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RICARDO RIBAS

Jornalismo feito por jornalista

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Archive for junho, 2013

 

Rosberg comemora no pódio seu segundo triunfo na temporada -  Foto:Tom Gandolfini/AFP

Rosberg comemora no pódio seu segundo triunfo na temporada – Foto:Tom Gandolfini/AFP

Nico Rosberg venceu, domingo (30), o caótico Grande Prêmio da Inglaterra de Fórmula 1, disputado em Silverstone. O alemão da Mercedes foi beneficiado com o abandono de Sebastian Vettel no fim da prova ao enfrentar problemas com a caixa de câmbio. A etapa marcada pelos pneus Pirelli que, literalmente, viraram pó no asfalto britânico, forçando, assim, a entrada do carro de segurança por três vezes. Por outro lado, quem teve a corrida comprometida pelos incidentes com os pneus fizeram apresentações de gala, entre eles, Felipe Massa, que fez uma das melhores largadas ao partir da 11ª (ele seria 12º, mas ganhou uma posição após a punição a Paul di Resta) para a 5ª posição na primeira volta, Lewis Hamilton, caiu da primeira para a última posição, mas conseguiu se recuperar e terminar em quarto, colado em Fernando Alonso. O demissionário Mark Webber fez uma corrida espetacular e terminou em 2º.

 

Não fossem os pneus, portanto, o resultado poderia ter sido diferente. Com o triunfo deste final de semana, Rosberg conquistou sua segunda vitória nesta temporada – a primeira foi em Mônaco –, a terceira na carreira e chegou aos 82 pontos. Ainda assim, Vettel segue na liderança com 132 pontos, à frente de Fernando Alonso (111 pontos) e Kimi Räikkönen (98 pontos). O tricampeão mundial não abandonava uma corrida há 371 dias, desde o Grande Prêmio da Europa de 2012, e foi a nona corrida que ele não completa desde 2009.

 

 

Massa fez uma largada extraordinária, foi prejudicado por estouro de pneu- Foto: Reprodução/TV Globo

Massa fez uma largada extraordinária, foi prejudicado por estouro de pneu- Foto: Reprodução/TV Globo

Felipe Massa terminou em sexto depois de sofrer com um problema nos pneus que marcou a corrida inglesa. Durante a prova, o brasileiro, Hamilton, Jean-Eric Vergne e Sergio Pérez tiveram o mesmo pneu traseiro esquerdo estourado entre os setores 4 e 5 da corrida, mas apenas Massa e o inglês conseguiram retornar à corrida, enquanto . Vergne e Pérez abandonaram.

 

 

Vettel fica sem câmbio, mas ainda é líder - Foto: Getty Images

Vettel fica sem câmbio, mas ainda é líder – Foto: Getty Images

Secado, literalmente por Alonso, Vettel desistiu da prova na 42ª das 52 voltas ao encostar o carro na reta de chegada sem conseguir engatar qualquer marcha. Ainda com boa margem de gordura na tabela de pontos do Mundial, o alemão saiu do carro com cara de poucos amigos, embora saudado com aplausos do time da RBR ao passar a pé pelos boxes. Já quem teve pneus estourados apimentaram o GP, que tinha tudo para ser um passeio da Mercedes. A Pirelli deve uma resposta sobre o que causou tantos estragos nos pneus.

A próxima etapa da Fórmula 1 será realizada em 7 de julho na Alemanha.

 

GP da Inglaterra, Silverstone, resultado final:

Crédito: formula1.com

Crédito: formula1.com

 

Hamilton fez a festa da torcida britânica - Foto: Sutton Images

Hamilton fez a festa da torcida britânica – Foto: Sutton Images

Perfeito! Essa palavra define o que fez Lewis Hamilton sábado (29), em Silverstone, ao conquistar a pole-position com o tempo de 1min29s607 e detonar o recorde para a pista, que era do tricampeão mundial Sebastian Vettel, com 1min29s615, registrado em 2010. O grande desempenho do inglês lhe rendeu a segunda pole na temporada e a 28ª na F1. Perfeita, também, foi a Mercedes, que, de longe, tem o melhor carro para classificação. Nico Rosberg larga da segunda posição no GP da Inglaterra, domingo (30). A decepção ficou com a Ferrari. Felipe Massa teve um desempenho abaixo do esperado. A F138 deixou o brasileiro na mão e, por isso, não conseguiu passar do Q2 e larga da 12ª posição.

