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RICARDO RIBAS

Jornalismo feito por jornalista

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Archive for março, 2013

 

O jungle boy  correrá pela equipe Delta-ADR - Foto: José Mário Dias

O jungle boy correrá pela equipe Delta-ADR – Foto: José Mário Dias

Antonio Pizzonia engrossará a lista de pilotos brasileiros no WEC, principal campeonato de provas de longa duração e o único que recebe a chancela de Mundial da FIA ao lado da F-1 e do WRC. O piloto amazonense foi convidado pela equipe Delta-ADR, time oficial da Nissan, para disputar a prova de abertura da temporada 2013, em Silverstone, na Inglaterra, marcada para o dia 14 de abril.  Ex-piloto de Fórmula 1 e Fórmula Indy, atualmente disputando a Grand-Am pela equipe Michael Shank Racing, Pizzonia competirá na divisão LMP2 e terá como parceiros nesta prova o tailandês Tor Graves, que venceu três corridas na temporada passada, e o inglês James Walker. Para se habituar ao equipamento, o “Jungle Boy” participa de dois dias de treinos nesta quinta e sexta-feiras no circuito francês de Paul Ricard.

“Fiquei muito contente com o convite e espero extrair o máximo dessa oportunidade. No ano passado já tive oportunidade de competir em um carro da LMP2 em Laguna Seca e esses testes servirão para conhecer mais o equipamento e me entrosar melhor com a equipe. O carro é maravilhoso! É muito bom voltar a uma competição de nível mundial e espero corresponder às expectativas”, comenta Pizzonia, que terá a companhia dos compatriotas Bruno Senna e Fernando Rees no grid desta primeira corrida.

Com a presença no WEC, Pizzonia fará uma maratona intensa em abril, com três corridas em sequência: antes e depois de Silverstone, o amazonense competirá nas etapas de Barber (6 de abril) e Road Atlanta (20 de abril) da Grand-Am.

 

Cerca de 3 mil atletas vão participar da corrida - Foto: Guilherme Lara Campos/Fotoarena

Cerca de 3 mil atletas vão participar da corrida – Foto: Guilherme Lara Campos/Fotoarena

Após o sucesso das duas edições anteriores, a Indy Run volta a fazer parte da programação da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé. Promovendo a prática da corrida a pé pelo terceiro ano consecutivo, o evento acontece no dia 4 de maio, na noite anterior à quarta etapa da temporada 2013 da Fórmula Indy, no próprio Circuito Anhembi, em São Paulo (SP). Assim como no ano passado, a expectativa é de que a prova reúna cerca de três mil competidores.  O percurso será o mesmo: 8 km, o equivalente a duas voltas completas no Circuito Anhembi. O trajeto, aliás, é bastante elogiado por ser completamente plano – o que ajuda os corredores baixarem seus tempos e almejarem recordes pessoais.

A largada, será dada às 19h30, logo após o término da programação de treinos dos carros da F-Indy, e seguirá os moldes da categoria mais veloz do automobilismo mundial, com os participantes já em movimento. A concentração dos atletas está marcada para as 18h, embaixo da arquibancada do setor B. Na chegada da prova, outra característica de uma competição automobilística: os atletas que completarem a corrida serão recebidos com a bandeira quadriculada.

A inscrição pode ser feita via site (www.indyrun.com.br). Quem se inscrever receberá um kit contendo ingresso para os treinos de sábado, uma camiseta em tecido tecnológico, uma gymbag (sacola) e um número de peito, pessoal e intransferível.  Cada atleta será classificado de acordo com sua faixa etária (16 a 19 anos, 20 a 24, 25 a 29, 30 a 34, 35 a 39, 40 a 44, 45 a 49, 50 a 54, 55 a 59, 60 a 64, 65 a 69 e acima dos 70).

Neste ano, a premiação será feita com vale-compras da rede de lojas de material esportivo Centauro aos três primeiros colocados entre os homens e as mulheres. Quem completar a prova receberá uma medalha. Fredison da Costa, do Brasil, entre os homens, e Marisol Caraballo, do Uruguai, entre as mulheres, foram os campeões da prova realizada no ano passado. 

