO) / Goiânia (GO) – Premiação na chegada

Fonte: Mitsubishi

A1Ring, agora Red Bull Ring, será o palco da prova - Getty Images

A1Ring, agora Red Bull Ring, será o palco da prova – Getty Images

O GP da Áustria deve retornar à F1 a partir da temporada 2014 no remodelado Red Bull Ring, onde antes era a antiga A1 Ring, cujas instalações foram totalmente reformadas pela Red Bull de Dietrich Mateschitz. A pista em si parece algo familiar e, para alguns, sem graça. O fato é que o dono da fábrica de energéticos conseguiu convencer a raposa velha Bernie Ecclestone a incluir a etapa no calendário. Nada que cause estranheza já que o “bullmoney” provoca sorrisos nos lábios do nanico, dono da principal categoria do automobilismo mundial, e quem convenceu o britânico encrencado na justiça alemã e nada menos que o dono da equipe tricampeã mundial.

 

Segundo informação veiculada no site da revista Autosport, o acordo entre circuito e categoria foi fechado no último dia 6. A assessoria de imprensa da Red Bull distribuiu aos meios de comunicação austríacos um comunicado na manhã de terça-feira (23) confirmando o acerto com Bernie Ecclestone. Desde que concluiu a reforma no autódromo, Mateschitz não esconde de ninguém o desejo de levar a F1 de volta à Áustria. Um acordo foi tentado para 2013, sem sucesso. A ideia era substituir o GP de Nova Jersey, que estava no calendário inicial para a atual temporada, mas caiu em desgraça por falta de condições financeiras. A troca de última hora, portanto, foi rejeitada. Mas nem, por enquanto, é definitivo.

 

O retorno da etapa austríaca já para 2014 está condicionada à uma aprovação da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) no final deste ano, quando o Conselho Mundial definirá oficialmente o calendário para a 2014. Vale lembrar, que a Áustria abrigou corridas da categoria, em Zeltweg, desde os anos 1960 e, nos anos 2000, no circuito A1Ring, ficou marcado pela, talvez, maior vaia já ouvida na F1, quando Rubens Barrichello – líder da prova –, então piloto da Ferrari, recebeu ordens dos boxes para deixar Michael Schumacher o ultrapassar, o que acabou acontecendo a poucos metros da linha de chegada. No pódio, o desconsolo do brasileiro recebeu apoio do alemão. O vexame da equipe de Maranello (veja aqui) – mais um, diga-se – gerou polêmica pelo mundo afora, evidentemente. E, para os brasileiros, aquele Dia das Mães, não será esquecido. O narrador da TV Globo Cléber Machado, antecipou o que poderia, como de fato aconteceu com “hoje não, hoje não… Hoje sim!”, selando, assim, a tramoia da equipe do cavalinho rampante.

 

 

Red Bull Ring foi todo repaginado, mas sem o dedo de Herman Tilke- Foto: Reprodução

Red Bull Ring foi todo repaginado, mas sem o dedo de Herman Tilke- Foto: Reprodução

O primeiro GP da Áustria foi vencida por Lorenzo Bandini, em 1964, na extinta pista de Zeltweg. De 1970 a 1987, a F1 correu no Österreichring, em um traçado de quase 6 km de extensão. O circuito foi, então, remodelado no fim dos anos 80. Menor, com 4,323 km, e rebatizado de A1 Ring, a pista voltaria a receber a F1 dez anos depois, em 1997, e permaneceria até 2003, quando foi disputado o último GP da Áustria. O motivo do abandono, a velhice. A alegação da F1, à época, era falta de uma estrutura apropriada nas proximidades de um autódromo veloz e adorado pela maioria dos pilotos. Agora, com o ressurgimento do Red Bull Ring sobre os escombros do A1 Ring e com a consequente ampliação da rede hoteleira da região de Spielberg, o retorno do país ao calendário foi viabilizado.

 

Com as entradas do GP da Rússia, em Sochi, e do GP de Nova Jersey, nos EUA, e o não-cancelamento de nenhuma das etapas do calendário atual, a F1 pode ter 22 corridas em 2014. Se confirmado, será a temporada mais longa da história da categoria. A ótima e curta pista de Red Bull Ring, tende a fazer dobradinha no ano que vem ou com a Alemanha (Hockenheim) ou com a Hungria.