 

O grande desempenho neste sábado rendeu ao inglês à segunda pole na temporada e a 28ª na Fórmula 1. E reiterou o domínio da Mercedes nos treinos. A equipe já havia faturado a pole em outras três etapas com Nico Rosberg. Desta vez, o alemão teve que se contentar com o segundo posto no grid.

 

A dupla da Mercedes, que já havia dominado o segundo e o terceiro treinos livres, manteve o bom ritmo durante toda a sessão deste sábado. Chegou a revezar as primeiras posições com os pilotos da Red Bull, Vettel e Mark Webber, mas foi superior na parte mais importantes do treino e garantiu os dois primeiros lugares da largada.

 

Pole na etapa passada e líder do campeonato, Vettel sairá da terceira colocação, ao lado de Webber, seguidos por Paul di Resta, Daniel Ricciardo, Adrian Sutil, Romain Grosjean, Kimi Raikkonen e Fernando Alonso, que, como Massa, não se entendeu com seu carro e larga em décimo. Para quem almeja encostar no líder do Mundial, Vettel, o espanhol deve estar roendo as unhas, pois sabe que em um circuito rápido, como Silverstone, talento só não basta.

 

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Felipe Massa: três batidas em quatro corridas - Foto: Valdrin Xhemaj/EFE

Felipe Massa: três batidas em quatro corridas – Foto: Valdrin Xhemaj/EFE

e servir como alento ao asturiano ferrarista, Felipe Massa também não teve desempenho melhor. Dando prosseguimento as pancadas, o brasileiro sofreu outra forte batida na sexta-feira – a terceira em quatro corridas – e entrou na pista somente nos momentos finais do Q1 e só teve uma volta para avançar para o Q2 e parou por aí. Com o 12º tempo, Massa vai largar atrás do inglês Jenson Button, da McLaren, outro fiasco do dia, ao não colocar nenhum dos dois carros na briga pela pole. O intrépido mexicano Sergio Perez larga da 14ª colocação.

 

A corrida no Circuito de Silverstone está marcada para as 9 horas de domingo (horário de Brasília).

 

GP da Inglaterra, Silverstone, grid de largada:

Crédito: formula1.com

Crédito: formula1.com

 

Aeronave tem piso plano, grande visibilidade e preço atrativo - Foto: Divulgação

Aeronave tem piso plano, grande visibilidade e preço atrativo – Foto: Divulgação

Criar um sucesso de vendas, oferecendo um produto que atenda aos anseios do consumidor, conforto, muita tecnologia de ponta embarcada e preço competitivo, para disputar uma faixa de mercado exigente. Foi assim que a Bell, que tem tradição no mercado de SLS (sigla de Short Light Single, em inglês) desenvolveu, em conjunto com a TAM Aviação Executiva, uma nova aeronave que deve ganhar os céus em 2014. Ela foi batizada como 206 e, certamente, vai agradar consumidores privados e corporativos.

 

“Há 50 anos, desenvolvemos o Bell 206 JetRanger. Até o momento, já produzimos cerca de 7.400 unidades do Bell 206 e mais de 4.400 se mantém em serviço”, afirma John Garrison, presidente e CEO da Bell Helicopter. De acordo com Garrison, o mercado demandava outro modelo. “Precisávamos de uma nova e moderna aeronave com cinco lugares para atender aos requisitos de clientes privados, de treinamento e de forças de segurança pública”.

 

O novo short light single monomotor da Bell terá entre seus diferenciais a grande visibilidade, o piso da cabine totalmente plano, cinco assentos voltados para frente, velocidade de 125 nós (232 km/h), uma faixa de 360 a 420 milhas náuticas (667 km) de alcance e carga útil de 1.500 libras (680 kg). “A classe SLS é ao mesmo tempo extremamente competitiva e sensível ao preço, então a Bell criou um helicóptero de alta performance com um preço muito competitivo”, destaca Garrison.

 

 

Bell instalou motor menos ruidoso - Foto: Divulgação

Bell instalou motor menos ruidoso – Foto: Divulgação

A nova aeronave será equipada com o motor Turbomeca Arrius 2R, referência de bom desempenho e segurança na classe 450-550 SHP, que juntamente com o sistema FADEC, aumenta a segurança e reduz a carga de trabalho para o piloto. Este motor também atende o nível 4 de ruído estabelecido pela IATA.

 

“O mercado brasileiro deve absorver muito bem esta aeronave, especialmente pela sua versatilidade dentro do segmento que se propõe. Como participante do comitê de representantes ao redor do mundo que se reuniram para, juntamente com a Bell, desenhar este conceito, a TAM Aviação Executiva se preocupou em garantir que as demandas conhecidas do mercado brasileiro estejam atendidas no novo produto”, ressalta o diretor comercial da TAM Aviação Executiva, Leonardo Fiuza.