Curta a página da Indy Run no Facebook e participe de promoções e sorteios: http://www.facebook.com/indyrun8k

 

Versão estadosunidense do DTM terá peculiaridades - Foto: DTM

Versão estadosunidense do DTM terá peculiaridades – Foto: DTM

O DTM, quem diria, abriu uma nova fronteira, os Estados Unidos. A travessia do velho continente foi oficializada nesta terça-feira (26) durante um evento em Nova York. Embora com o mesmo nome, a nova categoria é resultado de um acordo entre o Grand-Am, a IMSA (Associação Internacional do Esporte a motor, em inglês) e da ITR, a Associação Internacional de Corridas de Carros de Turismo, entidade que administra o campeonato alemão. A notícia foi publicada no portal Grande Prêmio quarta-feira (27). Segundo o portal, o acordo tem objetivo dar a largada para a categoria em 2015, possivelmente correndo em conjunto com a United Sportscar, série que resultou com a fusão do Grand-Am com o American Le Mans Series e terá início já no próximo ano. Ed Bennett, chefe do Grand-Am, afirmou que ainda há muito trabalho pela frente para tornar a série uma realidade, mas que se sentia satisfeito em poder anunciar o acordo com os alemães. “O objetivo é fazer o lançamento da categoria em 2015 ou 2016″, disse à imprensa. “Mas acho importante compartilhar com o mundo essa notícia e tornar de conhecimento público na América do Norte. Hoje podemos confirmar que todos os elementos para este novo campeonato estão no lugar”, completou.

 

 

Organização juntará categorias locais no formato alemão de corridas - Foto: LAT

Organização juntará categorias locais no formato alemão de corridas – Foto: LAT

Os três fabricantes que participam do DTM foram representados na assinatura do acordo e prometeram apoio total à nova categoria. Entretanto, apenas Jens Marquardt, diretor de competições da BMW, esteve presente no anúncio. “A BMW apoia plenamente o novo campeonato. Acho que hoje estamos muito no início de uma plataforma de corrida que será bastante emocionante para os EUA”, salientou o dirigente da marca bávara. Hans-Werner Aufrecht, chefe do DTM, se mostrou contente também com o acordo e ressaltou ainda que o novo regulamento do campeonato alemão de turismo agora “oferece uma plataforma global para os fabricantes e oportunidades para correr em uma mesma base técnica, o que é atrativo para os principais mercados, como a América do norte, a Ásia e a Europa”.

 

Bennett ainda falou em um campeonato com oito etapas no primeiro ano da categoria, “com a possibilidade de acrescentar mais uma no futuro”. E o formato planejado são corridas com duração entre 1h10min e 1h15min. O anúncio do novo campeonato acontece após cinco anos de negociações entre o ITR e o Grand-Am.

 

O que surpreende, no entanto, é a ausência de uma marca genuinamente estadosunidense, sinônimo de orgulho da nação de Tio Sam. Resta esperar que as provas do DTM disputado por lá não seja repleto de bandeiras amarelas, que para alguns “apimenta a competição” ao juntarem o bloco, mas, também, arrancam a fórceps a graça das corridas, que, no DTM original não existe. Vamos acompanhar!

 

Bruna Tomaselli, 15 anos, 4ª colocada na estreia no automobilismo - Foto: Erno  Drehmer

Bruna Tomaselli, 15 anos, 4ª colocada na estreia no automobilismo – Foto: Erno Drehmer

Quem um dia afirmou “mulher a vista perigo na pista” mordeu a língua. A participação feminina no esporte a motor tem crescido e muitas deles botam a marmanjada no chinelo. Elas são lindas, jovens e muito competentes sobre o asfalto. Pelo menos pelo que demonstrou no passado Bia Figueiredo, que, no kart, enfiava tempo goela abaixo da rapaziada, ou Suzane Carvalho, primeira mulher a se tornar campeã da F-3 Sul-americana, o que lhe valeu, inclusive, verbete no Guiness Book. A catarinense Bruna Tomaselli (Mormaii), de 15 anos, estreou no automobilismo no último domingo (24), literalmente com o pé direito ao terminar a prova inaugural da Fórmula Júnior em 4º lugar nas duas baterias da rodada.

 

“Tudo saiu melhor do que eu esperava, já a partir da tomada de tempos”, revela Bruna Tomaselli, que reside na pequena Caibi, em Santa Catarina. “Os treinos não foram muito bons em termos de resultados, mas serviram para que encontrássemos um bom acerto para o equipamento”, completa. A Fórmula Júnior nasceu para servir como ponte para o kartista iniciar no automobilismo, utiliza motores 1.4 de 16 válvulas e câmbio Hewland. Trocar marchas não era algo a que Bruna Tomaselli estava acostumada. “Fizemos alguns treinos coletivos na Fórmula Júnior e, depois que minha participação no campeonato ficou definida, também treinei com os karts de marcha da Shifter, para tentar me adaptar mais rápido a esta troca de marchas”, contou.

