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RICARDO RIBAS

Jornalismo feito por jornalista

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Archive for fevereiro, 2011

Bolsa premiará a melhor kartista nascida entre 1994 e 1996 com uma temporada no automobilismo

O ditado popular que dizia “mulher na pista perigo a vista” ou “mulher no volante perigo constante” caiu na lona nocauteado. Os esportes a motor, que era reduto de homens hoje é também disputado por mulheres pilotas, muitas delas grandes vencedoras. De olho nisso, a Comissão da FIA para Mulheres e Esportes a Motor anunciaram a criação de um programa de desenvolvimento para kartistas do sexo feminino. Ao lado da  CIK-FIA – entidade que regula as competições oficiais de kart – a comissão irá criar um novo programa para as pilotas, cujo prêmio será uma bolsa para competir em alguma categoria júnior do automobilismo.

.As confederações de cada país terão até o dia 1º de março para indicar um nome a FIA, para participar da seleção. As candidatas deverão ter nascido entre 1994 e 1996 e ter em posse a licença Grace-C Junior International Karting. É bem possível que o Brasil tenha uma representante, mas para isso aconteça será preciso muito mais que força de vontade e talento, visto que o kartismo nacional está capengando em função do custo exorbitante da categoria e da falta de opções de categorias intermediárias entre estreantes e profissionais, como no passado.

As dez escolhidas pela Comissão da FIA e pela CIK-FIA irão participar de testes entre os dias 26 e 27 de abril, em Genebra, quando a kartista de melhor desempenho receberá o convite para participar do Troféu CIK-FIA da Academia de Kart, considerado o mundial da FIA da categoria. Em 2011, o troféu será composto por três corridas, além dos testes de pré-temporada em junho, e contará com 51 participantes. Além da garota escolhida, os outros 50 competidores serão selecionados um de cada país.

Michelè Mouton, presidente da Comissão da FIA para Mulheres e Esportes a Motor, comemorou a iniciativa da entidade. “Nós estamos encantados em poder trabalhar com a CIK-FIA nesse novo projeto. Essa é uma  boa oportunidade para as meninas demonstrarem talento em nível internacional”, disse.

A pilota Ana Beatriz Caselato Gomes de Figueiredo ou Bia Figueiredo, como ficou popularmente conhecida, iniciou sua carreira no kart, como muitos pilotos. Na época tinha apenas 8 anos. Permaneceu no kart por 9 anos e obteve dois vice-campeonatos: paulista e brasileiro. Em sua carreira na categoria de base, Bia conquistou nada menos que dois vice campeonatos Paulista e Brasileiro de Kart, jogando poeira nos capacetes de muitos meninos. Bia foi também a primeira brasileira a disputar a Indy Series, tornando vencedora da prova de Iowa da Indy Light, nos Estados Unidos.

Antes do surgimento de Bia, a ex modelo e atriz Suzane Carvalho foi campeã brasileira de kart em 1989 e campeã brasileira e sulamericana de Fórmula 3 categoria e acumulou títulos em outros. Hoje, Suzane pilota o Centro de Treinamento de Pilotos, no Rio de Janeiro, é testadora de veículos para jornais e revistas especializadas. Do seu centro de treinamento destacam-se alguns nomes, os quais no futuro poderão representar o Brasil, entre eles, Sabrina Kuronuma,o Luana Pedrosa e Marina Hutzler, todas jovens interessadas em seguir no automobilismo.

João Paulo de Oliveira, piloto vencedor no Japão, escreveu manifesto que resume com clareza a situação do automobilismo brasileiro e projeta, com propriedade, a falência do esporte no país.

O piloto brasileiro João Paulo de Oliveira é um piloto bem-sucedido. Ele tem em sua trajetória títulos na Fórmula 3 Sul-Americana, Alemã e Japonesa, além da Fórmula Nippon. Aos 29 anos e há sete anos radicou-se e vive de seu inquestionável talento ao volante no outro lado do mundo. “JP”, como é popularmente conhecido no meio, é um acumulador de vitórias em diversas categorias, chamou a atenção de Frank Williams, para quem fez um bom teste com o carro de Fórmula 1 do time de Grove em 2006. Preferiu a garantia oriental à loteria na Europa.