 

Os aprimoramentos de segurança reduzirão em muito a carga de trabalho do piloto, melhorando sua percepção situacional e oferecendo capacidade de autorrotação superior.

 

 

 

Chassi Bluebird está no páreo - Divulgação

Chassi Bluebird está no páreo – Divulgação

Você, caro leitor, está preparado para assistir a corridas de fórmula sem ruído de motor, exceto o sibilar furioso dos bólidos rompendo retas? Pois saiba que essa já é uma realidade a ser concretizada no próximo ano na estreia da F-E, campeonato de carros elétricos da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Construtores de chassis estão empenhando em projetar conjuntos eficientes, mas uma só será vencedora. A Bluebird pode se juntar à Dallara como fornecedora de chassis na nova F-E, com estreia prevista para 2014. Incentivada pela FIA, a empresa inglesa vai projetar e construir um chassi para participar do campeonato, que, em um primeiro momento, seria monomarca. A companhia inglesa, no entanto, afirmou que a FIA pode aprovar a presença de mais de uma fabricante para o primeiro ano de vida da F-E.

 

Os planos da Bluebird são de operar um time próprio e também repassar chassis para outras equipes interessadas na nova categoria. Ela promete que o primeiro carro estará pronto em setembro deste ano. “A Bluebird é reconhecida por apoiar novas tecnologias e fez isso ao longo de seus 100 anos de história. Vemos a oportunidade de aplicar nosso conhecimento e nossa experiência em tecnologia elétrica e faz sentido para a Bluebird usar sua própria tecnologia, em vez da de outros. Oferecemos uma alternativa à opção atual e esperamos que a FIA considere isso no encontro de setembro do Conselho Mundial”, declarou Martin Rees, chefe da empresa.

 

Para o desenvolvimento da barata já está engatilhada uma parceria com a equipe Bamboo, que disputa a GP3 e o WTCC em 2013. “Estamos ansiosos para sermos associados ao primeiro teste do protótipo do carro de F-E da Bluebird no fim deste ano e por construir uma parceria forte para o futuro. A F-E completa as ambições da Bamboo que estão firmemente enraizadas no cenário mundial, e é uma grande honra trabalhar em parceria com esse nome tão prestigioso”, disse Richard Coleman, chefe da escuderia.

 

A Bluebird é só mais uma fabricante a anunciar a intenção de competir na F-E. Além da Dallara, que construirá chassis, a Renault, a McLaren e a Williams, equipes da F1, têm interesse em desenvolver um trem de força para os carros da categoria.

 

O consórcio Formula E Holdings Ltd. (FEH), promotor da categoria, é encabeçado pelo bilionário investidor Enrique Bañuelos. Já Agag, dono da equipe Addax, da GP2, será diretor executivo e acionista da empresa, da qual também participam Lord Drayson, sócio da Drayson Racing Technologies, e Eric Barbaroux presidente da companhia francesa “Eletric Formula”.

 

 

Protótipo da F-E produzido pela Renault - Foto: Reprodução

Protótipo da F-E produzido pela Renault – Foto: Reprodução

Renault – A Renault está na competição. A marca fechou entrará com a tecnologia limpa e a Spark como fornecedora de chassis. O carro, ainda sem nome, que será usado na primeira temporada da categoria, foi apresentado em maio passado. O dirigente da F-E, Alejando Agag, comentou a importância da união com a fabricante francesa.

 

“A Renault e a “Fórmula E” dividem o mesmo compromisso de inovar os esportes a motor, transformando-os em uma categoria sustentável. Estamos orgulhosos em anunciar o trabalho em conjunto. Ter uma empresa deste porte como parceira é a prova do tamanho que terá o Campeonato FIA de Fórmula E”, afirmou o dirigente.

 

A Williams anunciou, dia 11 deste mês que será fornecedora oficial das baterias usadas nos carros da nova Fórmula E. O projeto será desenvolvido pela Williams Advanced Engineering – divisão da escuderia voltada ao desenvolvimento de novas tecnologias, em Grove –, em parceria com a Spark Racing Technology, empresa responsável por construir o chassi a ser usado na competição.