 

 

 

O "namoro" de Ecclestone e Hembery está por um fio para terminar - Foto: Pirelli

O “namoro” de Ecclestone e Hembery está por um fio para terminar – Foto: Pirelli

Estremeceu. Abalou os alicerces. Pode cair. A Pirelli e a F1 não falam a mesma língua. Após o tenebroso desempenho dos pneus da fabricante italiana em Silverstone e do Pirelligate, cuja centelha foi acesa com testes privados da Mercedes e a sentença na justiça, embora branda, fez muitos dirigentes coçar a cabeça, pode-se dizer que colocaram pimenta em excesso no molho da macarronada e determinar, em tese, a saída da fornecedora no próximo ano. A sinalização foi dada por Paul Hembery, diretor-esportivo da Pirelli. Para ele, é necessário que haja uma mudança drástica em relação às regras para os pneus já para o campeonato de 2014, quando as baratas serão dotadas de motores V6 biturbo. Porém, os problemas com o desgaste excessivo dos pneus – uma imposição de Bernie Ecclestone para melhorar o sabor da F1 –, forçando mais entradas nos boxes, não é de agora.

 

Este ano foi cruel com a fornecedora. A Pirelli tendeu as exigências da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), e preparou para 2013 compostos considerados extremamente sensíveis e de desgaste muito rápido, o que provocou incidentes inusitados como o do GP da Inglaterra, quando, no ápice da crise, nada menos que seis pilotos sofreram com estouros e delaminações nos pneus durante a corrida. O risco de um incidente de graves proporções, portanto, era latente e a mancha no nome de companhia permanente.

 

 

Primeiro Massa com pneu detonado em Silverstone... - Foto: Nigel Roddis/AP Photo

Primeiro Massa com pneu detonado em Silverstone… – Foto: Nigel Roddis/AP Photo

Para completar, a Pirelli protagonizou o escândalo dos testes secretos com a Mercedes em Barcelona. A ideia da fornecedora era de melhorar o desempenho dos diferentes tipos de pneus P-Zero disponibilizados para o atual campeonato. Só que o tiro saiu pela culatra. Flagrados e julgados, fornecedora e equipe levaram um puxãozinho de orelha e nada mais.

 

“São coisas que têm que mudar. Nós não podemos correr um possível risco a nós mesmos nessa situação novamente. Não há dúvidas que isso precisa mudar”, afirmou Hembery, em tom ameaçador, em entrevista à emissora ESPN. “Se o esporte não quer mudar, então eles podem encontrar alguém. Queremos ficar, obviamente, mas precisamos fazer algumas mudanças, não podemos continuar apenas falando sobre isso. As coisas agora têm que mudar”.

 

 

Lewis Hamilton também teve pneu traseiro furado - Foto: Nigel Roddis/AP Photo

Lewis Hamilton também teve pneu traseiro furado – Foto: Nigel Roddis/AP Photo

A posição de Hembery está embasada em duas vertentes claras. A Pirelli é a única fornecedora de pneus, abalada pelos testes secretos, e a falta de regras claras em relação aos pneus. Nos bastidores, a francesa Michelin acena com uma possível candidata a fornecedora de compostos para 2014. Entretanto, como a Pirelli, exige mudanças e estabilidade nas regras.

 

“Eu não vou criticar a FIA, porque não acho que seja necessariamente sobre eles. Estávamos trabalhando melhor com as equipes”, prosseguiu Hembery. “No primeiro ano, as equipes foram muito melhores trabalhando juntas, e vimos isso se dissipar nos últimos dois anos e meio. E não apenas conosco”, comentou.

 

“Há muitas coisas acontecendo por trás disso com os novos acordos, como o Pacto da Concórdia, e coisas assim. Alguns times estão lutando, então há mais atrito entre eles do que víamos antes. Embora individualmente tenhamos o apoio fantástico de todos, não estamos lá”.

 

Hembery não fez távola rasa ao afirmar que espera uma posição da F1 (leia-se: Bernie Ecclestone), e que a Pirelli não depende da categoria para sobreviver como empresa, podendo sair ao fim de 2013. Para o inglês, os problemas enfrentados pela fabricante italiana seriam os mesmos para qualquer outra fornecedora.

 

 

Michelin pode retornar, mas desde que com regras claras - Foto: Reprodução

Michelin pode retornar, mas desde que com regras claras – Foto: Reprodução

“Estamos trabalhando para o próximo ano. O tempo está passando. Quero dizer, não precisamos estar na F1 para sobreviver como um negócio. É uma parte da empresa. Em novembro, poderemos empacotar nossas coisas e então será problema de outra pessoa, mas fizemos todos os nossos esforços para fazer com que as coisas acontecessem”. Resumindo, o caldeirão vai ferver.

 

“Não nos deram prazos, estamos apenas trabalhando. Talvez estejamos fazendo tanta bobagem que não devíamos ter insistido nessas coisas. Estamos na metade de julho, e se alguém quer vir e tomar isso acho que seria muito corajoso, porque problemas como os que estamos sofrendo, qualquer outra companhia terá, para ser sincero”, encerrou. Se o sinal de Hembery é de “arriverdeci” (adeus, em português) ninguém sabe, bem como um “Bienvenue Bibendum” (bem vindo ao mascote da Michelin, em português) só o tempo dirá.