JP pouco ou quase nada tem a provar sobre sua eficácia ao volante seja em monopostos ou em carros de turismo. O currículo é autoexplicativo. Seu reconhecimento é tamanho que disputará, este ano, o Campeonato de Turismo Japonês, uma espécie de DTM de olhos puxados (Campeonato Alemão de Turismo)  pela Nissan na Super GT. Simples, educado e alheio a grandes badalações, é também um cara atento ao que acontece no automobilismo praticado no Brasil e demonstrou, com clareza, um manifesto em seu blog que deveria ser lido por todos que militam no esporte a motor. Eis, abaixo, a íntegra do manifesto.

Para onde vamos? A realidade atual do nosso automobilismo

Que há muita coisa errada no automobilismo no Brasil, já sabemos, mas por onde começar a corrigir?
Recentemente li declarações de Felipe Massa sobre o futuro dos brasileiros na Fórmula 1. De acordo com ele o Brasil deve não ter mais representantes por lá em breve.

Concordo. Penso que estamos caminhando para uma era onde não teremos mais pilotos com condições de estar na principal categoria do automobilismo mundial.

Vamos analisar a situação de uma forma lógica. Há 10 anos o Brasil tinha pelo menos entre 8 a 10 pilotos que despontavam em categorias importantes e ganhavam espaço. Hoje temos 1 ou 2 no máximo com capacidade, mas que disputam categorias de “2º escalão” na Europa. Porque isso aconteceu?

Primeiramente vamos ao Kart, o berço do automobilismo. Há 15, 20 anos atrás tínhamos um kartismo muito forte. Pilotos vinham de todos os lados do Brasil para competir em São Paulo no campeonato paulista, o principal e mais disputado certame do Brasil. Hoje em dia o kartismo no Brasil anda apagado por falta de incentivos e devido ao alto custo.

Depois do Kart, tínhamos Formula Ford, Formula Chevrolet e Formula 3. As duas primeiras estão extintas. A última, anda de muletas.

Infelizmente essas categorias, que são essenciais para o aprendizado e dão ao piloto a experiência básica necessária para partir rumo a Europa, vão se extinguindo.

Um fator interessante a ser levantado: Por que há 10 anos tínhamos tantos pilotos com condições e hoje não, considerando o crescimento de nossa economia e a recente valorização do real frente ao dólar e euro? Deveríamos contar com mais pilotos lá fora, não? Algo está errado.

Diante dessas circunstâncias, alguns como o próprio Felipe Massa, fazem o que podem para tentar resgatar nosso automobilismo, porém a realidade é dura. Ele já alertou para a falta de apoio e diz que continuará tentando, mas que o saco tem fundo.

No kart um grupo de pilotos de larga experiência vem buscando em uma liga criada por eles maior espaço para o kartismo e os primeiros passos tem sido promissores. Espero que continuem lutando.

Vou levantar aqui um fator irrelevante na formação de pilotos, mas que se deve a falta de ética de alguns relacionados ao automobilismo no Brasil e consequentemente as dificuldades que enfrentamos.

Sabe quanto custa para renovar uma licença internacional de piloto com a CBA? R$ 1.615,00. Gostaria de saber quais benefícios aos pilotos estão incluídos nesse valor. No Japão, a renovação da equivalente custa 200 dólares na JAF (Federação Japonesa de Automobilismo, correspondente a CBA). O piloto recebe uma carteira que lhe dá direito a serviço de assistência 24h na cidade e rodovias em caso de emergência, recebe mensalmente uma revista com notícias, informações e também descontos em manutenção de automóvel caso seja preciso. Interessante não? Se formos comparar custo x benefício perdemos de goleada.

Além das dificuldades atuais em que se encontram nossas categorias de base nos monopostos, grande parte dos pilotos atuais buscam se profissionalizar na Stock car, nossa principal categoria. Hoje, muitos pilotos da atual Stock seriam potenciais pilotos de Fórmula 1. Muitos levantam até R$ 1.500.000,00 por ano para competir uma temporada. Se estivéssemos no caminho certo, muitos desses pilotos estariam investindo esse dinheiro em categorias de acesso a Fórmula 1 na Europa. Sem desmerecimento algum a Stock, que, diga-se de passagem, vem crescendo em virtude de contar com gente qualificada e com visão, mas pilotos jovens devem ao menos ter uma chance de se provar na Europa.