 

“Este é um novo campeonato empolgante, que irá desempenhar papel fundamental para colocar em evidência a crescente importância dessas tecnologias, originalmente desenvolvidas para o automobilismo, em um universo mais amplo. Eficiência energética é uma questão importante para a Williams e, embora nosso trabalho neste campo esteja agora se expandindo a novos setores de mercado além das corridas, o automobilismo sempre será o degrau mais alto para a experimentação de nossas tecnologias”, afirmou, à época, o chefe de operações comerciais da WAE, Kirsty Andrew. “Os veículos elétricos estão se tornando uma parte cada vez mais importante na indústria automotiva, e a Fórmula E é a oportunidade perfeita para que a Williams valide seus últimos desenvolvimentos na tecnologia de baterias”, concluiu.

 

 

Brasileiro Lucas Di Grassi é padrinho da F-E - Foto: Reprodução

Brasileiro Lucas Di Grassi é padrinho da F-E – Foto: Reprodução

e-padrinho – Um dos padrinhos da F-E é o brasileiro Lucas di Grassi, que correu na Fórmula 1 e atualmente compete com os protótipos de tecnologia híbrida da Audi no Mundial de Endurance, e foi o terceiro colocado nas 24 Horas de Le Mans, disputada no último final de semana.

 

A competição contará com 10 corridas de rua nos centros urbanos de grandes cidades do mundo, próximas a pontos turísticos. Los Angeles (EUA) é a oitava cidade confirmada no calendário. Haverá provas também nos seguintes locais: Rio de Janeiro (Brasil), Buenos Aires (Argentina), Miami (EUA), Londres (Inglaterra), Roma (Itália), Pequim (China) e Putrajaya (Malásia). Duas sedes ainda não foram definidas. Dez equipes com dois pilotos cada uma disputarão o campeonato. Os carros elétricos possuem taxa zero de emissão de carbono e podem alcançar até 220 km/h.

 

 

HondaJet - Foto: Divulgação

HondaJet – Foto: Divulgação

A Honda Aircraft Company anunciou que o modelo de testes do HondaJet completou com sucesso seu primeiro voo na sede mundial da companhia em Greensboro (EUA). Com essa conquista, o projeto HondaJet se aproxima da fase final de testes para a obtenção da certificação da Federal Aviation Administration (FAA), órgão responsável pela regulamentação da aviação civil nos Estados Unidos.

 

Segundo o presidente da Honda Aircraft Company, Michimasa Fujino, o modelo da aeronave utilizada nos testes é idêntico ao que será comercializado. O HondaJet terá preço de US$ 4,5 milhões e seu design incorpora tecnologias e conceitos avançados que o tornam o jato mais rápido, espaçoso e com maior eficiência energética de sua categoria.

 

A aeronave – O HondaJet possui diversas inovações tecnológicas que o fazem dele o avião mais rápido, que voa à maior altitude e o que possui o melhor consumo em sua categoria. Ele incorpora em seu projeto diversas inovações tecnológicas, como o exclusivo posicionamento dos motores no topo da asa, o que proporciona uma melhoria significativa na performance e no consumo de combustível em função dos ganhos aerodinâmicos.

 

A Honda Aircraft Company, subsidiária da American Honda Motor Company, Inc., foi criada em 2006, mas suas origens podem ser encontradas em mais de 20 anos de pesquisas e desenvolvimentos de tecnologias em aviação. Na sede da empresa na Carolina do Norte, os funcionários trabalham em um campus com laboratórios e instalações de última geração na busca constante pelo desenvolvimento de novas fronteiras na aviação. O espírito de desafio sobre o qual Soichiro Honda fundou a Honda Motors continua vivo, agora, na Honda Aircraft, empresa que cumpre um dos antigos sonhos da Honda de promover a mobilidade humana em direção ao céu.

 

 

Especificações Técnicas – Motor HF118 Turbojato

Tipo do motor

Dois cilindros compressores

Hélice de um estágio, compressor de dois estágios e turbina de dois estágios

Propulsão de decolagem

757 kgf

Consumo de combustível na decolagem

0.49 kg/h/kgf

Propulsão durante o vôo

191 kgf

Consumo de combustível durante o vôo

0.75 kg/h/kgf

Peso seco

178 kg

Comprimento total

1.384 mm

Diâmetro da hélice

441 mm

 

 

Especificações Técnicas – Avião experimental HondaJet

Nome Provisório

HondaJet

Assentos

6 (2 tripulantes e 4 passageiros ou

    1 tripulante e 5 passageiros)

Motor

Honda HF 118 Turbojato

Propulsão máxima (kgf / lbf)

757 x 2 / 1.670 x 2

Peso máximo (kgf / lbf)

4,173 / 9,200

Comprimento, largura e altura (m / ft)

12,5 X 12,2 X 4,1  /  41,1 X 39,9 X 13,2

Velocidade máxima (Km/h / nós)

778 / 420

Teto de Vôo (m / ft)