 

 

Bruna, ex-kartista, participa da F-Júnior gaúcha - Foto: Erno  Drehmer

Bruna, ex-kartista, participa da F-Júnior gaúcha – Foto: Erno Drehmer

O quarto lugar no pódio da estreia da Fórmula Júnior, superando nove concorrentes, foi muito comemorado por Bruna Tomaselli (Mormaii), pela equipe Giocar, pelos familiares e torcedores, e por José Nascimento e os integrantes da JZ Racing, equipe da piloto nas provas de kart. “Foi uma experiência única, emocionante, bem diferente do kart. Fazer aquela famosa curva 1 de Tarumã foi simplesmente fantástico”, vibrou Tomaselli. “Já estou ansiosa pela próxima etapa, mas antes quero agradecer a dedicação e o trabalho da Giocar em todo final de semana, mas especialmente quando resolveu um problema sério no carro entre as duas baterias. Muito desse resultado devo a todos da equipe”, completa.

 

Vânio Tomaselli, pai de Bruna, era um dos mais entusiasmados após as provas. “Para mim a Bruna teve um começo que superou minhas expectativas, porque nos treinos coletivos o tempo dela sempre estava longe dos primeiros. Ela nos surpreendeu logo na tomada de tempos, quando ficou em quarto, a 176 milésimos do pole, largando na segunda fila”, disse Vânio. “E durante as duas baterias, apesar de ter perdido algumas posições nas largadas, demonstrou sua tradicional garra e finalizou na quarta posição”, continuou Tomaselli, que elogiou também os promotores do evento. “Estão de parabéns. Ficou claro para mim que a Fórmula Júnior será um sucesso, porque é conduzida por pessoas sérias e competentes”, finalizou. A Fórmula Júnior, que teve sua primeira etapa vencida pelo gaúcho Victor Hugo Matzenbacker, será disputada nos dias 20 e 21 de abril, em Guaporé.

 

 

Sabrina Paiuta deu aula de pilotagem ao sair de último e chegar em primeiro - Foto: Divulgação

Sabrina Paiuta deu aula de pilotagem ao sair de último e chegar em primeiro – Foto: Divulgação

Última foi a primeira – Ainda no domingo, o autódromo de Interlagos recebeu a 2ª etapa do Campeonato Paulista de Motovelocidade. Na pista as disputas foram acirradas em todas as categorias, mas foi na 300cc que a garra pôde ser observada com mais evidência, na corrida de uma mulher que deu uma aula de pilotagem e mostrou aos demais competidores que não está ali a passeio e sim para competir de igual para igual com os homens. O nome da jovem: Sabrina Paiuta. Por causa de um compromisso no sábado, Sabrina não participou dos treinos classificatórios largou da última posição.

 

 

Impondo um ritmo muito forte já na largada, a pilota paulista ganhou várias posições e nas primeiras voltas já brigava com os ponteiros para assumir a liderança da prova. Na 5ª volta a competição foi parada com bandeira vermelha por conta de um acidente e os pilotos tiveram que fazer uma nova largada. Sabrina, que já estava em 1º, largou na ponta e duelou por um tempo com outro competidor, que acabou conseguindo ultrapassá-la. “Depois da queda que sofri na 1ª etapa da Copa Ninja, fiquei bastante cautelosa e preferi agir com cuidado” revela a pilota.

 

 

Sabrina já correu em outras categorias de motovelocidade - Divulgação

Sabrina já correu em outras categorias de motovelocidade – Divulgação

Entretanto, na última curva Sabrina colou no ponteiro e conseguiu a ultrapassagem na reta final, cruzando a linha de chegada em 1º lugar. “Participei dessa etapa do Paulista de Motovelocidade como forma de treino e preparação para encarar os próximos desafios que virão” concluiu ela. E aí, bonitão marrento, vai encarar as moças?

 

No pódio, todo mundo com cara de poucos amigos - Foto: Sutton Images

No pódio, todo mundo com cara de poucos amigos – Foto: Sutton Images

Sebastian Vettel venceu o GP da Malásia, disputado no circuito de Sepang na madrugada de domingo (24) no Brasil após uma disputa acirrada com seu companheiro de equipe Mark Webber, segundo colocado na etapa. Foi uma corrida sensacional com várias trocas de posições. Mas o clima ficou tenso dentro da Red Bull e também na Mercedes. Isto porque o alemão tricampeão mundial fez que não entendeu as ordens dos boxes, via rádio para manter posição, e partiu feito uma fera para cima do australiano, o que gerou desconforto declarado. O mesmo aconteceu na Mercedes. A disputa entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg seguiu o mesmo roteiro dos pilotos da equipe dos energéticos. O inglês estava mais lento na pista e Rosberg pediu autorização para passa-lo. O pedido foi negado por Ross Brown, chefe da equipe, que recebeu um aviso do piloto, via rádio: “lembre-se de hoje”. O couro vai comer. No pódio, os três pilotos estavam de cara amarrada, sinal que o assunto vai render. Massa fechou o Top-5.