A realidade atual é que estamos entrando em extinção. O Brasil continuará produzindo talentos no Futebol e alguns outros esportes tendem a crescer já que temos Olimpíadas se aproximando. Isso causará incentivos em nosso esporte de uma forma geral, mas o automobilismo está numa descida em ponto morto e sem freio de mão.

Agora, só sendo super-herói!

João Paulo de Oliveira”

Aconteceu o que já era esperado. Fusões, aquisições e joint ventures não ocorrem apenas entre empresas. A Daimler, proprietária da Mercedes-Benz, completou a compra da maior parte das ações da equipe Mercedes GP de Fórmula 1, ao adquirir a participação de 24,9% que pertencia a Ross Brawn e Nick Fry. A operação foi concluída em parceria com o grupo de investimentos Aabar, que agora detém 40% da escuderia.

Os outros 60% são da Daimler, que assumiu de vez o controle da equipe que chamou a atenção como Brawn GP após o título de Jenson Button na temporada de 2009. Um resultado e tanto para a então equipe estreante, embora usando o espólio tecnológico da Honda, que insatisfeita com os resultados obtidos pela equipe, abandonou a categoria no final de 2008. Apesar de ter vendido as sua participação, Ross Brawn continua como chefe e afirma estar comprometido com o projeto das flechas de prata.

“Continuo no time, junto com a equipe de administração e todos os nossos empregados. Estamos ansiosos pelo desafio de obter sucesso com a nossa equipe, representando com orgulho a Mercedes e a tradição das flechas de prata”, afirmou Brawn. Vale lembrar que a dupla Brawn-Schumacher, na Ferrari, foi muito bem sucedida. A Ferrari, em 1996, contratou Schumacher com o objetivo de sair do jejum de títulos dos últimos 15 anos. A escuderia vermelha projetou um carro que atendesse ao estilo de pilotagem do alemão, sob o comando do estrategista Ross Brawn e Jean Todt, hoje presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), que já havia cumprido papel preponderante no Campeonato Mundial de Rali.

O resultado positivo foi praticamente imediato, tendo Rubens Barrichello como segundo piloto. A equipe de Maranello manteve a supremacia na categoria de 2000 até 2004. Além de ter vencido o Mundial de pilotos, Michael Schumacher chegou ao heptacampeonato. A escuderia faturou também o campeonato de construtores em 2001, 2002, 2003 e 2004.

“A aquisição da maior parte das ações mostra a nossa intenção de alcançar sucesso técnico e esportivo na categoria mais importante do automobilismo mundial, e queremos fazer isso com inteligência nos gastos”, explicou o presidente da Daimler, Dieter Zetsche. Evidentemente que a afirmação do presidente leva em conta a experiência de Schumacher e a juventude de Nico Rosberg, que obteve na pista tempos melhores que seu compatriota nos testes de pré temporada.

Chefe de automobilismo da Mercedes, Norbert Haug assegurou que nada irá mudar com essa jogada comercial: “Os acionistas antigos não planejavam serem donos do time. Todos os envolvidos aceitaram que foi um passo lógico, e estamos felizes com isso”. Não era para menos. Assumir o controle de um time que foi campeão, empurrado pelo eficiente motor da marca, é mais fácil que sair do zero, como as estreantes nanicas HRT, Virgin (hoje Marussia Virgin) e Lotus, que usaram motores Cosworth em 2010, além da Williams.

O alemão Michael Schumacher, mais velho piloto em atividade na Fórmula 1 em 2011, afirmou não ser mais o mesmo se comparado seu desempenho na temporada passada com seu feitos na última década. No entanto, o heptacampeão de 42 anos de idade acredita que ainda é bom o suficiente para alinhar no grid da categoria. O alemão começa sua 18ª temporada disposto a ser o mais velho piloto da categoria desde a década de 60 a conquistar um título. O mais velho a ser campeão foi Juan Manuel Fangio, que foi pentacampeão com 46 anos, um mês e 11 dias.

Em entrevista à revista do ACA (Automóvel Clube da Alemanha), Schumacher admitiu que sente o peso da idade avançada para os padrões da categoria, sobretudo em comparação com outros pilotos. É inevitável, entretanto, a comparação de desempenho com Nico Rosberg, seu companheiro de equipe na Mercedes, 17 anos mais novo. O heptacampeão foi superado em 70 pontos pelo compatriota no seu ano de retorno à F1, em 2010.