12.497 / 41.000

Autonomia (km / milhas náuticas)

2.037 / 1.100

Consumo de combustível (km/kg / milhas/libras)

3.3 / 0,8

Distância para decolagem (m / ft)

807 / 2.647

Distancia para aterrissagem (m / ft)

694 / 2.277

 

 

HondaJet – Principais Inovações

 

Exclusivo motor Honda HF118

Desenvolvido com base em tecnologias automotivas, é leve, compacto e pouco poluente, além de 40% mais econômico que os motores convencionais

Asa SMH-1

É composta de painéis de alumínio, tem desenho aerodinâmico e espessura que permitem baixa resistência ao ar e excelente desempenho em velocidades elevadas

Fuselagem

Feita de carbono, leve e resistente, destaca-se pelo nariz, responsável por gerar um fluxo de ar mais uniforme, evitando turbulências

Localização do motor

A montagem do motor na superfície superior da asa melhora o desempenho aerodinâmico em altas velocidades com ganho de espaço para a cabine

Fonte: Honda

 

Amsia Motors produzirá carros híbridos e quer abocanhar classe média - Foto Divulgação

Amsia Motors produzirá carros híbridos e quer abocanhar classe média – Foto Divulgação

Investidores estrangeiros estão descobrindo novos pontos de instalação de plantas industriais no Brasil, principalmente no setor automotivo. O governo de Sergipe assina quinta-feira (27) protocolo de intenções com o grupo saudita Amsia Motors para a construção de uma montadora de carros híbridos e elétricos no Estado que deve receber investimentos de R$ 1 bilhão. O objetivo da Amsia Motors é produzir carros de passeio pequenos, para atender à ascensão da classe média.

 

O presidente da empresa, Mustafá Ahmed, e o príncipe saudita Faisal Al Saud, investidor do grupo, chegaram ao país no último fim de semana para acertar os últimos pontos do protocolo de intenções para a realização do projeto, que será instalado no município de Barra dos Coqueiros, na região metropolitana de Aracaju, afirmou a agência de notícias do governo sergipano.

 

A montadora chinesa que tem acordo com o grupo saudita Eram, planeja concluir obras da unidade em 14 meses. A companhia “produzirá primeiro carros de passeio para, numa segunda etapa, ampliar a produção para ônibus e implementos agrícolas”, segundo a agência.

 

Sociedade lava a roupa que o governo sujou - Foto: Reprodução

Sociedade lava a roupa que o governo sujou – Foto: Reprodução

O Brasil acordou. O estopim do barril de pólvora foi aceso com o aumento da passagem dos ônibus. Mas o fenômeno social que se vê nas ruas nos últimos dias em todo país tem nuanças muito mais complexas e legítimas. O diamante, finalmente, começa a ser lapidado pela grita geral de todos os setores da sociedade. A hora do “BASTA!” é agora. O povo, sem medo, ganhou as ruas para manifestar seu descontentamento com a atual situação política a qual perdoa quem foi julgado culpado e coloca uma cortina de fumaça, através da não aceitável prática de assistencialismo implantada, em caráter de emergência, pelo presidente Lula ao oferecer bolsa disso, bolsa daquilo e teve continuidade na administração Dilma Rousseff e nos escalões abaixo, representados pelos governos estaduais e municipais, todos coniventes, afinal, todos ganham. Menos o povo.

 

Se o Brasil é hoje a bola da vez do BRICS, é também um país, até agora, negligente com seu povo, ao ser ludibriado pela troca da extrema pobreza por dívidas subsidiadas a escorchantes. Ou seja, trocar o barraco em terreno clandestino por moradias singelas remuneradas a preço de ouro. Isto é, quando consegue pleitear aquilo que lhe é de direito e está na Constituição. O Brasil entendeu que não quer mais esmolismo e sim ações que o transforme do eterno gigante adormecido em um país democrático e justo.

 

A enorme parcela da sociedade menos abastada, formada por trabalhadores se acotovela nas filas dos hospitais públicos os quais não recebem – ou se recebem é muito pouco – verbas para oferecerem atendimento minimamente humano e decente. Morrer na porta de um hospital, ora, é culpa do paciente e não da falta de um bom atendimento pelo qual o povo paga. E bem paga caro por sinal. Mas para os governos vai tudo bem, obrigado. Tudo bem uma ova! Só se for para os políticos, que sequer passam diante de um posto de saúde ou hospital público para verem o povo esperando, praticamente implorando, para ser mal atendido.