 

 

Alonso bate na traseira do carro de Vettel e termina prova na brita - Foto: FOMTV

Alonso bate na traseira do carro de Vettel e termina sua 200ª prova pela Ferrari na brita – Foto: FOMTV

As manobras de Vettel e Hamilton não foram ilegais, mas romperam as determinações das chefias. Daí a insatisfação de quem foi preterido, no caso, Webber, na Red Bull, e Rosberg, na Mercedes. O fato é que quando se instala um clima de animosidade dentro de um time alguém sempre sai perdendo e uma teórica colaboração acaba indo para o ralo. O tricampeão mundial tocou a Hungry Heidy (Heidy Faminta em português), como apelidou a RB9, com pneus em melhores condições que a de seu companheiro de equipe. Hamilton, apesar de mais lento que Rosberg, fez o que um piloto com vontade de levar o caneca faria, ou seja, não tomou conhecimento de nada.

 

Hamilton, aliás, foi responsável pelo momento comédia da corrida, durante sua primeira parada nos boxes ao quase estacionar sua Mercedes na garagem da McLaren, sua ex-equipe. O ato falho fez com que ele perdesse um tempo. Já Fernando Alonso, da Ferrari, que disputou seu 200º GP pela equipe de Maranello, foi partiu da quarta posição para a segunda logo na largada, que aconteceu com pista úmida. Afoito, ralou na traseira do carro de Vettel, detonou a asa dianteira. Por não parar nos boxes para troca do bico, o artefato foi literalmente engolido pelo F138, fazendo o asturiano virar passageiro até parar na brita. Fim de corrida e como prêmio, agora está dois pontos atrás de Felipe Massa no placar geral.

 

Adrian Newey dá uma intimada em Vettel por não respeitar ordem - Crédito: Reprodução/ TV Globo

Adrian Newey dá uma intimada em Vettel por não respeitar ordem – Crédito: Reprodução/ TV Globo

 

A próxima prova será o GP da China, no dia 17 de abril.

 

F1, GP da Malásia, resultado final:

 

Crédito: f1.com

Crédito: f1.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

F1, tabela geral após 2 provas:

 1) S. Vettel – 40 pts

 2) K. Raikkonen – 31

 3) M. Webber – 26

 4) L. Hamilton – 25

 5) F. Massa – 22

 6) F. Alonso – 18

 7) N. Rosberg – 12

 8) R. Grosjean – 9

 9) A. Sutil – 6

10) P. di Resta – 4

Fonte: FOM

 

Pódio da categoria L200 Triton ER - Foto: Ricardo Leizer

Pódio da categoria L200 Triton ER – Foto: Ricardo Leizer

Competidores em busca de novos desafios. A abertura da 14ª temporada da Mitsubishi Cup, sábado (23), começou cheia de adrenalina e velocidade. Presente no calendário da competição de rali cross country de velocidade há 14 anos, Ribeirão Preto recebeu as duplas com um trajeto repleto de novidades.  O percurso de 32 quilômetros foi invertido e contou com trechos inéditos, construídos pela equipe técnica. Na época do ano em que a cana está muito alta, o grande desafio das duplas foi o entrosamento, já que piloto e navegador precisaram estar muito afinados para superar as várias curvas e trechos estreitos, com muita alteração de grip (aderência).  Além do novo trajeto, os competidores enfrentaram mudanças no piso. Depois de uma semana de fortes chuvas em Ribeirão Preto, o sol brilhou forte. Na primeira prova, o trajeto estava bem úmido, mas aos poucos a pista secou, o que trouxe as características nuvens de poeira vermelha – e também ajudou a reduzir o tempo das voltas.

“É sempre bom começar ganhando. Nós sabíamos que seria difícil e andamos sempre muito forte, melhorando a cada prova. Nunca ninguém na categoria L200 Triton RS havia conquistado as três provas de estreia. Então nos motiva muito, ainda mais porque o percurso foi complicado. Esperávamos uma pista molhada, mas o sol acabou mudando todas as características”, explica Cristian Baumgart, atual tricampeão da Mitsubishi Cup ao lado de Beco Andreotti.