“Certamente, não é possível voltar o relógio biológico”, contou Michael, que completou 42 anos em 3 de janeiro. “É fato que eu não sou absolutamente o mesmo de 10 ou 15 anos atrás”, reconheceu o germânico, dono de 91 vitórias e 68 pole-positions. Questionado sobre a capacidade de alcançar bom rendimento nas pistas neste ano, mesmo com 42 anos, Schumacher não titubeou. “Quanto a ser bom o suficiente ainda, eu diria que sim”, acrescentou.

O heptacampeão aproveitou para ressaltar que a maior razão para que seu desempenho não fosse o mesmo de quando pilotava para a Ferrari foi o carro da Mercedes, o W01, foi desenvolvido para o estilo de pilotagem de Jenson Button, campeão em 2009 com a antecessora Brawn, antes de o britânico seguir para a McLaren no ano seguinte. “Eu cheguei em dezembro de 2009, e os engenheiros já sabiam que o carro não iria me servir”, finalizou.

A equipe buscou inspiração na pintura que usou entre 1994 e 1997 para o FW33 de 2011

Demorou, mas chegou. A onda retrô, usada pela indústria automobilística para dar vida nova a carros produzidos no passado, como o VW New Beetle, Chrysler PT Cruiser, Chevrolet Camaro, entre outros, chegou também à Fórmula 1. A Williams recorreu ao layout de 1994 a 1997, período farto em conquistas, entre elas, o tricampeonato do brasileiro Nelson Piquet. Na época, a equipe era patrocinada pelos cigarros Rothmans e era a equipe a ser batida. Mas ela não está sozinha.

Em 2010, Mercedes, Lotus e Renault – hoje Lotus Renault – foram buscar lembranças do passado para pintar seus carros, desta vez as três fazem companhia a Williams. Porém, as coincidências terminam nas pinturas. O patrocinador com mais espaço nos carros do brasileiro Rubens Barrichello e venezuelano Pastor Maldonado, como não poderia deixar de ser, é a PDVSA, petrolífera venezuelana.

Robert Kubica deixou a UTI para o quarto de reabilitação do Hospital Santa Corona di Pietra Ligure, na Itália. A transferência marcou o início da segunda fase de recuperação física do piloto da Lotus Renault, gravemente lesionado após sofrer um acidente na disputa do Rali Ronde di Andora no começo do mês. Afastado o risco de morte, o polonês trava nova luta física e mental para recuperar os plenos movimentos dos membros afetados na batida, o que deve começar a acontecer no prazo de um mês, de acordo com o médico Ricardo Ceccarelli.

O médico que cuida de Kubica é figura conhecida na F1. O cirurgião, que foi contratado pela Lotus Renault para cuidar prioritariamente da recuperação de Kubica, afirmou que o piloto será submetido aos cuidados de especialistas em cada um dos membros lesionados. “Pé, joelho, cotovelo, mão, todos necessitam de diferentes programas de reabilitação”, disse o médico em entrevista à revista Autosprint.

Ceccarelli disse também que a primeira fase do processo de reabilitação começará “muito em breve” e lembrou que Kubica perdeu muita massa muscular por conta do acidente e da consequente inatividade física. “Seus membros perderam muito do tônus muscular nos últimos 20 dias. Então, nós já estamos trabalhando nisso”, explicou.

O médico, entretanto, elogiou a força de vontade do polonês, mas afirmou que o piloto terá de ter paciência antes de recuperar plenamente os movimentos afetados com o acidente e, assim, voltar a ter uma vida normal. “Robert é um paciente muito determinado e que quer trabalhar muitas horas por dia. Mas com essas fraturas, precisa passar pelo menos um mês antes que ele consiga ficar em pé”, finalizou.

Canadá 2007 – O Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1, prova que anotou a primeira vitória de Lewis Hamilton foi, também, palco de um dos mais espetaculares acidentes da categoria. Robert Kubica, então piloto da BMW/Sauber, sofreu um grave acidente na 26ª volta da prova (assista ao vídeo do acidente ao lado). Após ter tocado o carro deJarno Trulli, o carro dele decolou, bateu contra o muro, capotou várias vezes e se desintegrou. O acidente foi tão forte e as imagens são tão impressionantes que todos imaginaram que o piloto não tivesse sobrevivido. Sobreviveu! Felizmente, o piloto escapou da morte sem nenhum ferimento sério, apenas com um um tornozelo torcido e um grande susto. Seu substituto na BMW/Sauber foi o atual campeão da categoria Sebastian Vettel.