 

 

Educação: muita falação e pouca ação - Foto: J. Duran Machfee/Futura Press

Educação: muita falação e pouca ação – Foto: J. Duran Machfee/Futura Press

O sistema educacional, então, é uma piada. A tal aprovação automática – premiada em todos os municípios com Bolsa Leite –, então, tem formado alunos de forma grostesca e não doutores, como era o propósito e necessidade urgentíssima do Brasil. Resumindo, professores despreparados, pessimamente remunerados e amedrontados pela violência que grassa solta dentro e fora das salas de aula (os vídeos postados no Youtube evidenciam a situação) não forma, apenas aprovam alunos que não faltam. Só aqui no Brasil mesmo.

 

Quem se locomove com transporte público de péssima qualidade e caro, caríssimo para quem ganha pouco e gasta muito. Para pagar aluguel e comer sente no bolso o peso da alta da inflação camuflada em números oficiais para parecer controlada. Não está! A velha prática de maquilar índices, que vem desde o tempo que o país trocou a ditadura militar por outra, gostem ou não, civil. Só um cego não vê e quem vê faz olhos de moco com a linda flâmula da democracia.

 

 

Manifestações pacíficas foram marcadas pela violência da PM e vandalismo de grupos infiltrados. Vergonha! - Foto: Reprodução/UOL

Manifestações pacíficas foram marcadas pela violência da PM e vandalismo de grupos infiltrados. Vergonha! – Foto: Reprodução/UOL

A compra que se faz em mês com um punhado de dinheiro não é a mesma na semana seguinte. O Fome Zero, portanto, foi medida paliativa e hoje fonte de sobrevivência para muitas família. A proposta de Lula, de matar a fome, foi interessante no primeiro momento já que não se pode pedir a um tuberculoso que faça dieta. É desumano. Tal medida ganhou proporção a ponto de retirar o país do mais completo anonimato para ganhar destaque no cenário internacional. Hoje o país tem menos fome? Sim. É fato, mas está a léguas de distância do ideal. Faltou, entretanto, além de saciar a fome, criar caminhos, talvez através da educação, para que em dado momento centenas de milhares de pessoas pudessem comprar o alimento com o próprio trabalho.

 

Quem nunca ouviu a máxima: “a polícia prende a justiça solta”? Pois. A situação atual é exatamente essa. A certeza da impunidade fomenta a criminalidade, que conhece decor e salteado os Códigos Civil e Penal, os quais, dizer que são antiquados é ser, no mínimo, parcimonioso. Porém, mudar pode redundar em perda das benesses de quem os possivelmente mudará. A violência, portanto, virou estatística de mortes e não códigos de comportamento e restrições de quem pratica crimes. As prisões colônias de férias com direito a indultos tantos, que se tornaram, digamos, SPAs para criminosos.

 

Diferentemente dos Estados Unidos da América, onde as prisões estão nas mãos da iniciativa privada, as cadeias brasileiras estão sob o comando do governo. A truculência das polícias, uma herança dos tempos da ditadura militar, ficou evidente diante da massa reclamante, que já não tem mais paciência de ver a bandidagem correndo solta pelas ruas, enquanto a sociedade se borra de medo e fica confinada dentro de casa. A banalização da violência ganhou proporção tsunâmica e virou atração de televisão sem que nenhuma atitude drástica e rápida seja tomada contra.

 

 

Revisar o Brasil exige mudanças profundas, inclusive do arcaíco Código Penal - Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Revisar o Brasil exige mudanças profundas, inclusive do arcaíco Código Penal – Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os centavos – os 20 em São Paulo e outros tantos e variados em vários lugares nos rincões do país– foram o pavio desta dinamite social que ganhou contornos nacionais. As primeiras explosões que surgiram apontaram a falta de expediente dos manifestantes, que atacaram justamente o sistema de transporte que tentavam defender ou torná-lo gratuito, e encobriram o que acabamos evidenciando de pior: o despreparo abissal das polícias para lidar com situações adversas. Os governos, pressionados, abriram mão dos reajustes das tarifas. Vitória dos manifestantes e do povo, que trabalha quatro meses por ano para bancar máquinas administrativas governamentais.

 

Mas é evidente que os adversários das instituições polícias não são os jovens com faixas empunhadas ou até mesmo rostos tampados e sprays que delineiam nas pixações as palavras de ordem. A ação das PMs contra os manifestantes pacíficos remeteu a teatro de guerra com evidente abuso das autoridades, abrindo mão do que rege a democracia, ou seja, a conversa, a negociação e a pacificação e desceu o cassetete na moçada do bem, enquanto bandidos infiltrados – sempre eles – detonaram e saquearam tudo que viram pela frente.