A etapa de Ribeirão Preto contou também com a estreia de duplas experientes em novas categorias. “Mudar é sempre complicado. Você tem que aprender a guiar o carro, já que ele é muito diferente. Mas é bom para crescer como piloto. Você só evolui quando anda em novos carros e a L200 Triton RS é ótima”, conta Marcelo Mendes, campeão em 2012 na categoria L200 Triton ER Master e 3º colocado na etapa de Ribeirão Preto.

 

Jovens navegadores encararam calor, poeira e barro em troca de adrenalina - Foto: Ricardo Leizer

Jovens navegadores encararam calor, poeira e barro em troca de adrenalina – Foto: Ricardo Leizer

Renovação –  A primeira etapa da Mitsubishi Cup ficou marcada também pelo grande número de competidores jovens. Assim como vem acontecendo há algumas temporadas, pilotos e navegadores entre 18 e 22 anos estão, cada vez mais, comparecendo às etapas, já que enxergam a competição como uma escola de rali cross country de velocidade.  Rafael Cassol é um dos exemplos.  Campeão da categoria Pajero TR4 ER Master em 2012, ele tem apenas 22 anos e este ano está em um novo desafio: a L200 Triton RS. “A categoria tem concorrentes fortes, que andam muito. É um desafio a mais. Então, a sincronia entre piloto e navegador tem que ser mais acertada”, conta ele. “A prova começou com o piso muito úmido, mas o sol forte ajudou a secar a terra e a prova ficou muito técnica, com curvas cegas por causa da cana alta. Muito divertida”, completa.

Outro competidor jovem que vem se destacando é Victor Ristow. Ao lado do pai, Jocimar, o navegador de 19 anos vem mantendo um ótimo aproveitamento na Mitsubishi Cup. “Começamos este ano forte novamente, com um carro novo. Mas não tem mistério. Você precisa andar sempre com o pé embaixo, giro alto e acelerar”, conta Victor, campeão em 2012 na categoria Pajero TR4R.

Na categoria L200 Triton ER Master, Zé Hélio e Idali Bossi subiram ao lugar mais alto do pódio. “É bom demais ganhar a Mitsubishi Cup. Esse ano eu vim para competir mesmo, já que 2012 foi um ano de adaptação. E é uma honra sair liderando um campeonato tão competitivo como esse”, exalta o piloto Zé Hélio.  Já na L200 Triton ER, os campeões foram os estreantes na categoria Fernando Ewerton e Pedro Enrico. “Nada melhor do que começar o ano com o pé direito, afinal, foram três vitórias em três provas. Esse resultado surpreendeu até nós mesmos, já que é nosso primeiro ano com o carro e também como dupla. Foi sensacional”, afirma Fernando.

As categorias de Pajero TR4 também abriram a temporada 2013 com muitas disputas e emoções. Na Pajero TR4ER Master, a vitória ficou com os irmãos Rodrigo e Ronald Leis. “A prova foi fantástica. A tendência agora que ganhamos é relaxar, mas não vamos. Você tem que arriscar para se manter entre os primeiros”, disse o navegador, que viu Ricardo Aguiar e George Humberto ficarem com a primeira colocação na Pajero TR4R.

A Mitsubishi Cup volta a se encontrar no dia 04 de maio, em Mafra (SC).

Resultados – 1ª etapa – Ribeirão Preto (SP)

L200 Triton RS
1) Cristian Baumgart / Beco Andreotti (São Paulo / SP) – 45 Pontos
2) Marcos Cassol / Luis Felipe Eckel (Rio Verde / GO) – 41 Pontos
3) Marcelo Mendes / Deco Muniz (Juiz de Fora / MG) – 38 Pontos
4) Juliano Diener / Vitor Muench (São Bento do Sul / SC) – 35 Pontos
5) Fabio Prada / Edgar Fabre (Catalão / GO) – 29 Pontos

L200 Triton ER Master
1) Jose Helio Filho / Idali Bossi (São Paulo / SP) – 45 Pontos
2) Lucas Moraes / Kaique Bentivoglio (Santana do Parnaíba / SP) – 42 Pontos
3) Felipe Ewerton / Rodrigo Mello (Brasília / DF) – 38 Pontos
4) Gustavo Xavier / Emerson Arakaki (Maceio / AL) – 35 Pontos
5) Marco Falchetti / Ivo Mayer (Tubarão / SC) – 33 Pontos