22 pilotos alinharão modelos Classe C na categoria monomarca

A estrela de 3 pontas vai brilhar nas pistas brasileiras. A Mercedes-Benz fechou acordo com a SRO Latin América e a Auto+ Entretenimento para criar mais uma categoria do automobilismo, o Mercedes-Benz Grande Challenge, com a qual pretende iniciar pilotos não profissionais em competições de alto desempenho. A iniciativa não é exatamente nova.

A Maserati criou o Trofeo Maserati em 2004, uma categoria monomarca voltada gentlemen drivers (pilotos amadores com nenhuma experiência em corridas), aproveitando a competição para alavancar suas vendas no Brasil. O piloto pagava um total de R$ 150 mil por etapa, preocupando-se apenas em acelerar. A  preparação dos carros e suporte técnico na pista eram feitos pela marca do tridente. O uso de competições como ferramenta de marketing é um recurso corriqueiro, baseado no retorno midiático. Pilotos e equipes acabam sendo promotores de vendas.

Fiat, Chevrolet e Volkswagen são craques no assunto. A montadora ítalo-mineira subsidiou categorias monomarca quando do lançamento do Palio, em 1996, e mais recentemente o Racing Festival, evento criado por Felipe Massa, onde correm o Trofeo Línea, a 600 SuperSport (motos Honda Hornet) e a Fórmula Future; a Chevrolet incentivou a criação da Stock Car, em 1979, e a VW ofereceu apoio técnico e financeiro logo após lançar o Passat. A Renault, através do ex-piloto de F1 Pedro Paulo Diniz, implantou a Fórmula Renault e Copa Clio. A Porsche não ficou de fora do hobby dos endinheirados e criou a Porsche Cup e a Mini o Mini Challege.

O Mercedes-Benz Grande Challenge segue praticamente a mesma fórmula. Todos os competidores terão igualdade de condições, pilotando carros Classe C da marca adaptados para corrida. O conjunto motor e câmbio não poderão ser alterados pelas equipes, que terão autonomia apenas para fazerem pequenas modificações. A manutenção dos veículos também será feita exclusivamente pela assistência técnica credenciada da categoria, como no Trofeo Maserati.

O campeonato será disputado em oito etapas duplas ao longo do ano, sempre junto com a Itaipava GT Brasil e 22 carros no grid de largada. Também já existe acordo com a RedeTV para transmissões ao vivo da categoria. Segundo a Mercedes, todas as vagas foram preenchidas rapidamente tão logo a competição foi anunciada e existe fila de espera por uma vaga. A primeira prova acontece dia 10 de abril em Interlagos. Se tudo é lindo, maravilhoso, como se justifica a ausência de público nos autódromos onde as provas são disputadas? Isso ninguém explica.

 

É uma ninharia se comparado com o que perdem todas as mídias do mundo

Bernie Ecclestone afirmou ao jornal inglês Daily Telegraph, nesta quarta-feira (23), que vai fazer o máximo para encaixar novamente o GP do Bahrein no calendário 2011 da F1. Segundo o presidente da FOM (Formula One Management), não há nenhum tipo de pressão por parte da empresa que administra os direitos comerciais da categoria para que a prova seja reprogramada.

“O que aconteceu no Bahrein é extremamente triste, mas há um mês todo mundo estava ansioso para a corrida. Ninguém tinha problema. Se tudo estiver pacífico, o que esperamos que aconteça, vamos tentar encaixar a corrida de volta”, declarou o inglês, sem mencionar, no entanto, como ficarão os acordos firmados com estações de televisão, nas quais grades de programação previam a corrida e haviam negociado cotas de patrocínio.

Ecclestone disse que, se a prova não for recolocada no calendário, a FOM vai pagar a taxa de US$ 40 milhões (algo em torno de R$ 67 mil) que ficaria a cargo do governo barenita. “Se quando a corrida for reprogramada, eles vão pagar a taxa normal”, falou.

“A taxa que normalmente é paga pelo evento não está sendo paga. Não os estou pressionando por uma corrida que eles não farão. Se eles serão cobertos por suas seguradoras pela perda de receita, venda de ingressos etc, não estou certo. Mas é um caso de força maior. É algo similar a se um terremoto tivesse atingido o país — ninguém poderia ter previsto um mês atrás”, finalizou.