 

Vale lembrar que a internet corroborou definitivamente para aglutinar um contingente gigantesco de pessoas. Isso é inegável. Além disso, os vídeos que invadiram as redes sociais mostraram, claramente, a força desproporcional o uso exagerado de balas de borracha e bombas de efeito imoral, os pelotões da polícia contra os manifestantes que gritavam para que não houvesse violência. Todos os símbolos de paz foram respeitados. Ficou feio para os mandatários do país já que toda movimentação dos descontentes e da bandidagem virou notícia pelo mundo afora.

 

A grita dos manifestantes redundou, também, em uma pressão descomunal sobre os ombros dos deputados federais. Traduzindo, a PEC 37, que tirava poder de investigação do Ministério Público, não foi aprovada. O que causa estranhamento, é que “aqueles” deputados, que antes eram favoráveis à aprovação da PEC 37, de uma hora para outra mudaram de posição, tendo no horizonte mais próximo, evidentemente, as eleições do ano que vem. Se o Brasil quer fazer uma revolução pacífica, portanto, que o faça nas urnas, retirando, de vez, das velhas moscas poder, imunidade e toda e qualquer possibilidade de conchavos.

 

 

Congressistas, pressionados pelas manifestações populares, votaram lei que concorre contra eles mesmos - Foto: Reprodução

Congressistas, pressionados pelas manifestações populares, votaram lei que concorre contra eles mesmos – Foto: Reprodução

Crime hediondo – O presidente do Senado, Renan Calheiros, incluiu a proposta na pauta numa tentativa de dar respostas às manifestações que se espalham pelo país, muitas delas contrárias ao Congresso Nacional. O projeto tramita no Senado desde 2011, mas entrou na pauta do dia 26 de junho, somente depois da pressão popular. Renan admitiu que sua votação é uma imposição das “vozes das ruas”. “Temos que aproveitar esse momento para andar com algumas matérias que não tivemos condições de andar em circunstâncias normais”, afirmou. Será que ele quis dizer com “circunstâncias normais” falta de ação dos senadores?

 

O projeto torna hediondos os crimes de corrupção ativa, passiva, concussão (tirar vantagem para si ou outra pessoa em razão da função), peculato (corrupção cometida por servidores públicos) e excesso de exação (cobrança de tributos indevidamente para fins de corrupção). Tenho de recorrer ao cantor Bezerra da Silva (1927 – 2005) que eternizou em sua música “Se Gritar Pega Ladrão” a seguinte frase: “se gritar pega ladrão não fica um, meu irmão”… Enfim, o Senado vai votar o projeto, mas sabe de antemão que muita gente, inclusive ele próprio, poderá pegar cana dura.

 

O texto também amplia as penas previstas no Código Penal para os cinco crimes de corrupção fixados no projeto. Quem for condenado por corrupção ativa, passiva e peculato terá que cumprir pena de 4 a 12 anos de reclusão, além de pagamento de multa. Para os crimes de concussão e excesso de exação, a pena fixada é de 4 a 8 anos de reclusão e multa. O Código Penal em vigor estabelece como pena para crimes de corrupção até dois anos de reclusão, que pode ser ampliada para três anos nos casos de crimes qualificados.

 

As mostras de insatisfação deixaram evidentes o que o povo espera de quem está no poder. Foi um BASTA! diferente do registrado em 1968, auge da ditadura militar, mas com resultados, por enquanto, de safanões no governo, através do engajamento de quem pensa em um Brasil melhor e mais justo sem se preocupar se continuarão a levar pancadas de quem está acima e não dá exemplo de correção.

 

Quero deixar claro, através deste blog, meu apoio incondicional aos manifestantes. O assunto é de interesse de todos, e embora não tenha me preocupado na cobertura, como quando estava na ativa do jornalismo, não deixo de me posicionar como cidadão, reforçando, assim, os quadros daqueles que lutam para viver em um país de dimensão continental com o padrão daquilo que ele representa. Quero deixar claro assim, que não defendo essa ou aquela bandeira partidária, mas sim o país que amo, o Brasil.

 

 

O bafo quente da sociedade calou governantes - Foto: Junior Lago/UOL

O bafo quente da sociedade calou governantes – Foto: Junior Lago/UOL

Sugestões – Como apenas criticar não basta, repasso aqui algumas sugestões do Raminelli e Oliveira Advogados, as quais foram recebidas por correio e, talvez, ajudem a melhorar a transparência do governo. São elas: fica abolida qualquer sessão secreta e não-pública para qualquer deliberação efetiva de qualquer uma das duas Casas do Congresso Nacional. Todas as suas sessões passam a ser abertas ao público e à imprensa escrita, radiofônica e televisiva.