L200 Triton ER
1) Fernando Ewerton / Pedro Eurico (Brasília / DF) – 45 Pontos
2) Seigo Nakamura / Jorge Kupferminz (São Paulo / SP) – 42 Pontos
3) Glauber Fontoura / Minae Miyauti (São Paulo / SP) – 34 Pontos
4) Cleber Rosa / Eduardo Rebouças (Fortaleza / CE) – 33 Pontos
5) Fabricio Bianchini / Caio Santos (São Paulo / SP) – 31 Pontos

Pajero TR4 ER Master
1) Rodrigo Leis / Ronald Leis (Niteroi / RJ) – 43 Pontos
2) Sergio Gugelmin / Marcos Maia (Lages / SC) – 42 Pontos
3) Eder Benito / Fernando Abe (Indaiatuba / SP) – 39 Pontos
4) Henry Grosskopf / Gunnar Dums (São Bento do Sul / SC) – 37 Pontos
5) Renato Kahn / Gilze de Araújo (São Paulo / SP) – 32 Pontos

Pajero TR4 ER
1) Jocimar Ristow / Victor Ristow (Niterói / RJ) – 45 Pontos
2) Albano Parente Jr. / João Joca (Rio de Janeiro / RJ) – 39 Pontos
3) Wagner Roncon / Joselito Junior (Ribeirão Pires / SP) – 36 Pontos
4) Carlos Girolla / Gilberto Júnior (Blumenau / SC) – 31 Pontos
5) Vilson Thomas / William Thomas (Brasília /DF) – 30 Pontos

Pajero TR4R
1) Ricardo Aguiar / George Machado (João Pessoa / PB) – 42 Pontos
2) Diogo Cavalcante / Rogerio Almeida (Maranguape / CE) – 42 Pontos
3) Bruno Cassol / Thiago da Silva (Porto Alegre / MG) – 40 Pontos
4) Celio di Pace / Luciano Wanderley (João Pessoa / PB) – 35 Pontos
5) Luiz Neto / Doris Van Hees (Maceió / AL) – 33 Pontos

Fonte: Mitsubishi

14ª Temporada da Mitsubishi Cup começa este sábado, 23 - Foto: Ricardo Leizer

14ª Temporada da Mitsubishi Cup começa este sábado, 23 – Foto: Ricardo Leizer

A 14ª temporada do rali cross country de velocidade Mitsubishi Cup começa neste sábado, 23 de março, em Ribeirão Preto (SP). “Apesar do destino conhecido, a pista é completamente nova, com partes rápidas e bem técnicas, terra batida e cascalho em alguns pontos”, explica Corinna Souza Ramos, diretora de Projetos Especiais da Mitsubishi.  Assim como nos outros anos, cada etapa da Mitsubishi Cup contará com três provas. Em Ribeirão Preto, a pista terá aproximadamente 30 quilômetros. “Nossa equipe técnica especializada trabalhou para explorar novos trajetos. É por isso que a Mitsubishi Cup tem a tradição de ser um campeonato de rali muito competitivo e disputado”, diz.

Entre os pilotos confirmados, os irmãos Marcos e Cristian Baumgart devem protagonizar mais uma temporada emocionante. Em 2012, os dois chegaram à última etapa com apenas um ponto de diferença – Cristian levou a melhor e garantiu o posto de campeão da categoria L200 Triton RS. “O grid da Mitsubishi Cup está melhorando todos os anos e a intenção é sempre buscar o máximo, fazendo o que eu gosto, com muita vontade e garra”, afirma Marcos Baumgart. Rafael Cassol também estará presente, agora correndo com uma L200 Triton ER – ele foi campeão na categoria TR4 ER Master em 2012.

 

Premiação –  A Mitsubishi Cup oferece uma das maiores premiações do automobilismo brasileiro. Em 2013 o prêmio total será de mais de R$ 555 mil reais, que serão distribuídos aos vencedores no decorrer de sete etapas.

 

Programação da 1ª Etapa da Mitsubishi Cup – Ribeirão Preto (SP)

22 de Março – Sexta-feira
Vistoria e Briefing: Hotel JP – Rod. Anhanguera km 308, Ribeirão Preto-SP / (WP -21 12′ 41,19″ / -47 45′ 28,87″)

9h às 13h: Vistoria (Pajero TR4ER Master, Pajero TR4ER e Pajero TR4R)
Apoio e Pista – Fazenda Santa Francesca: Rod. Via Anhanguera km 286, Cravinhos -SP / (WP -21 22′ 49,30″ / -47 41′ 44,29″)

19h - Briefing para pilotos e navegadores

23 de Março – Sábado
Local: Apoio, Pista e Lounge – Fazenda Santa Francesca: Rod. Via Anhanguera km 286, Cravinhos – SP / (WP -21 22′ 49,30″ / -47 41′ 44,29″)