 

 

Sterling Legend 30 é uma evolução do modelo 28 - Foto: Divulgação

Sterling Legend 30 é uma evolução do modelo 28 – Foto: Divulgação

O estaleiro paulista Sterling Yachts anunciou o lançamento de seu novo modelo, sucessor da lancha Sterling Legend 28. Trata-se da Sterling Legend 30, que passou por várias mudanças em comparação com a 28 pés. Além de aumentar dois pés de comprimento em relação à antecessora, a Sterling Legend 30 ganhou uma plataforma de popa maior e com novo revestimento, assim como o banco de popa, que agora, acomoda seis pessoas, duas a mais que no modelo 28 pés –, opção de banheiro fechado na cabine, adição de porta-luvas e porta-trecos e opção de fechamento da cabine, que possibilita o uso da lancha em condições de tempo menos favoráveis ao passeio.

 

A Sterling Legend 30 também teve mudanças em relação ao processo de fabricação. O modelo é produzido pelo processo de infusão a vácuo, que aumenta a resistência do casco e reduz o peso. As opções de motorização utilizadas na Sterling Legend 28 continuam no novo modelo. São elas: simples ou parelha, a gasolina, diesel ou híbrido.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mitsubishi forneceu 55 picapes Triton à organização do rali -  Foto: Theo Ribeiro

Mitsubishi forneceu 55 picapes Triton à organização do rali – Foto: Theo Ribeiro

Há 10 anos, a Mitsubishi Motors mostra toda sua força e resistência no maior rali do país, não só dentro das pistas, como fora delas também. O Rally dos Sertões terá à disposição 55 picapes L200 Triton, que serão usadas nas mais desafiadoras condições durante toda a prova, que começa quinta-feira (25). Ao todo, serão 4.115 quilômetros percorrendo os estados de Goiás e Tocantins. “A parceria com a Mitsubishi é extremamente importante para toda a logística do Rally dos Sertões. As picapes transportam com toda a segurança, conforto e cuidado os profissionais da produção, jornalistas, equipes médicas, entre outros, que precisam de um carro confiável e resistente para superar os 10 dias do evento”, afirma Marcos Moraes, diretor presidente da Dunas Race.

 

“O Rally dos Sertões tem uma grande importância no cenário mundial, não só por toda sua história, mas pelo alto grau de dificuldade que a prova traz para os competidores. É muito bom ver que os mesmos carros que são vendidos nas concessionárias são responsáveis por abrir os caminhos, resgatar os competidores e executar as tarefas mais duras, que somente uma picape como a L200 Triton, com muita força e resistência, é capaz de fazer”, destaca Fernando Julianelli, diretor de Marketing da Mitsubishi Motors.

 

Prévia – Antes mesmo da prova começar, as L200 Triton já estão sendo utilizadas pela Dunas Race, organizadora do evento, para fazer o levantamento do percurso por onde os competidores irão passar. No árduo trabalho, que envolve muitos quilômetros rodados pelo interior, as picapes se mostraram mais uma vez muito confiáveis e resistentes, já que fizeram o mesmo percurso que os competidores irão passar.

 

“Fiz recentemente a conferência do roteiro usando a L200 Triton e não tivemos nenhum tipo de problema técnico, apesar de toda a severidade do terreno que percorremos. Nem sequer um parafuso precisou ser apertado. Ficamos muito felizes por ter a Mitsubishi mais um ano ao lado do Rally dos Sertões”, garante Moraes. Para dar todo o suporte necessário, o Rally dos Sertões receberá as mais modernas picapes L200 Triton, equipadas com o exclusivo sistema SDS e Full Displacement. A organização da prova terá à disposição os modelos L200 Triton HPE, L200 Triton GLS, L200 Triton GLX e L200 Triton Savana. Todo o conjunto de suspensão conta com o exclusivo sistema SDS (Sport Dynamic Suspension), que reduz o movimento da carroceria e deixa o veículo ainda mais estável, tanto no asfalto, como no uso off-road.

 

A calibragem da suspensão proporciona o mesmo nível de conforto e segurança tanto com o carro vazio, quanto carregado com mais de uma tonelada, mesmo em pisos irregulares. Um dos componentes chave do SDS são os amortecedores. A Mitsubishi Motors é a primeira no país a implantar em toda sua linha de picapes os amortecedores Full Displacement, uma nova tecnologia, que permite uma resposta dinâmica mais rápida que a dos amortecedores tradicionais, sem hesitações, proporcionando ainda mais estabilidade e agilidade, e aumentando o conforto do veículo em todas as situações. Como as picapes são para uso misto, ou seja, podem estar transportando grande quantidade de carga ou estarem vazias, o Full Displacement compensa essa diferença, deixando o veículo com conforto e performance para todas as ocasiões.