 

O congressista será assalariado somente durante o mandato. Não haverá “aposentadoria por tempo de parlamentar”, mas contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) referente à sua profissão civil.

 

O Congresso (entenda-se: congressistas e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores Congressistas participarão dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.

 

Os congressistas e assessores devem pagar por seus planos de aposentadoria, assim como todos os brasileiros, bem como fica vetado aumentar seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período.

 

O Congresso e seus agregados perdem seus atuais seguros de saúde pagos pelos contribuintes e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro. O Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo brasileiro, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna do Congresso.

 

Exercer um mandato no Congresso é uma honra, um privilégio e uma responsabilidade, não uma carreira. Parlamentares não devem servir em mais de duas legislaturas consecutivas.

 

Cansado de ser segundo piloto, Mark Webber deixa a F1 - Foto: Silvia Izquierdo/News Limited

Cansado de ser segundo piloto, Mark Webber deixa a F1 – Foto: Silvia Izquierdo/News Limited

O que no começo do ano era só um rumor agora realidade. Mark Webber anunciou quinta-feira (27) que vai deixar a F1 e ingressará no programa da Porsche no Mundial de Endurance (WEC), no ano que vem. Com o anúncio, abre-se pela primeira vez em cinco anos uma vaga na Red Bull e o mais cotado para ficar com a vaga do australiano é Kimi Räikkönen, amigo pessoal de Sebastian Vettel.

 

“É uma honra ingressar na Porsche em seu retorno à categoria máxima em Le Mans e no Mundial de Endurance. A Porsche escreveu uma história como montadora e representa a tecnologia e o desempenho em seu mais alto nível. Estou muito ansioso por este novo desafio após minha passagem pela F1. A Porsche, sem dúvida, estabeleceu metas muito altas. Mal posso esperar para pilotar um dos protótipos mais rápidos do mundo”, declarou Webber.

 

Além de Webber, a Porsche já confirmou Neel Jani, Romain Dumas e Timo Bernhard em sua operação na LMP1. No ano que vem, a companhia de Stuttgart retorna à principal classe do endurance após 16 anos distante das provas de longa duração. A última vez que disputou as 24 Horas de Le Mans na LMP1 foi em 1998.

 

“Estou muito satisfeito por ter assegurado Mark Webber no nosso projeto, pois ele é um dos melhores e mais bem-sucedidos pilotos de F1 da nossa era”, declarou Wolfgang Hatz, membro do departamento de pesquisa e desenvolvimento da Porsche. “Mark, sem dúvida, é um dos melhores pilotos do mundo. Tem experiência nas 24 Horas de Le Mans e, ainda por cima, é um entusiasta da Porsche há alguns anos”, acrescentou.

 

Já o diretor esportivo da Porsche, Fritz Enzinger, que trabalhou na BMW Sauber no fim dos anos 2000, também se mostrou entusiasmado com a chegada do australiano. “Aprendi a apreciar as qualidades de Mark quando ambos estávamos envolvidos na F1. É um dos melhores pilotos que poderia imaginar para nossa equipe. Estou absolutamente encantado por termos um piloto tão regular e experiente no time a partir de 2014”, declarou.

 

 

Webber e Vettel nunca foram amigos, a desobediência do alemão, em Sepang, acendeu o estopim - Foto: Getty Images

Webber e Vettel nunca foram amigos, a desobediência do alemão, em Sepang, acendeu o estopim – Foto: Getty Images

Para Webber, esta será sua primeira experiência com protótipos. Em 1998 e 1999, ele disputou as 24 Horas de Le Mans nas classes GT1 e GTP com a Mercedes-Benz antes de retornar aos monopostos em 2000, para correr na F3000, onde seu melhor resultado foi um vice-campeonato da categoria antes de seguir para a F1 em 2002 para pilotar pela Minardi, Jaguar e Williams.

 

Em 2007, Webber foi contratado pela Red Bull, onde, apesar de consistente, nunca atingiu o mesmo nível de excelência do companheiro de equipe, o então novato Sebastian Vettel, com quem o relacionamento não foi dos melhores. A bomba-relógio estourou no GP da Malásia deste ano, quando o alemão descumpriu uma ordem do comando da equipe, ultrapassou o veterano australiano e venceu a prova. A desobediência do tricampeão mundial lhe rendeu um puxão de orelha da equipe e, possivelmente, tenha sido o motivo do descontentamento de Webber, que agora deixa a categoria.