  8h00 – 1ª Largada
10h30 – 2ª Largada
13h00 – 3ª Largada
16h30 – Início da Premiação

Fonte: Mitsubishi

 

Bandidos usam motos para assaltos, mas quem é prejudicado é o cidadão comum - Reprodução

Bandidos usam motos para assaltos, mas quem é prejudicado é o cidadão comum – Reprodução

Vergonha alheia. O governo do estado de São Paulo proíbe, através da Lei 14.955, motociclistas de entrar em postos de combustíveis, entre outros, usando capacete. A medida tem como objetivo reduzir o índice de assaltos e da criminalidade, que já é uma verdadeira barbárie. Se o motociclista for flagrado com o equipamento de segurança é multado em R$ 500,00 e dobra se reincidir. Um absurdo! Crimes cada vez mais cruéis são cometidos contra a sociedade nas barbas do governo, que insiste em aplicar medidas paliativas de combate à bandidagem para justificar sua incompetência administrativa. A necessidade do governo de buscar culpados e não a causa é, portanto, inconsistente (para não dizer irritante). Dá para apontar falhas em todas as esferas. A cidade de São Paulo está às escuras, sucateada, loteada e apavorada pelo avanço incontrolado e temido de facções criminosas, que são mais bem estruturadas que o próprio governo.

 

 

Vias mal cuidadas, bueiros cheios, enchentes, entre outros, é o cenário ideal para a ação de criminosos - lixo acumulado-enchente_Marcio Fernandes/AE

Vias mal cuidadas, bueiros cheios, enchentes, lixo acumulado , entre outros, formam o cenário ideal para a ação de criminosos – Marcio Fernandes/AE

 

Você, caro leitor, deve estar se perguntando qual o motivo da minha indignação, certo? Eu respondo talvez de uma forma menos elegante, mas incisiva. Se o governo está preparado para multar porque não está preparado para resguardar quem trabalha quatro meses por ano para pagar impostos e com isso alimentar a sempre inchada máquina administrativa? É inaceitável procurar por uma delegacia no final de semana e encontra-la fechada. Quer dizer, então, que os criminosos tiram de folga depois das 18 horas e sábados e domingos? Por favor, não?

Quem transita pela região central da capital, a quarta maior cidade do mundo, a locomotiva da nação, como afirmam garbosos políticos em seus discursos entusiasmados de campanha, vê a olhos nus que ela mais parece uma “obra de arte” da instalação do fim do mundo. É bem verdade dizer que o lixo acumulado pelas ruas reduziu de volume, mas também é preciso afirmar que a capital continua imunda e insegura. As esferas estadual e municipal parecem estagnadas, de mãos atadas. Esse cenário nebuloso favorece a ação de criminosos, que não estão nem aí para as leis.

 

 

Basta chover mais forte para a Capital ficar às escuras com semáforos embandeirados, complicando o transito. Já os radares nunca param. Por que será? - Reprodução Estadão

Basta chover mais forte para a Capital ficar às escuras com semáforos embandeirados, complicando o transito. Já os radares nunca param. Por que será? – Reprodução Estadão

Nenhuma medida proibitiva foi tomada contra flanelinhas, limpadores de vidros, invasão de imóveis particulares e públicos, de combate ao tráfico de drogas, entre outros – são muitos –, mas dar uma canetada para complicar a vida dos motociclistas, sim, e, para variar, com multa. Não bastasse as blitzes para conferir se motofretistas e mototaxistas se enquadraram às novas regras, que não são ruins e os profissionais, vale lembrar, tiveram tempo de sobra para adesão e fizeram. Mais uma vez uma vez a maioria é prejudicada por uma minoria que não vai cumprir a lei já que está fora dela, como já foi dito aqui. A certeza da impunidade favorece o crime e é nela que o bandido se apoia.

 

 

José Bittencourt (PDT-SP), o pai da lei - Reprodução

José Bittencourt (PDT-SP), o pai da lei – Reprodução

Lei que serve para nada – Agora, o que causa espanto e indignação é a Lei é a n.º 14.955 (leia a íntegra da lei abaixo), sancionada pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que, pasme, proíbe o uso de capacetes ou qualquer tipo de objeto que esconda o rosto em estabelecimentos comerciais do Estado de São Paulo. Proposta pelo deputado José Bittencourt (PDT-SP) que declara: “Todas as pessoas têm de entrar nos estabelecimentos com a cara descoberta”. Nos postos de combustíveis, por exemplo, os motociclistas deverão parar antes da faixa amarela que delimita a área do estabelecimento, retirar o capacete e seguir até a bomba para abastecer. Dá para entender, amigo leitor? Tudo bem, que a regra de etiqueta diz que não se deve usar chapéu ou boné dentro de recintos fechados, mas o uso do capacete é questão de segurança. Se faltam ilhas de inteligência e de combate eficaz ao crime, não é o motociclista o culpado, mas sim de quem deveria zelar pela segurança nas ruas, no caso, os governos, através das polícias.

 

Lei não vai impedir a ação de assaltantes já que eles são delinquentes - Reprodução

Lei não vai impedir a ação de assaltantes já que eles são delinquentes – Reprodução

A multa para quem infringir a nova Lei é de R$ 500,00, aplicada em dobro em casos de reincidência. Os comerciantes deverão colocar placas na entrada dos estabelecimentos indicando a proibição. A Polícia Militar fiscalizará e será responsável pelo cumprimento da Lei junto com a Polícia Civil e a Guarda Civil Metropolitana. Cá entre nós, são polícias demais para segurança precária, concorda?

 

Para o presidente do Sincopetro-SP, José Alberto Paiva Gouveia, a Lei facilitará a investigação dos crimes, mas não vai diminuir a ação dos ladrões. Em nota através de sua assessoria de imprensa, a Polícia Militar afirma que “as restrições impostas pela nova lei podem ser, na prática, um inibidor para os delitos praticados com o auxílio de motocicletas”.

 

 

Governador de São Paulo Geraldo Alckmin passou a bola para a Assembleia Legislativa para aprovar ou não a lei - Reprodução

Governador de São Paulo Geraldo Alckmin passou a bola para a Assembleia Legislativa para aprovar ou não a lei – Reprodução

Gouveia está coberto de razão. As polícias precisam, sim, se antecipar aos criminosos, pensar como eles e não acreditar que o cara que comprou uma moto de luxo, cara, de alta cilindrada vai dar mole ao estacionar antes da “faixa amarela” para retirar o capacete e empurrar a furiosa, quase sempre pesada, até a bomba de combustível só porque a lei assim o determina. Nesse hiato de tempo pode aparecer um bandido e o dono da moto entrar na estatística de roubo seguido de morte, enquanto o criminoso não vai estar nem aí, pois sabe que será apenas um “suposto”, e se for preso responderá em liberdade.

O governo estadual informou em nota que só vai multar os motociclistas quando a lei for regulamentada. O prazo para isso não foi definido. Esperemos que ela não passe.

 

Eis a íntegra a lei:

“LEI Nº 14.955, DE 12 DE MARÇO DE 2013″

(Projeto de lei nº 823/09, do Deputado José Bittencourt – PDT) Proíbe o ingresso ou permanência de pessoas utilizando capacete ou qualquer tipo de cobertura que oculte a face nos estabelecimentos comerciais, públicos ou privados.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:

Faço saber que a Assembleia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º – Fica proibido o ingresso ou permanência de pessoas utilizando capacete ou qualquer tipo de cobertura que oculte a face nos estabelecimentos comerciais, públicos ou privados.

§ 1º – Os efeitos desta lei estendem-se aos prédios que funcionam no sistema de condomínio.

§ 2º – Nos postos de combustíveis, os motociclistas deverão retirar o capacete antes da faixa de segurança para abastecimento.

§ 3º – Os bonés, capuzes e gorros não se enquadram na proibição, salvo se estiverem sendo utilizados de forma a ocultar a face da pessoa.

Artigo 2º – Os responsáveis pelos estabelecimentos de que trata a presente lei deverão afixar, no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da data de sua publicação, uma placa indicativa na entrada do estabelecimento, contendo a seguinte inscrição: “É PROIBIDA A ENTRADA DE PESSOA UTILIZANDO CAPACETE OU QUALQUER TIPO DE COBERTURA QUE OCULTE A FACE”.

Parágrafo único – Deverá ser feita menção, na placa indicativa, ao número desta lei, bem como à data de sua publicação, logo abaixo da inscrição à qual se refere o “caput” deste artigo. Artigo 3º – A infração às disposições da presente lei acarretará ao responsável infrator multa no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais), aplicada em dobro em caso de reincidência. Artigo 4º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, 12 de março de 2013.

GERALDO ALCKMIN

Eloisa de Sousa Arruda

Secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania

Fernando Grella Vieira Secretário da Segurança Pública

Edson Aparecido dos Santos Secretário-Chefe da Casa Civil Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 12 de março de 2013.”